segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Exportações Junho

Breve análise do mapa de exportações acumuladas a Junho, comparadas com igual período do ano anterior. A fonte é o INE/Intrastat. Como é habitual, note que estes mapas parcelares são bastante rigorosos quanto aos volumes mas menos quanto aos valores, dado que é geralmente corrigido ao longo do tempo.

Com esta advertência, aqui ficam algumas ideias:


  • exportamos para 112 mercados que é, da memória que tenho, a maior lista de sempre;
  • as vendas aumentam 5% em valor e 4% em volume
  • optimos resultados no Brasil, Reino Unido, Canadá, Suécia, Espanha, Dinamarca
  • menos bom em Alemanha e EUA, Polónia. Sobretudo os dois primeiros a merecer especial atenção porque são os nossos maiores mercados. Ou seja estamos a diversificar, o que é optimo mas a perder nestes locais de referência onde temos um imenso potencial de crescimento.
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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Seguro de colheita e vindima

Fizeram-me uma pergunta curiosa: "quem teve sinistro na vinha comprovado pelos peritos mantém  limite de rendimento por hectare original ?"

Obviamente que não nem tal faria sentido. Se um produtor tem um rendimento por hectare de X e viu 30% da sua produção afectada por um sinistro, terá o seu limite para DO reduzido na exacta percentagem desse sinistro.

Faria sentido der se outro modo ? Então teve sinistro e perdeu colheita ou não perdeu ?

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

110 Anos de Vinho Verde


O Senhor Presidente da República, Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, é o convidado de honra da comemoração conjunta dos 110 anos da Demarcação dos Vinhos Verdes e do Dão.

As duas regiões foram demarcadas pela Carta de Lei datada de 18 de Setembro de 1908, muito embora o cultivo da vinha fosse secular em ambos os territórios. As comemorações da demarcação incluem vários actos a decorrer nas duas regiões mas têm como primeiro acto este jantar de gala.

Caso se queira juntar a nós para comemorar com o Professor Marcelo rebelo de Sousa os 110 anos das regiões, clique aqui.


domingo, 9 de setembro de 2018

Preparar a vindima: stocks e previsão

Abriram esta semana as primeiras adegas, sobretudo uva para espumante. Poucas estarão em funcionamento na próxima semana. Pelo que me vou apercebendo, será a partir de segunda 17 que teremos um número mais significativo de adegas abertas. E estaremos por Outubro dentro a vindimar. Ao menos que não chova.

O stock à boca da vindima é bastante confortável. O stock de branco adicionado ao mosto branco é de 49 milhões de litros, quase 30% acima do que tínhamos à boca da vindima no ano passado.

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Este valor, que induz alguma serenidade, é contraposto pela previsão de colheita. O efeito combinado do míldio e outros problemas ao longo do ano, agravado recentemente pela insolação ( já vamos em 1600 participações de sinistro, número quase final ) , levou a CVRVV a fazer uma nova previsão de colheita.

Após análise das 92 respostas de técnicos da região, o resultado é, por comparação a 2017:

  • baixa de 20% no branco;
  • baixa de 30% no tinto.
Tendo em conta alguns textos que se vão lendo por aí, recordo que a previsão de colheita da CVRVV é feita por questionário aos técnicos das empresas e adegas da região. É feita pela região.

Há uma noção geral de que vamos ter uma colheita desigual. Há produtores com péssimos resultado, seja pelo míldio, seja mais recentemente nas vinhas novas por efeito da insolação da insolação. Estes terão um prejuízo grande. Do lado oposto há efectivamente vinhas optimas. No processo de avaliação dos pedidos de aumento de rendimento, as nossas brigadas andam pela região, aplicam um método pré definido de contagem de cachos, fotografam vinhas e, sem dúvida alguma, há produtores com muito boa vindima em perspectiva.



Como se vê no quadro acima, 2017 foi um ano generoso. Estamos a beneficiar de novas vinhas, mais produtivas e, no ano passado, combinaram-se vários factores positivos. Em boa verdade, se em 2018 tivéssemos a mesma produção de 2017, haveria uma significativa desvalorização da uva. Este será pois um ano próximo de 2016, talvez um pouco acima desse.

