domingo, 12 de março de 2017

Vinho Verde: stocks e vendas em Fevereiro

Estou há bastante tempo sem escrever, foi tempo de alívio para os leitores. Volto com os mapas de Fevereiro e com o aviso que aqui coloco todos os anos: vendas de dois meses têm pouco significado, é preciso lê-las com prudência.

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Dependendo do lado em que cada leitor sempre se encontra, o mapa de existências tem sempre um de dois significados: ou não há vinho e por isso o preço deve subir; ou há um mar de vinho e por isso aquele deve descer.

Ora, como é bom de ver numa análise serena, nem é uma coisa nem outra. Temos o vinho de que precisamos, sem excessos.

É aliás bom que assim seja. A região não pode perder valor, sob pena de desincentivar a viticultura. E tem de fazer subidas responsáveis, sob pena de colocar o mercado em causa.


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Bonito, está o mapa de vendas de branco. Recordo porém o que escrevi acima: são vendas de dois meses. Já é muito vinho, 6M de litros, mas ainda bastante influenciável por algum negócio de volume. Esperemos até Abril para termos uma ideia mais sólida de como está o mercado.

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Não é a primeira vez que isto acontece mas nem por isso deixa de surpreender: estamos a vender mais rosado do que branco. Vamos a ver nos próximos meses.


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Belas vendas do Loureiro mas também do alvarinho, ambos há vários anos com um claro rumo de crescimento. Estamos a tentar ter dados das vendas dos vinhos de duas castas pois, admito que os lotes Trajadura Alvarinho e Loureiro-Alvarinho estejam também muito fortes.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Vinho Verde: exportações

De tempos a tempos aparece nas reuniões algum doutor enfarpelado a dizer que a estratégia de internacionalização do Vinho Verde está completamente errada e é preciso mudar tudo. Depois olho para estes números e encolho os ombros porque a resposta fica dispensada.


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Nota: são números que estou a trabalhar para um artigo que mais adiante aqui colocarei. O preço médio é praticamente estável em toda a série. Sobe um tudo nada.

domingo, 1 de janeiro de 2017

2017

É das regras da aceitabilidade nas redes sociais que se devem publicar fotos de gatinhos fofos ou fotos pessoais que bradam sucesso e beleza. "Não vou por aí"

O dia acordou fresco mas de sol ameno, já caminhei um pouco.

Ao contrário do que aqui escrevi em anos anteriores,  encaro o próximo ano com muita apreensão.

No país, certo que que a estabilidade política é um activo, não vejo porém que o governo tenha, no actual apoio parlamentar, o apoio de que precisará para tomar as medidas difíceis que serão inevitáveis e que hoje metade do país desconhece e a outra metade nega. O problema do financiamento externo é brutal, está por resolver e não se vislumbra solução fácil. O crescimento económico não apareceu em 2016 e não vai aparecer em 2017. Vale-nos o turismo que está muito forte e que assim continuará, beneficiado é certo pelo temor de viajar para fora da Europa. A menos que Portugal seja também atingido.

No plano externo, haverá alguma certeza? Como vai ser a presidência Trump? O Fillon ganha em França? Passaremos a ter dois governo de direita nos dois grandes europeus. O que mudará na UE em consequência?  Em Março começam formalmente as negociações do Brexit. E o BCE reduzirá mesmo a compra de dívida como previsto? A ser assim como se financiará o nosso país?

Normalmente escrevo os textos desta página e penso um pouco antes de publicar.

Não neste. Sai em bruto, directo do instinto.

Antecipo que 2017 vai ser um ano duro. Preparemo-nos para ele como quem sai de casa em dia de temporal. Trabalhemos com afinco, façamos uma gestão prudente, reduzamos a exposição ao risco.  E nunca percamos a ambição de fazer mais e melhor.

Bom ano!

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

O vinho nas fotos da Casa Alvão: anos 40.


Tive imenso gosto e entusiasmo em me associar a esta edição do Público que reúne fotos da casa Alvão feitas nas regiões do Vinho Verde, Douro e Dão.

As fotografias, lindíssimas, são enquadradas por textos de Manuel Carvalho e António Barreto.

À venda em livrarias ou na CVRVV.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Exportações até Outubro: a locomotiva Alemã !



Breve apontamento para o belíssimo mapa, o das exportaçoes, recebido do INE e relativo ao período até Outubro.

Notas principais:


  • crescimento de 10% em volume para 22,8M litros e de 9% em valor para 52,9M€ face a igual período do ano anterior.

