Domingo, 18 de Março de 2012

Vinho Verde: avança o cadastro da vinha


Este é o segundo artigo em poucas semanas que coloco sobre o cadastro. Isto porque vamos ter novidades. A Direcção Regional de Agricultura do Norte, com o apoio do IVV vai avançar já nas próximas semanas com uma campanha muito intensa de actualização do cadastro.

Neste momento toda a região se encontra cadastrada, mas há cerca de 4.000 hectares, titulados pro aproximadamente 10.000 produtores que se encontram inscritos em ficheiros mais antigos e precisam de ser incorporados no novo cadastro, com georeferenciação das parcelas e elevado rigor no cálculo das áreas.

É bom de ver que este lote fina é o mais difícil. São os produtores mais pequenos, os que têm mais inércia, os que menos vezes visitam os serviços. Daqui até ao final de Julho vão ser longos os dias de trabalho. E não admira que muitos produtores só se lembrem de aparecer nos serviços da DRAP-Norte em Novembro, quando estiver a acabar o prazo para fazer o manifesto.

Porém, por muito grandes que sejam as dificuldades, é com enorme gosto que registo em primeiro lugar o saudável trabalho de equipa que se tem desenvolvido entre o IVV, a DRAPNorte e a CVRVV. E em segundo lugar o imenso, repito, imenso trabalho já feito. A nossa região tem já hoje um cadastro extremamente actualizado, que é partilhado diariamente por estas entidades, que é uma ferramenta de trabalho constante.

Ao leitor que for produtor de Vinho Verde, um apelo especial: se o seu cadastro da vinha não foi actualizado recentemente, faça-o agora com calma, não espere para a época de vindima com as filas que inevitavelmente ocorrerão. A carta de preparação do manifesto de 2012 sinalizará também os produtores que se devem dirigir aos serviços.

Para ler o anterior texto sobre este assunto, Artigo sobre cadastro da vinha

Sexta-feira, 16 de Março de 2012

Vinho Verde: vendas em Fevereiro

Os dois primeiros meses do ano dão ainda uma imagem pouco clara do que poderá ser o ano, mesmo assim é com agrado que notamos que não se verificam de todo os cenários catastróficos sempre anunciados.

No branco estamos cerca de 7 % abaixo de igual período no ano passado. Não é de lançar foguetes pois são dados de apenas dois meses, mas claramente é um número que nega os cenários mais catastróficos.

Do mesmo modo, é de ler com prudência este segundo mapa dado tratar-se de um período curto. Não estou convencido, sinceramente que haja uma inversão da descida estrutural na venda do tinto. A propósito dos tintos, para reflexão do produto, ler o artigo editorial do Dr Luís Lopes na revista de Vinhos deste mês.

O próximo texto sobre as exportações - já fechamos os dados de 2011.

Quarta-feira, 14 de Março de 2012

Vinho Verde: stocks em Fevereiro

( clicar no mapa para aumentar )

O mapa de stocks em Fevereiro não trás novidades de monta. O stock de branco está um pouco acima do ano passado ( não esqueça de somar o mosto branco, na linha azul ), o tinto está um pouco abaixo, fruto da menor produção deste ano e de algum tinto ter sido logo inscrito como vinho de mesa. A disponibilidade de rosado aumenta um pouco. Chamo a atenção d leitor para o movimento estrutural que o rosado tem tido: se é verdade que as vendas têm aumentado, não é menos notório que a produção tem aumentado acima desta curva de vendas, pelo que o stock inevitavelmente aumenta.

Amanha coloco aqui o mapa de vendas.

Segunda-feira, 5 de Março de 2012

Vinho Verde: uma década de produção em gráfico


Fonte: Declarações de Colheita e Produção. Unidade: litros. Legenda: M=mosto. Ausente do gráfico o vinho de mesa e o vinho regional Minho.

Sábado, 18 de Fevereiro de 2012

Vinho Verde: o cadastro da vinha

Ponto da situação no cadastro da vinha, um dossier a que nos temos dedicado muito nos últimos anos e que começa a apresentar resultados.