Um assunto que naturalmente se debate muito nesta altura de pré-vindima é o do preço da uva. Espera-se a saída das tabelas principais e, como é habitual, especula-se muito.

É perfeitamente natural que possa haver alguma valorização. Veja-se por exemplo que, no concurso de venda de uvas da EVAG: em 2017 não tivemos concorrentes na primeira chamada. Este ano tivemos vários e com preço superiores, fechamos a venda a 48 cêntimos para toda a produção.

Sendo que é importante que a viticultura seja remunerada um pouco melhor a cada ano, importa recordar que em 2017, um ano claramente de grande produção, não houve descida de preços. Cada um fará a sua análise, é certo, mas eu diria que alguma estabilidade de preços, com melhorias graduais, é preferível, do que termos uma enorme amplitude com preços a subir e a descer imenso conforme as produções de cada ano.

O sistema de controlo que aplicaremos em 2018 será muito próximo do aplicado no ano passado, tendo por base os "fiscais residentes" que acompanham os principais centros de vinificação ao longo de toda a produção e equipas móveis que cobrem os restantes locais, bem como os trânsitos de uvas, mosto e vinho. Se necessário, a partir dos locais de recepção de uva as equipas irão à vinha confirmar a vindima.

O sistema de registo por tablets das uvas entradas nos principais centros estará a funcionar em mais locais e - importante - foram extintos os talões de uvas em papel. os centros de vinificação terão portanto de fazer a emissão informatizada dos talões seja em sistemas próprios, seja em sistema que a CVRVV disponibiliza.

Boa vindima e vamos a ver se o S Pedro ajuda, porque estaremos a vindimar até tarde em Outubro



segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Previsão de colheita


Desde a última previsão de colheita, datada de Julho, a região experimentou condições meteorológicas fora do normal, pelo que é necessário fazer uma nova previsão de colheita.
Solicitamos pois a colaboração das empresas e técnicos da região na elaboração da previsão de produção para a campanha vitivinícola 2018/2019.
Introduza a sua previsão aqui. Use a palavra chave normal de acesso ao INETSIV
A recolha fecha a 4/9 e os dados agregados serão divulgados nos dia seguintes.
Obrigado e boa vindima !

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Preparar a vindima: stocks e previsão

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Estamos a um mês da vindima, talvez um pouco menos. Conforme se pode ver no mapa em cima, o stock está confortável, mesmo que conjugado com os mapas de vendas que publicarei dentro de dias. No branco, que é sempre o de maior relevo, a disponibilidade de vinho adicionado ao mosto branco é de 12M de litros acima do ano passado. Quer isto dizer que, mesmo no cenário provável de uma baixa de produção, não estamos perante um problema de escassez. Haja bom senso e os preços ficarão estáveis ou subirão um tudo nada.

A propósito deste stock, importa referir que mais de três quartos se encontra nos armazenistas engarrafadores ( classificação que incorpora a Vercoope e Viniverde ). Na produção individual estão menos de dois milhões de litros e nos produtores-engarrafadores cerca de dois milhões. Significa pois que poucos serão os movimentos de grandes quantidades nesta fase pré vindima. O vinho já está no destino para engarrafar.

Temos mantido na CVRVV um acompanhamento muito próximo de todos os trânsitos de branco, acção que se manterá nos futuro previsível.

Uma questão interessante que se tem levantado ultimamente é a da previsão de colheita. Na nossa região, a previsão é feita por inquérito aos técnicos da região, os quais indicam os locais onde prestam assistência e as perdas/ganhos previstos face à colheita anterior. Este ano tivemos mais de uma centena de respostas e a previsão indicava uma pequena perda face a 2017. A verificação do escaldão e a evolução natural da vinha vão ser revelados numa nova previsão que será aberta no fim de Agosto, mais em cima da vindima.


terça-feira, 14 de agosto de 2018

Seguro de colheitas protege Vinho Verde

foto: João Pereira

O escaldão é um dos sinistros previstos na apólice de seguro de colheita da Região dos Vinhos Verdes contratada pela CVRVV com o Crédito Agrícola Seguros. Os viticultores que foram atingidos pelo escaldão verificado nos primeiros dias de Agosto devem participar o sinistro dentro de trinta dias. A participação segurá para a equipa de peritos que visitará o local e determinará o valor das perdas.