Os mercados:

  1. EUA, 12,6M€, + 3% em volume e 4% em valor;
  2. ALEMANHA, 11,4M€, +31% em volume e 29% em valor - que locomotiva !
  3. FRANÇA 5,9M€, + 15% em volume e 13 em valor;
  4. CANADÁ 3,7M€, + 11% em volume e 10% em valor
  5. BRASIL 2,5M€, - 2% em volume e - 4% em valor
Outros mercados com evoluções significativas:

  • Reino Unido cresce 25% em volume e 28% em valor para 2M€;
  • Holanda cresce 40% em volume e 41% em valor para 1,1M€
  • Angola perde 42% em volume e valor, para 950K€

É pois, em geral um mapa muitíssimo bom com estabilidade de preços médios (muito ligeira descida  e uma subida significativa em volume pelo décimo sexto ano consecutivo.

Alguma coisa de bom a região estará a fazer.

Parabéns a todos pelo excelente trabalho !

Nota: o mapa está disponível na CVRVV, mas se o quiser receber, contacte-me.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A vindima de 2016


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Foi uma excelente vindima no que à qualidade diz respeito. Por toda a região, excelentes uvas óptima maturação e estado sanitário impecável. Este texto dedica-se pois às quantidades.

Foi, como já antecipávamos, uma vindima mais curta fruto sobretudo dos ataques de míldio. Veja em baixo o mapa resumo.

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Apontamentos ao correr da pena:

  • no branco, considerando, vinho branco+mosto branco, a perda foi de 20% face à campanha anterior; como veremos abaixo, é um bom número que não afecta o mercado;
  • no mosto branco, a baixa, muito significativa, ocorre sobretudo porque houve menos produtores de mosto e não tanto porque haja uma menor produção por centro de vinificação;
  • a produção de tinto desce um pouco e a de rosado sobre um pouco. Há transferência de matéria prima como é natural; considerando os dois valores em conjunto, a produção de 2016 foi praticamente igual à do ano passado;
  • a baixa de 16% no total corresponde quase exactamente a previsão de colheita enviada para o IVV em Julho passado.

Dito isto, a produção carregou as contas correntes e o stock fica da seguinte forma:

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Apontamentos:

  • como verá no texto seguinte, estamos com optimas vendas em branco. Quer isto dizer que o stock, inferior ao de 2015 assegura que o mercado de granel não perde valor; é bom que assim seja e sobretudo que as adegas e vinificadores que laboraram uvas não se vejam prejudicados pelo valor que fazem chegar anualmente aos viticultores;
  • o stock de tinto é suficiente ou até mas que suficiente; idem para o rosado.

Em resumo, foi uma boa vindima. Temos excelentes uvas, temos  stock de que precisamos para crescer mas não temos um excesso que desvalorize o produto. Importa agora ganhar mercado e gerar valor. E suportar preços. Não raro, vemos PVP's que muito claramente não podem ser suportados e não vejo forma de  granel perder valor ao longo do ano.


Para aceder à página de estatísticas da CVRVV onde pode descarregar o mapa de produções detalhadas e muito mais, clique aqui.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Vendas e exportações em Outubro

Como é habitual, em Outubro não publico o mapa de stocks porque este é influenciado pelas Declarações de Produção que estavam a entrar à data da sua elaboração. Aproveito pois para fazer a análise das vendas gerais e do mapa de exportações que entretanto nos chegou.

AS VENDAS: NACIONAL + EXPORTAÇÃO

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Excelente o mapa de vendas no branco. Note que este não representa todo o branco. Trata-se do branco, deduzido do Alvarinho e Loureiro que aparecem no mapa separado, em baixo. O gráfico é mais generoso do que o aumento real mas este é, sem favor, excelente, registando um aumento de 6,4%. As vendas de Vinho Verde branco estão muito sólidas. Assim o contexto económico nos ajude e nada impede que mantenhamos o mesmo caminho em 2017. Como verá no mapa mais adiante, é sobretudo a exportação que impulsiona estas vendas, estando o mercado nacional praticamente estagnado,


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As vendas de tinto são o que vimos conhecendo, sem que se sustenha a linha de perda de vendas já identificada em mapas anteriores. Fui analisar os vasilhames e é relevante notar que a garrafa 0,75 tem as vendas estabilizadas. Perde 14.000 litros num negócio de 3 milhões, o que é irrelevante. As perdas estão pois concentradas nos outros vasilhames, sobretudo na garrafa de litro e no garrafão de 5 litros que perdem quase metade das vendas num só ano. São pois, pelo menos, sinais de algum conforto: o que estamos a perder são os segmentos de menor valor que se destinavam a consumo diário e não os casta "vinhão", os quais têm uma procura que eu diria ( sem base estatística ) crescente.