O cadastro da vinha é um ficheiro central para qualquer região demarcada. Contém toda a informação sobre a estrutura produtiva da uva, as explorações e parcelas, o que lá se encontra plantado, quem são os titulares e os exploradores da vinha. É a partir desta base de dados que se controla a rastreabilidade do vinho, podendo assim o cliente ter a certeza que uma garrafa de vinho corresponde efectivamente às uvas produzidas naquela região.

O cadastro da vinha nos Vinhos Verdes é gerido pelo SIVV, o programa informático do Instituto da Vinha e do Vinho, sobre o qual trabalham diariamente os técnicos da Direcção Regional de Agricultura, a entidade pública que se relaciona directamente com os produtor e que faz a actualização dos dados, nomeadamente quando há arranque de vinha, novas plantações, alterações de área, etc.

O problema do cadastro é simples: ele nunca está acabado. Nos 22.000 viticultores da região ( mais de 100.000 parcelas de vinha ) há sempre quem esteja a nascer ou a desaparecer, há novas vinhas, há transferências de locais.

Todos estes 22.000 viticultores ( ou exploradores ) operam em vinhas legalizadas com os respectivos direitos de plantação suportados em documentos emitidos pelo Ministério da Agricultura, que se encontram informatizados na CVRVV. Aproximadamente 11.000 ( os maiores, representando 60% da área ) estão já incluídos com elevado nível de rigor no cadastro central do SIVV. Os restantes estão a ser actualizados gradualmente, num projecto comum destas três entidades, a CVRVV, a DRAPNorte e o IVV. Esta actualização tem sido orientada por opções estratégicas comuns privilegiando os viticultores de maior dimensão e alguns concelhos que requerem maior atenção. Por exemplo Resende viu o seu cadastro completamente actualizado em 2010 e 2011, uma operação que aumentou significativamente o seu rigor, tendo reduzido a área de vinha.

Numa região vitícola como a nossa em que a uva tem um prémio face ao preço da uva circunvizinha, a manutenção de um cadastro em permanente actualização é essencial para garantir a rastreabilidade. Não tanto para as autoridades ou sequer para o cliente mas em primeiro lugar para o produtor, o produtor da região, que deve ser o beneficiário único do prémio que as uvas obtém no mercado. Investir no cadastro é pois uma obrigação de política pública para o Estado Português.

Quinta-feira, 16 de Fevereiro de 2012

Vinho Verde: stocks em Janeiro

( clique na imagem para aumentar )

Começamos o ano com bons sinais nos stocks. No branco estamos praticamente como no ano passado, o que nos reforça a estabilidade de preços, talvez ajudada também pelo aumento nos preços do vinho de mesa. O mosto branco tem de ser considerado aqui. O tinto perde um pouco, bom sinal também, pois o stock é mais do que o suficiente para a procura de Verde tinto. A ver vamos como evolui o ano neste segmento. O rosado tem uma disponibilidade suficiente. É certo que é um segmento a crescer mas importa que não haja uma sobre produção, na expectativa de um mercado que cresce, mas que não é de modo nenhum exponencial.

Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012

Americanos no Vinho Verde


O reforço muito substancial do nosso investimento em promoção para o ano de 2012 e seguintes terá um efeito muito claro no mercado Norte Americano que bem se nota já pela agenda destes próximos meses: são muitas vindas cá de jornalistas, somelliers, importadores, a presença da região em provas nos EUA, o site americano, o Facebook, o Tumblr, enfim, uma série bem concertada de pontes para crescermos naqueles 50 Estados.

Tenho tido a feliz oportunidade de acompanhar vários Norte Americanos, que visitam a nossa região. Nos dois casos recentes, trata-de de gente que conhece muito de vinhos, que já viajou pelo mundo dos vinhos. São jornalistas e "formadores" que irão transmitir a nossa imagem naquele país.

