sexta-feira, 26 de agosto de 2016

2 de Setembro, Formação: Controlo da vindima

Da abertura ao fecho da vindima, temos em toda a Região uma vasta operação de controlo com as nossas equipas reforçadas por técnicos externos contratados neste período. É uma operação que visa garantir a rastreabilidade e qualidade das uvas utilizadas para produzir o Vinho Verde e cujo resultado facilmente se mede pela valorização que as uvas da nossa região têm em comparação com outras.

A informação actualizada sobre as regras de Controlo de Vindima e dos processos administrativos associados é muito importante. Lembramos que a acção de formação “Controlo de Vindima e DCP's” realiza-se sexta-feira dia 2 de Setembro às 14:30, na sede da CVRVV no Porto. 

O objectivo da formação é o de fornecer informação actualizada sobre o comunicado de vindima, emissão de talões de uvas e controlo, emissão dos DA de uvas e mosto; conceitos: rendimento por hectare, coeficiente de vinificação, MCR; castas na DCP, contas correntes; preenchimento do Anexo II e sua apresentação; casos práticos.

Formador:
Dr. Joaquim da Costa Sá, licenciado em Direito e responsável pelos Departamentos de Verificação Técnica e de Fluxo de Vinhos da CVRVV.

Custo por formando: 25 €, (IVA inc.), incluindo dossier,  certificado e café.
O diploma de participação é válido para crédito de horas de formação profissional.



Caso ainda não tenha feito a inscrição, pode ser feita em: www.vinhoverde.pt/academia/formulario 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Vinho Verde: stocks e vindima

Ainda é cedo, faltam algumas semanas, veremos como é que a meteorologia se comporta. Não vinha mal ao mundo se chovesse uns dias. Porém, é uma vindima que podemos encarar com alguma serenidade.

OS STOCKS

Comecemos por analisar os stocks.

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Estamos com um stock de branco bastante confortável. Precisamos da vindima, é evidente, mas longe de estarmos numa situação de escassez.

Na imagem seguinte encontra o stock apenas deste ano, repartido por tipo de produtos e pelos vários detentores. É bom de ver que a maior parte do vinho está nos engarrafadores ou em grandes operadores como adegas cooperativas.

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A quantidade de vinho que está na produção para levantar é na prática zero. Alerto novamente para a correcta leitura dos números pois quem os leia poderá ficar com a ideia de que, estando na produção mais de um milhão de litros, pode ir lá compra-los. Não pode. Este milhão de litros está repartido por quase dez mil pessoas, algumas com quantidades absolutamente ínfimas. É como um fundo de garrafa: está lá vinho, mas não enche um dedal.

Assim se compreende que o mercado de granel esteja tão sereno: a maior parte do vinho já se encontra no cliente final.

PREVISÃO DE VINDIMA

De seguida o mapa com a previsão da vindima. Trata-se de uma colectânea feita pelo IVV a partir das informações de cada região.

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A fonte de informação na nossa região foi o inquérito enviado a técnicos de toda a região e que contou com 175 respostas, no caso do branco. Os dados ( -12 a -15% ) representam a média aritmética que, curiosamente é quase igual à mediana, assim reforçando a robustez do resultado.

Recorde que os dados do IVV somam todos os tipos de vnho ( inc. mesa ) produzido na região.

Tudo indica que teremos uma vindima muito desigual, premiando quem acompanhou e tratou a vinha e penalizando duramente quem o não fez. Os concelhos de viticultura mais tradicional, como Resende serão por isso mais afectados do que outros onde a reconversão da vinha está em força, como Felgueiras ou o Alto Minho. Por este mesmo motivo, na sub região de Monção e Melgaço a perda de produção,  a ocorrer, será muito pequena.

Espera-nos pois uma vindima desigual, inferior em quantidade a 2015 mas que ainda tem tudo para ser de óptima qualidade.

Já agora, e a propósito de um almoço que tive ontem com um amigo, produtor e leitor desta página, aqui ficam as produções de banco ( vinho + mosto ) nos últimos cinco anos.

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Se quiser aprofundar a análise estatística, visite a página de estatística da CVRVV, clicando aqui,

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Incêndios na vinha: seguros.


Um breve texto apenas para recordar algum produtor de Vinho Verde cuja vinha seja afectada pelo fogo que este risco é coberto pelo seguro anualmente contratado pela CVRVV.