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Muito bonitos estes dados dos Alvarinho e dos Loureiro. Admito que se tivéssemos dados dos lotes Loureiro-Alvarinho, ainda seriam mais expressivos. Este é claramente o segundo segmento da Região. Acima dos vinhos de lote, os vinhos de casta proporcionam maior exclusividade e maior valorização. São essenciais na valorização da própria região e cada vez mais há matéria prima para os produzir.

O MERCADO EXTERNO

Os dados publicados acima referem-se a vinho colocado no mercado independentemente do destino. Têm como fonte a gestão de informação da CVRVV. Os que publico de seguida são os relativos à expedição para a UE e à exportação. Têm como fonte o Intrastat.

Apontamentos:

  • estamos com 48 milhões de euros exportados para mais de 100 mercados, um aumento de 8% em relação ao período homólogo;
  • o preço médio registado é de 2,3 euros/litro, com uma ligeira descida sobretudo impulsionada pelo mercado alemão, de longe aquele onde temos um preço menos interessante;
  • os nossos principais mercados comportam-se de forma mito positiva, com especial relevo nos EUA e Alemanha, nossos principais mercados, ambos com crescimento assinalável;
  • do top 10, apenas a Suiça e a Bélgica perdem vendas,



Dito isto, não esqueça que estão abertas as inscrçoes para as firmas qu queiram participar no programa de marketng a CVRVV ara 2017. Para conhecer este plano clique aqui.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Brasil: o tolo proteccionismo

video

Todos os dias faço isto: assino uma série de certificados de origem de Vinho Verde a exportar para o Brasil.Os certificados são indispensáveis para a mercadoria ser desalfandegada no destino. Assinar um certificado é um gosto: em cada um, estão centenas de horas de quem cultivou a vinha, de quem fez o vinho, de quem foi ao Brasil tratar de o vender, sabe-se lá com que dificuldades até ao dia em que fechou cada um daqueles negócios.

Comecemos então pelas boas notícias. Cada certificado de exportação corresponde a, no mínimo uma palete, e geralmente várias, ou um contentor, Ou mais. Em 2015 exportamos 3 milhões de euros para o Brasil e em 2016 já íamos em 1,6 milhões em Julho, o que quer dizer que vamos ultrapassar o valor do ano passado. O Brasil está agora a entrar no tempo quente.

Isto são portanto boas notícias. É um mercado importante e o Vinho Verde está lá em força.

E agora: o resto.

As autoridades do Brasil querem dificultar as importações. Já perceberam que hoje isso não se pode fazer proibindo-as ou impondo quotas ou com tarifas alfandegárias. Vai daí encontraram um lindo esquema: para serem desalfandegados, os vinhos têm de ser acompanhados de um certificado de origem assinado à mão, a azul. Repito, à mão e a azul.

Um colega meu de outra região fez a experiência: assinou a preto. Resultado, o importador não conseguiu desalfadegar até que essa região enviasse uma certidão assinada à mão e a azul a confirmar que os documentos assinados a preto eram originais.

É o único país do mundo que pede tal coisa. E andamos nisto...


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Stocks e vendas em Setembro

Ainda é cedo para termos uma ideia das produções mas diria que a quebra no branco andará perto dos 18 a 20% face ao ano passado. Mas isso se verá mais tarde; para já stocks.

Este é o mapa de stocks a 30 de Setembro ou seja não inclui quantidade alguma dos manifestos deste ano.


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Como venho escrevendo, o stock estava confortável antes da vindima. E estava sobretudo no branco. 

É um cenário que nos permite encarar sem preocupação especial a quebra que a vindima virá a relevar.


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Muito sólidas as vendas de branco. É certo que  gráfico parece indicar um aumento superior mas. seja como for, 6,1% é um valor optimo, ajudado por um verão seco e quente até tarde.

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Melhor, as vendas as castas, Loureiro e Alvarinho. Excelentes resultados, vão terminar o ano muito bem. São produtor de valor, que geram não só negócio mas ainda uma melhor imagem de toda a região.