Alguns apontamentos das visitas que temos feito com eles pela região:

  • a região é linda, facilmente o visitante é seduzido pela sua beleza natural. Um passeio a pé em Ponte de Lima, em Monção ou Amarante é um sucesso garantido. A ligação do vinho ao território e em particular às características únicas da nossa paisagem é uma alavanca de imagem ( e valor ) fabulosa;
  • em prova, os Alvarinho e os Loureiro surpreendem com muita facilidade. A região é conhecida sobretudo pelos vinhos mais standard, que representam o grosso do volume de negócio, pelo que os visitantes são agradavelmente surpreendidos com a prova de vinhos que desconheciam;
  • estas viagens são preparadas para dar a conhecer a nossa oferta de brancos, rosados e espumantes, mas não podemos evitar que os visitantes tenham curiosidade em conhecer o tinto. É uma curiosidade que se desvanece no momento da primeira prova.
  • É fundamental que os produtores tenham o domínio da língua inglesa. Não é arranhar: isso são os gatos. É falar fluentemente, é perceber as piadas e as pequenas subtilezas, é ser capaz de descrever a cor, o aroma e o sabor dos seus vinhos e debate-lo com o visitante. É, finalmente fazer perceber ao visitante a paixão que cada produtor tem no seu vinho e qual é o seu projecto de futuro. Na CVRVV começou há uma semana o primeiro curso de inglês técnico vitivinícola, uma orientação de formação em línguas que manteremos. Há uma ligação directa entre a capacidade de comunicação do produtor e o valor que o visitante dá ao seu vinho. Se o produtor não comunica bem, então não faz sentido receber visitas, mais vale enviar amostras directamente para o cliente;
  • Há que adequar a gastronomia ao vinho. Se o rótulo nos diz que este vinho acompanha bem com peixe e aves, então faz algum sentido organizar uma almoço de cabrito ?
  • Esqueça a tecnologia. O visitante já viu cubas melhores e maiores, já viu prensas mais modernas e não morre de amores para conhecer o seu sistema electrónico de controle de temperatura. Se dedicar mais tempo a mostrar a vinha, a contar a história única do seu projecto e a apresentar calmamente cada um dos seus vinhos, nem precisa de passar pela adega.
  • No fim da visita, algumas ideias:
    • dê-lhes o seu contacto e fique com o deles para lhes escrever depois a agradecer a vista e a oferecer mais informação; surpreenda-os enviando o mail logo de seguida, de modo a que eles o vão abrir ao fim do dia no hotel;
    • pense bem no que lhes vai oferecer. Cabe na mala ? é igual ao que todos os outros visitados vão oferecer ? um livro, um produto regional, um vinho ? se oferecer uma caixa de 6, é certo que eles a vão deixar no hotel.

Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012

Dê sangue ! Na CVRVV a 18 de Janeiro.


Renovamos em 2012 a parceria que temos mantido com o Instituto Português de Sangue para a recolha de sangue.

Como em acções anteriores, todos os interessados com mais de 18 anos e peso superior a 50 Kg serão considerados aptos para a respectiva dádiva.

Estará presente um médico para fazer a respectiva triagem. A recolha é feita pelo Instituto Português de Sangue com o rigor dos seus procedimentos.

A colheita está agendada para o próximo dia 18 de Janeiro (09:00 - 12:30; 14:00 - 17:00).

Se estiver interessado deverá fazer a prévia inscrição junto do Secretariado, até ao dia 16 de Janeiro, através do tel.: 22 607 73 07 ou e-mail: ssecretariado@vinhoverde.pt.

Recordo os resultados da Colheita de Sangue realizada no dia 14 de Julho de 2011:

- Inscritos: 68

- Colheitas: 55

Domingo, 8 de Janeiro de 2012

Vinho Verde - Exportações


Fechamos 2011 como o ano recorde de exportações de Vinho Verde. A exportação tem de ser, claramente a aposta para os próximos anos e para tal dispomos de um orçamento muito significativo.