Uma vez verificado o sinistro, deve fazer a participação na CVRVV ou numa das mais de 40 delegações concelhias, após o que será visitado por um perito para avaliação dos estragos. Embora não seja obrigatório, é útil que tenha um registo fotográfico dos efeitos do fogo.

Note que a apólice não indemniza a destruição e reposição da vinha mas sim a perda da vindima deste ano.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Vendas em Junho: a surpresa do rosado !

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Começamos mesmo pela surpresa: o rosado igualou as vendas do tinto. Não é em Junho o efeito sazonal, é o acumulado desde Janeiro. Creio que a ideia geral é que este resultado ainda tardaria algum tempo. Mas aqui está, preto no branco: estamos a vender tanto rosado como tinto.

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O mercado de banco continua a crescer de forma sustentada. O início do ano foi menos expressivo mas no segundo trimestre corrigiu e já estamos acima de 2015. É certo que o mercado externo tem aqui uma forte expressão, não esquecer que no branco, a exportação representa 50% das vendas,

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As principais castas mantém a tendência de crescimento mito forte que já vimos sentindo desde 2014. Não se incluem aqui os lotes "Loureiro-Alvarinho" e "Trajadura-Alvarinho" os quais se encontram diluídos no mapa de brancos mas certamente têm o mesmo comportamento de crescimento das castas individuais.

É pois um fecho de semestre com boas notícias: crescemos no branco e sobretudo as castas, pelo que aumentamos volume e sobretudo valor. Continuamos com um forte crescimento no rosado. Do tinto, repito as reflexões anteriores. Precisamos de re-focar o produto. Hoje temos vários tintos, sem um fio condutor e por isso impossíveis de comunicar ao cliente.

domingo, 24 de julho de 2016

Vinho Verde Wine Fest 2016: quatro dias ao rubro !

Acaba de fechar o Vinho Verde Wine Fest 2016. O O pôr do sol foi fabuloso como tem sido nos últimos dias. A equipa, dezenas de colegas da CVRVV e da Offe, balança entre o "exausto" e o sentimento de missão cumprida. Na próxima semana faremos, calmamente, a avaliação deste evento único. Para já, e para recordação, algumas fotos.

O panorama às 19 horas de hoje. Será mesmo hora de fechar ?

100 AUTOMÓVEIS CLÁSSICOS ?
                              não havia parque para mais !

Domingo de manhã, um calor abrasador deste as primeiras horas. Com o apoio da revista Topos & Clássicos e do seu director Hugo Reis reunimos um centro de automóveis clássicos que vieram comemorar os 15 anos da revista e com isso encheram o parque da Alfândega.

O encontro de clássicos, com o apoio da Topos & Classicos abriu o evento no domingo

Encontro de clássicos, um lindíssimo MG
O PROGRAMA FAMÍLIAS

No sábado ao almoço convidamos as famílias a visitarem o Wine Fest. Para as acolher preparamos um programa especial para os mais novos: atelier de chocolate, frutos e plantação de vinhas !

Chocolate !

e mais chocolate !

Jovens atentos e pais relaxados !

Ana Colaço ( RFM ) entrevista um jovem agricultor

CURSOS DE PROVA, HARMONIZAÇÕES E WORKSHOPS

Ao longo dos quatro dias, um conjunto de salas ofereciam cursos de prova de vinhos, workshops de culinária e harmonizações. Cera de 700 formandos passaram por esta actividade.

Júlio Magalhães, José Silva e Marco Gomes, as estrelas da inauguração





WINE FEST BY NIGHT !

Se de dia tivemos um calor abrasador que levava os visitantes a fazerem grupos na sobre, as noites estavam quentes, deliciosas a convdar provas sem limite de horas. Sexta e sábado fizemos provas e dançamos ao som da RFM pela nite dentro. Um pouco por todo o lado, grupos sentados no chão , frente ao rio, em redor de boas provas e melhores conversas.

Uma da manhã: fila de espera no bar de cocktails

Grupos que começavam a danças espontaneamente ao som da RFM


RFM: SÓ GRANDES MÚSICAS !

A RFM animou o espaço do primeiro a último minuto. A Ana Colaço foi a cara de uma vasta equipa no Porto e Lisboa que garantiu granes músicas, entrevistas e o acompanhamento integral do programa no estúdio montado bem no centro do Wine Fest.