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Único ponto menos bom é o retratado na imagem acima, o tinto. Mantém.se a queda estrutural que já conhecíamos. Aliviada, é certo. pela maior venda de rosado. Aliás na vindima que hoje termina será também maior a produção de tinto, antecipando-se que seja feito mais rosado.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Novo imposto sobre o vinho em Janeiro ?


Já escrevi sobre este assunto em 2011, e na altura nada sucedeu, mas as notícias de hoje justificam séria preocupação do sector: podemos ter um novo imposto à nossa porta.

Tecnicamente não é um novo imposto. Trata-se do IABA, Imposto sobre  álcool e bebidas alcoólicas que já incide sobre o vinho com a taxa 0 e que passará a ter uma taxa positiva.

A aplicação deste imposto a sector, a ocorrer, vai mudar muito o panorama do negócio. É que o que está em questão não é só o custo do imposto. Muito ao correr da pena, passo a explicar:

  • o custo é a primeira e mais óbvia consequência. Não sabemos qual o valor, mas o produto final vai ficar mais caro;
  • talvez menos óbvio mas definitivamente importante é que o modelo de gestão de stocks e logística do sector vai mudar. Passaremos a operar com um produto sujeito a IEC  e a ter como principal interlocutor a Alfandegas ( AT ); os vinhos passarão a ter de passar por entrepostos fiscais em regime de suspensão, qualquer falta de rigor nos stocks passa a ser uma fraude fiscal;
  • coloca-se em óbvia questão o futuro do IVV, dado que o produto passará no seu volume principal a ser controlado pelo Ministério das Finanças;
  • importa recordar o que se passou quando o IABA passou a incidir sobre as aguardentes: centenas de produtores fecharam. Não tenho dúvida nenhuma que o mesmo vai suceder agora, em maior volume. Sobretudo no centro e norte do país, há muitas pequenas e médias empresas familiares que operam em mercados de entrada de gama e com alguma informalidade. Informalidade de procedimentos, não fuga ao fisco. Ora estas estão completamente incapazes de se defender de um sistema que as multará quando tiverem pequenas diferenças de stock, pequenos atrasos na emissão de documentos e mapas.

Encaro, não o escondo, esta notícia com a mais elevada preocupação.

Sempre tentei, e tentarei, não misturar política e considerações pessoais nesta página. Porém não posso deixar de expressar a minha preocupação: para onde vai o país, cada vez mais afundado neste rumo de sofreguidão fiscal em que cada eleição coloca no poder alguém que nos promete alivio fiscal e o que faz é exactamente o oposto.

Lembro-me a este propósito de Durão Barroso que em 2002 foi eleito para praticar um "choque fiscal" e que semanas após a posse descobriu que o Estado estava "de tanga", foi ao parlamento dize-lo e aumentou impostos. Depois dele todos o fizeram: Santana, Sócrates, Passos e Costa todos igualmente prometeram o céu mas só entregaram impostos e sacrifico.

Dizia-se que Portugal viveu acima das suas possibilidades. Eu diria que o Estado Português gasta acima das nossas possibilidades.

Novo imposto sobre o vinho em Janeiro ?


Já escrevi sobre este assunto em 2011, e na altura nada sucedeu, mas as notícias de hoje justificam séria preocupação do sector: podemos ter um novo imposto à nossa porta.

Tecnicamente não é um novo imposto. Trata-se do IABA, Imposto sobre  álcool e bebidas alcoólicas que já incide sobre o vinho com a taxa 0 e que passará a ter uma taxa positiva.

A aplicação deste imposto a sector, a ocorrer, vai mudar muito o panorama do negócio. É que o que está em questão não é só o custo do imposto. Muito ao correr da pena, passo a explicar:

  • o custo é a primeira e mais óbvia consequência. Não sabemos qual o valor, mas o produto final vai ficar mais caro;
  • talvez menos óbvio mas definitivamente importante é que o modelo de gestão de stocks e logística do sector vai mudar. Passaremos a operar com um produto sujeito a IEC  e a ter como principal interlocutor a Alfandegas ( AT ); os vinhos passarão a ter de passar por entrepostos fiscais em regime de suspensão, qualquer falta de rigor nos stocks passa a ser uma fraude fiscal;
  • coloca-se em óbvia questão o futuro do IVV, dado que o produto passará no seu volume principal a ser controlado pelo Ministério das Finanças;
  • importa recordar o que se passou quando o IABA passou a incidir sobre as aguardentes: centenas de produtores fecharam. Não tenho dúvida nenhuma que o mesmo vai suceder agora, em maior volume. Sobretudo no centro e norte do país, há muitas pequenas e médias empresas familiares que operam em mercados de entrada de gama e com alguma informalidade. Informalidade de procedimentos, não fuga ao fisco. Ora estas estão completamente incapazes de se defender de um sistema que as multará quando tiverem pequenas diferenças de stock, pequenos atrasos na emissão de documentos e mapas.