O plano de promoção será apresentado na CVRVV no próximo dia 11 a partir das 09:30. Contaremos ainda com a presença da equipa da Wine Intelligence que fará a apresentação de um estudo do consumidor de vinhos feito no Reino Unido e na Alemanha para a nossa região. Se o meu caro leitor/a é produtor de Vinho Verde, inscreva-se !

Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012

Vinhos e sindicatos

O sector dos vinhos não é, manifestamente um dos que mais se pode queixar da conjuntura actual. Sofre, como todos os demais, da recessão interna e da redução do mercado de crédito bancário. Sofre ainda dos fundamentalistas anti-vinho, sempre sôfregos para encontrar mais alguma leizinha que dificulte o consumo. E porém entramos em 2012 com a mesma carga fiscal. Somos um sector exportador e estamos a exportar mais do que nunca.

É certo que os dias não são fáceis para ninguém.

É neste contexto que li hoje a proposta de um dos sindicatos mais representativos do sector para a renovação das tabelas salariais para 2012: propõe aumentos de 5%. Eu confesso que li e reli, li até a fundamentação que tem várias páginas.

Li e, sinceramente, não entendo. Vejo situações brutais de empobrecimento do país e os sindicados estão calados. Vejo situação de manifesta exploração de mão de obra e, nada. Mas passa pela cabeça de alguém que num ano destes em que o desemprego é tremendo, se venham pedir aumentos destes ?

Se há mil coisas a mudar urgentemente neste país ( há certamente ), a orientação sindical é claramente uma destas.

Quinta-feira, 15 de Dezembro de 2011

Vinho Verde - mapas em Novembro

Aqui estão os mapas de Novembro, com o ano praticamente fechado, e agora com os valores da produção já quase finais.

Começando pelo mapa de existências para o qual chamo a especial atenção do leitor. Por deficiência técnica, o mapa de anterior estava incorrecto, estando este já corrigido.

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Este mapa conta já com todas as declarações de produção entregues até ao fim de Novembro, ou seja já com a praticamente a totalidade da produção. A disponibilidade de branco aumenta um pouco face ao ano anterior, mas sem grande reflexo. O aprovisionamento está pois garantido, com estabilidade de preço.

O tinto tem um comportamento curioso, este ano produziu-se pouco. Um dia escrevo um livro sobre isso.

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Como indicado anteriormente, passamos a separar as vendas por segmentos em dois gráficos. Em cima o branco, confirmando os dados anteriores: vamos fechar o ano ligeiramente abaixo do ano passado, praticamente nos valores de há dois anos. Esta estabilidade nas vendas precisa de ser interpretada, pois consegue-se com uma ligeira descida no mercado nacional, compensada com o maior volume de exportações. Em si uma boa tendência, mas não esquecer que a maior parte das empresas estão apenas no mercado nacional ou exportam muito pouco. Deste modo, a descida em Portugal, compensada com um aumento na exportação traduz-se inevitavelmente numa concentração de quota a favor das empresas exportadoras.

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Nos restantes segmentos, mantemos a descida no tinto, já identificada em mapas anteriores. Como se verifica no mapa de stocks ( e ver a produção em baixo ), não há um lago de tinto, mas há uma tendência clara no mercado, a requerer atenção. Sobem o rosado e o regional, sendo que o crescimento do rosado vem de longe, é bem sustentado e por isso muito interessante.

( Clique na imagem para aumentar )

Em cima, na tabela, os dados da produção de 2011, já praticamente finais e que têm como fonte as declarações de Colheita e Produção entregues até ao fim de Novembro.

Produzimos um pouco menos branco que no ano passado. Esta discrepância leva-nos a repensar o sistema de previsão de colheitas, que tem hoje por base um questionário feito a técnicos da região e que pode claramente beneficiar de alguma evolução já a aplicar para 2012. No tinto perdemos alguma produção, o que evitou que se formasse um stock excessivo. Em 2011 coincidiram duas evoluções: a depreciação do Verde tinto, já de há vários anos, e a apreciação do mesa tinto. Abriram-se pois oportunidades de negócio, havendo pelo menos dois operadores da região com alguma dimensão que comercializaram vinho de mesa tinto logo no início da vindima.

Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011

Vinho Verde - Vendas em Outubro

Dado que a vendas de branco se distinguem tanto das restantes, passo a repartir os mapas. Passaremos pois, a partir deste mês, a analisar separadamente o mapa de branco e o mapa dos restantes segmentos.


Um por cento. Nem mais: um por cento. Contra ventos e marés, contra lamentos e profetas da desgraça, o Vinho Verde fecha o décimo mês do ano com uma descida acumulada de 1 por cento face a igual periodo do ano passado. Um pouco acima até do valor obtido em 2010.

É uma excelente notícia que nos surpreende a todos. Conforme veremos num próximo artigo, é a exportação que suporta este resultado, compensando a descida do mercado nacional. O Vinho Verde branco afirma-se pois como um segmento muitíssimo competitivo, o que nos dá muita confiança nos dias difíceis que vivemos.


As vendas do tinto são uma preocupação. Claramente o consumidor nacional está a afastar-se do Verde tinto. É evidente que estão a aparecer tintos interessantes e até fenómenos de exportação, como o indicado num artigo anterior, mas são volumes sem significado estatístico. Há um problema de fundo com as características do tinto e a sua adaptação ao gosto do cliente actual. Ou porventura da sua ligação com a gastronomia de hoje. ( estamos a fazer um trabalho de fundo quanto a este assunto, que oportunamente referirei ).

O rosado mantém a tendência de sempre. É pouco mas cresce. Todos os meses, todos os anos cresce um pouco mais.

Finalmente o regional, que aumenta as suas vendas em 400.000 litros. Fui estudar os mapas em detalhe. Este aumento está repartido em partes iguais pelo branco e tinto. Dentro de cada cor, o que cresce é o segmento do "não acondicionado" em detrimento dos engarrafados que decrescem. O que aumenta é pois o vinho que é vendido dentro da região, muito dele na restauração regional.

Terça-feira, 15 de Novembro de 2011

Vinho Verde - Stocks em Outubro

Estivemos bastante tempo sem dados de stocks e vendas. Voltaram ! este final de ano tem sido muito exigente, com várias novas aplicações informáticas a entrar em produção, nomeadamente a que faz a gestão das Declarações de Colheita e Produção. Voltamos pois a ter mapas.

Vejamos então o mapa  de stocks

Na análise do mapa, tenha em conta que o mês de Outubro é porventura o menos rigoroso do ano, pois incorpora já muitos mas não todos os manifestos. O stock é pois influenciado pelas quantidades já manifestadas até ao fim do mês.

A disponibilidade de branco é o dado que mais chama atenção, aumentando cerca de 28%. O tinto não aumenta, fruto sobretudo de várias desclassificações antecipando a vindima para a venda a granel para fora da região. A descida do preço do tinto tem aberto novas possibilidades de negócio que ocorreram antes da vindima ( e influenciam este gráfico ) e que ocorreram mais tarde e influenciarão outros mapas.

Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011

Noruega procura Vinho Verde tinto !

Não há vinho na nossa região mais típico do que o Vinho Verde tinto. E realmente nenhum outro desperta tantas paixões: é amado ou odiado.

Também por isso é o vinho mais difícil de colocar no mercado. O Vinho Verde branco é um vinho com uma personalidade própria e porém é um vinho internacional. Diga-me onde vai em viagem e eu digo-lhe quem vende Vinho Verde nesse país. Exportamos para mais de 80 mercados.

O tinto não. É um vinho que pede gastronomia. É um vinho mais regional e, curiosamente, mais sazonal que o branco. Mas muitas plantações tem sido feitas e aparecem novos tintos muitíssimo interessantes. A casta de vinha que mais se destaca é o "Vinhão", que os nossos vizinhos do Douro lá designam como "Sousão".

É por isso com grande alegria que vemos a Noruega a começar a importar Vinho Verde tinto. Para já uma pequena quantidade, alguns milhares de garrafas mas logo as veremos crescer, estou certo.