A voz da RFM no Wine Fest foi a Ana Colaço

Ana Vasconcelos, RFM com Carlos Teixeira, Quinta da Lixa.

O estúdio local da RFM animou o programa com música,
entrevistas  reportagens nas actividades.
VINHOS, VINHOS VINHOS
( fotos Offe )







VINHO E GASTRONOMIA

A ligação vinho-gastronomia foi central em toda a programação do evento. O vinho é um produto de cultura que se liga com o nosso dia a dia. Descobrir as melhores harmonização e é valorizar o vinho, a gastronomia e o nosso prazer na vida.

Anselmo Mendes

Loureiro - Ponte de Lima

Casta Avesso, Portal das Hortas

Valados de Melgaço, estreante no Wine Fest
PARA O ANO HÁ MAIS

Muito obrigado à enorme equipa, incansável e exemplar que tornou possível Vinho Verde Wine Fest 2016. Muito obrigado a todos os que visitaram o evento. Cada visitante fez com que este enorme trabalho valesse a pena. Durante quatro dias, o Porto foi a capital do Vinho Verde. Para o ano há mais !



Fotos de Bruno Almeida e Sofia Figueiras.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Vinho Verde Wine Fest 2016 abre hoje |

Vão ser quatro dias em cheio na Alfândega do porto, com a meteorologia a ajudar e mais de 150 vinhos em prova. Ao longo de quatro dias, o Vinho Verde Wine Fest vai juntar Vinho Verde e gastronomia numa festa com o cenário fabuloso do rio Douro e da Ribeira do Porto.

Horários:

  • quinta-feira, 17-24
  • sexta feira, 17-02
  • sábado 12-02
  • domingo 12-19







terça-feira, 12 de julho de 2016

O Vitis nos Vinhos Verdes

Muito interessantes alguns dados sobre o Vitis na nossa região, que consultei e aqui partilho com alguns apontamentos. Em cima, no gráfico, a área reconvertida a cada ano, em hectares, Vimos em crescendo, sendo que a candidatura de 2015, acima de mil hectares, foi a maior do período.

Neste período de sete anos, estamos a reconverter 813 hectares/ano. É um bom número. Para aferir a área de vinha da região, temos dois métodos: a área cadastrada ou a área indicada nas DCP's. A segunda, necessariamente bem inferior à primeira, é mais fiável. Contemos pois com 15.800 hectares de vinha mencionados nas DCP's do ano passado. Sendo assim, os 813 significam que estamos a reconverter 5% ao ano, ou seja, renovamos a vinha em 20 anos.

É um número que nos deve confortar e que sublinha a ideia que tenho cada vez mais de que a crise da nossa viticultura já passou o momento pior e de que precisamos é de perseverar na constante valorização da uva e do apoio com o objectivo de melhorar as produtividades. Mas claramente a nossa viticultura está no rumo certo.

A região recebeu um apoio ligeiramente superior a 55 milhões de euros, sendo que o apoio médio é de 9,8 mil euros por hectare.

Estou convencido, mas isso seria outra conversa, é que se não fosse este apoio, teríamos uma baixíssima taxa de reconversão e estaríamos confrontados com um monumental problema de aprovisionamento. Aproveitemos pois - intensamente - o Vitis enquanto existe sem nos iludirmos que ele se manterá com esta simplicidade e generosidade para sempre.

Por fim um dado curioso: a nossa área média de candidatura e de 1,18 hectares.  Note, não quer dizer que cada produtor explore 1,18 hectares mas sim a área média da reconversão, sendo certo que a esmagadora maioria dos candidatos têm outras vinhas em simultâneo e estão a reconverter uma parte em cada candidatura. Isto preocupa-me porém pois há no sector a ideia de que as candidaturas futuras devem privilegiar as maiores áreas, por exemplo áreas acima de 3 hectares, Ora no mapa nacional só duas regiões, o Alentejo e Setúbal, têm áreas médias de candidatura acima dos 3 hectares. Diria pois que a haver algum objectivo de política pública, este deve se o de favorecer o aumento da área médias da exploração para valores que assegurem alguma viabilidade e não concentrar os apoios em algumas candidaturas que manifestamente já têm mais do que essa dimensão assegurada.

domingo, 10 de julho de 2016

A Casa do Vinho Verde no Porto Canal

Excelente documentário sobre Silva Monteiro e caracterização da sua casa que é hoje a sede da CVRVV. Vale a pena ver.