Encaro, não o escondo, esta notícia com a mais elevada preocupação.

Sempre tentei, e tentarei, não misturar política e considerações pessoais nesta página. Porém não posso deixar de expressar a minha preocupação: para onde vai o país, cada vez mais afundado neste rumo de sofreguidão fiscal em que cada eleição coloca no poder alguém que nos promete alivio fiscal e o que faz é exactamente o oposto.

Lembro-me a este propósito de Durão Barroso que em 2002 foi eleito para praticar um "choque fiscal" e que semanas após a posse descobriu que o Estado estava "de tanga", foi ao parlamento dize-lo e aumentou impostos. Depois dele todos o fizeram: Santana, Sócrates, Passos e Costa todos igualmente prometeram o céu mas só entregaram impostos e sacrifico.

Dizia-se que Portugal viveu acima das suas possibilidades. Eu diria que o Estado Português gasta acima das nossas possibilidades.



O meu artigo de 2011 pode ser lido aqui.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Imagens da Vindimas 2016 ( II )

Já não me lembrava de uma vindima em tempo de verão. Tenho dado voltas pela região e as uvas são de belíssima qualidade por todo o lado. Esta é a semana grande !

A casa de Oleiros, em Travanca Amarante e uma das mais antigas quintas da região, produz vários vinhos com as castas típicas do Entre douro e Minho. ( fotos: Manuela Camizão )

Vindima do Arinto


A vindimar em tempo de verão !

A poucos quilómetros encontra se o Vinho do António, uma produção acarinhada pelo António Barbeitos, autor das fotos. 2016 é um ano curioso em que os produtores tem especial orgulho em fotografar os cachos. São uvas fabulosas, que parecem pintadas à mão.






Barcelos, terra muito bonita e que merece uma visita é um tradicional produtor de vinho e de leite. A vindima está em pleno. Há vários produtores, estas fotos sendo da Adega Cooperativa, do enólogo e viticultor José Miranda.

Festa de vindimas


Loureiro, no tractor do agricultor em bonitos tinões tradicionais de madeira

Ponte da Barca tem uma adega cooperativa muito movimentada. Fotomontagem da Adega.



Se a vindima é dura para quem faz uva, não é é menos para os enólogos q que além de trabalharem noite e dia, não raro são chamados para fazer milagres.

Para o testemunhar, o enólogo Pedro Bravo de Faria fez esta foto ao início de dia pelas 07:00 quando entrou na adega.



terça-feira, 27 de setembro de 2016

Almaty. Cazaquistão

Com muito orgulho partilho esta foto do José Castro, o "globetrotter" da Vercoope, em Almaty, capital do Cazaquistão a apresentar o Vinho Verde Via Latina.


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Apontamentos de vindima


Foto: Pedro Marques, Adega do Passal, PM

Apontamentos, como é habitual, ao longo da vindima:


  • as uvas são de excelente qualidade. Rara é a entrega onde não é assim; vai ser um ano de grandes vinhos;
  • os mapas de mostos que vamos actualizando diariamente indicam que a produção acumulada na passada sexta-feira corresponde à de sete dias antes no ano passado, 14 milhões de litros. Dado que a colheita anda atrasada pelo menos uma semana, diríamos que o resultado está igual a 2015. Arriscaria a afirmar que as vinhas novas, as primeiras a vindimar, estão em geral com bons resultados. A ser assim, só daqui a uma semana é que vamos começar a ver uma queda nos valores comparativos com 2015. A previsão dos técnicos, feita em Julho, de uma perda de 10 a 15% continua pois válida;
  • a operação de controlo está a decorrer exactamente como previsto ( é certo, com os habituais desabafos "eu sou a única pessoa na região que é controlada, os fiscais não saem daqui dia e noite" ) e está a testemunhar a chegada de uvas de excelente qualidade às adegas;
  • esta semana e a próxima serão as semanas mais intensas da vindima;
  • novo apontamento de hoje a oito.