 

sábado, 2 de julho de 2016

Viticultura inovadora

Tive ontem a feliz oportunidade de visitar uma vinha com um ano. Doze meses de plantação com enxerto pronto. As fotos revelam uma realidade admirável. Loureiro. Deixo para o/a leitor reflectir.




quarta-feira, 29 de junho de 2016

Os mercados em Abril


Vamos recebendo ao longo do ano os dados de exportação coligidos pelo INE/Intrastat. Com cada mapa recebemos uma actualização dos anteriores pelo que este mapa, só de Abril, deve ser visto com cuidado.

Breves apontamentos da sua leitura.


  • EM GERAL estamos tal como em 2015, com 8,7 milhões de litros exportados no período, até com um ligeiríssimo crescimento;
  • ESTAMOS OPTIMOS, em França, Canadá, Bélgica, Holanda, Suécia, Moçambique;
  • ESTAMOS NA MESMA em EUA e Alemanha, os nossos maiores clientes;
  • ESTAMOS A LEVAR PARA TABACO em Brasil, Luxemburgo e Angola.

Uma curiosidade: no Japão, mercado que estamos a começar a trabalhar recentemente, crescemos 30%.

Seja como for, repito, são dados muito iniciais.

domingo, 26 de junho de 2016

4 ideias sobre Brexit e o Vinho Verde


Pediram-me para escrever um artigo para um jornal sobre as vantagens e inconvenientes do Brexit e dei comigo a pensar se haverá vantagem alguma. Na melhor das hipóteses, se o euro se desvalorizar ganharemos alguma competitividade em países terceiros...

Aparte a excitação de políticos e teóricos que se entusiasmam sempre com cenários catastróficos, as empresas, a criação de emprego e - concretamente - as pessoas normais, desenvolvem com sucesso a sua vida em condições de alguma estabilidade e previsibilidade.

Nenhuma das duas caracteriza, infelizmente, os dias que vivemos.

Para o negócio do vinho, não faz sentido analisar o Brexit só por si, uma vez que este terá consequências nas economias mundiais.

Não tendo a veleidade de dominar o assunto e menos ainda de antever o futuro, aqui deixo algumas notas:


  • a questão cambial - a descida da libra, alguma descida do euro e uma possível valorização correspondente do dólar a ter em conta. A instabilidade cambial é um problema, é preciso gerar defesas pois pode fechar um mercado de um momento para outro; é certo que alguma desvalorização do euro nos pode ajudar em países terceiros;
  • o mercado Britânico - mesmo que saia da UE, o Reino Unido permanecerá no acordo "Espaço Económico Europeu" pelo que não é de esperar que apareçam barreiras administrativas significativas como novas regras de rotulagem ou vinificação. Tal como estão hoje por exemplo a Noruega e a Islândia. Porém é claro que a economia Britânica vai passar dias difíceis, a desvalorização da libra vai acarretar uma maior inflacção. Não é de esperar pois um crescimento do negócio a retalho, isto na melhor da hipóteses. E não esquecer que os nossos produtos chegarão lá mais caros.
  • o calendário -  desvalorização da libra e o efeito nos mercados começa já. A saída, em concreto da UE ( se acontecer ) é um processo longo de meses ou anos que acarreta negociações complexas de dezenas de dossiers;
  • o resto - aqui a análise de cada um vale o mesmo que as demais. Eu não estou nada optimista, estou convencido que este processo terá ondas de choque políticas em vários Estados e económicas a nível mundial. Temos de nos preparar para dias ainda mais difíceis. Ser cada vez mais profissionais, escutar o cliente, inovar, fazer bem, valorizar as marcas, conter custos em absolutamente todo o processo produtivo e diversificar mercados. Ter clientes em Portugal e fora, no Euro e fora deste, no hemisfério norte e sul. Quando maior a repartição, melhor se poderá gerir o risco. Já agora, ter sempre presente que a generosa política agrícola da UE não vai durar ara sempre.

Vamos a ver o que nos trará o futuro. Estejamos de olhos bem abertos e de cabeça fria para tomarmos boas decisões.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Fundos comunitários: tocar ao ritmo


Quem prepara candidaturas a fundos comunitários já tem como certo que o conteúdo de uma candidatura é o equilíbrio, tão elegante quanto possível, entre aqueles investimentos que o candidato pretende fazer e para os quais procura apoio, e a resposta positiva que se deve dar a alguns requisitos mais ou menos irrelevantes, não porque estes sejam importantes ao investimento, mas apenas porque o cumprimento destes ajuda à aprovação da candidatura.

Não raras vezes os regulamentos cedem à tentação de ser demasiado programáticos. Abrem candidaturas para projectos com um determinado fim mas depois vai-se ao pormenor de indicar como deve ser feto, com quem, quando, enfim, inúmeros detalhes. Isto é transversal em projectos de várias áreas. Não duvido que a intenção do legislador seja boa, mas o resultado inevitavelmente é mau.

Vem isto a propósito de uma nova vaga de apoios para a promoção que tem como exigência da Comissão Europeia que haja a integração de novos mercados a cada candidatura, sendo que um mercado exportador não pode receber investimento por período superior a três anos. Sublinhe-se que é uma exigência da UE, não do nosso Estado.

A intenção da Comissão compreende-se: pretende que haja um alargamento dos mercados de exportação. Respeito-a. Porém é tecnicamente errada e por isso levará à má aplicação dos investimentos.

O investimento num mercado externo é algo de estratégico, de profundo. Tem se ser bem preparado, tem de ser bem municiado e demora tempo. A ideia de que em três anos se consegue um importador, distribuição e fazer marca é absolutamente ilusória, é um erro técnico. Não se consegue.

Se isto é verdade para um pequeno mercado, é infinitamente mais evidente em mercados gigantes como um Brasil, os Estados Unidos ou o Canadá. Qualquer destes países é um continente, não um país, onde cada estado ( províncias no caso do Canadá ) tem regras próprias e em muitos casos importadores próprios. Não faz sentido nenhum um produtor começar a investir nos EUA e, ao fim de três anos, deixar de o fazer ou deixar de ter apoios e reduzir brutalmente o seu investimento. É desperdiçar meios.

Do mesmo modo não faz sentido andar a cada ano a lançar um novo mercado. É uma ingenuidade. A abertura de um mercado é uma decisão estrutural, tem de ser ponderada, o mercado tem de ser estudado e, uma vez decidido, agora inevitavelmente voltamos ao ponto anterior, é preciso ser coerente e resiliente até aparecerem os resultados..

São os processos de trabalho árduo e metódico que abrem mercados, não os tiros para o ar.

Gostava que a Comissão Europeia fosse mais aberta aos contributos dos sectores. Porém nem sempre assim acontece. Sendo assim faremos como os músicos: tocaremos ao ritmo que nos obrigarem. Nós e milhares de investidores pela Europa fora.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Atribuição de autorizações de plantação

Dado que o primeiro prazo e candidaturas para a atribuição de autorizações de plantação não esgotou a área disponível, o IVV-Instituto da Vinha e do Vinho, está a abrir um novo período de candidaturas, a decorrer de 22 a 30 de Junho.

Este novo período de candidaturas não abrange o Alentejo, Douro e Madeira que já esgotaram a respectiva área disponível.

Um apelo aqui muito forte a todos aqueles que pretendem investir em áreas de vinha para Vinho Verde pois a facilidade com que este ano se conseguem autorizações de plantação não se irá repetir em anos futuros.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Intervenções em verde: Vale de Cambra em força !

Quando me dirigi a Vale de Cambra para a acção de formação da Academia do Vinho Verde sobre intervenções em verde já contava como certo que seria uma sessão muito participada. Não contava era que, além dos muitos inscritos, ainda chegassem mais produtores, para um total de quase uma centena de participantes.

Excelente acção de formação sobre intervenções em verde, das quais deixo aqui algumas fotos da autoria do Engº Nuno Vieira Silva, enólogo da Adega.

Próximas acções com o mesmo tema, em:

  • 28 de Junho na Cooperativa de Felgueiras
  • 5 de Julho na EVAG


Teresa Mota, oradora

José Pinheiro, presidente da Adega e Autarca abriu a sessão

Gonçalo Magalhães da CVRVV

Uma sala cheia !

Sessão de abertura