Para os viticultores que tenham acesso ao INETSIV, sistema internet do Vinho Verde, a participação pode ser feita on-line sem custo.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Três anos de acordo Alvarinho


Tenho no computador uma imensa pasta "Alvarinho" na qual fui guardando tudo o que se referia ao acordo. Contém 450 ficheiros, 36 sub-pastas e mais de 400MB de informação.

Agora que se comemoram três anos desde a data em que o acordo foi assinado, fui rever aquela documentação, centenas de fotos, documentos. tanta coisa, tanta história que um dia hei-de por em ordem.

Adiando as questões políticas e as polémicas que sempre aqueceram este debate e que nunca abordei nesta página, proponho aqui uma breve análise de dados disponíveis.

(nota: usarei MM como abreviatura de Monção e Melgaço )

RECORDEMOS O QUE SE ACORDOU

O acordo assinado no início de 2015 tem 9 pontos que aqui simplifico para rápida leitura:

  • foi criado um selo de garantia específico para os vinhos da sub-região de Monção e Melgaço;
  • foi permitido que se pudessem fazer lotes de Alvarinho com outras castas, abrindo aos produtores de MM a possibilidade de comprarem a sul ( por ex. Loureiro ou Trajadura ) e aos restantes a possibilidade de comprarem Alvarinho em MM. 
  • estabeleceu-se que a designação da casta Alvarinho só poderia ser usada em lotes onde esta estivesse com um mínimo de 30%
  • estabeleceu-se que se manteria a exclusividade de Monção e Melgaço na produção de Vinho Verde Alvarinho até 2021 no mínimo;
  • foi lançado um plano de investimento de 3M€ para afirmação da marca"Monção e Melgaço, a origem do Alvarinho" exclusiva para os vinhos desta sub-região.
O acordo deu origem a nova legislação e ao lançamento do plano de investimentos.

OS RECEIOS

Não menosprezo a boa fé de quem, à data, alterava para os riscos. Sendo que o maior de todos seria o de haver um plantio generalizado de Alvarinho na região, assim diluindo a oferta de Monção e Melgaço e fazendo baixar o preço.

No fundo este era um medo estranho pois subjacente a ele estava a ideia de que, em mercado aberto, os produtores de Monção Melgaço não teriam músculo comercial ou não teriam vinhos capazes de concorrer. Argumentos incompreensíveis pois a sub-região tem empresas fortes e vinhos admiráveis.

Clique na imagem para aumentar. valores em litros.


O QUE JÁ SABEMOS

Três anos não são uma vida mas já é tempo suficiente para fazermos uma primeira observação. E o que registamos é o seguinte:

  • está em uso generalizado o selo de garantia criado para a sub-região; é a única sub-região em Portugal com um selo próprio;
  • mantém-se muito forte a viticultura em Monção e Melgaço, aliás com novos planos de investimento. A Adega de Monção, por exemplo, acaba de contratar um plano de mais de 300.000,00 euros de renovação da vinha e vários outros produtores estão a investir, Não há qualquer sinal de crise na viticultura motivado por alterações no mercado;
  • o plantio de Alvarinho fora da sub-região mantém-se em níveis baixíssimos. Nas novas vinhas há sempre um pouco de Alvarinho mas a esmagadora maioria da área é Loureiro e Arinto. E é assim por uma razão simples que é a produtividade. Confrontada com um problema de escassez na oferta, a região a sul de Monção e Melgaço está a investir em produtividade e não na especificidade que lhe oferece o alvarinho;
  • a permissão dos lotes de Alvarinho com outras castas teve efeitos muito interessantes. desde logo o aparecimento de novos vinhos que antes estavam impedidos: o Loureiro-Alvarinho mas também o Avesso Alvarinho. E depois a origem destes vinhos. É que há vários produtores em MM a comprar intensamente Loureiro e Trajadura a sul, do mesmo modo que há a sul quem vá comprar Alvarinho em MM. Fenómeno curioso: há produtores de MM a comprar alvarinho a sul...( para usar sem sub-região, claro ).
  • a obrigatoriedade de um lote mínimo de 30% veio substituir a regra antiga em que era possível mencionar a designação da casta tendo apenas 1% no lote. Gerou negócio e valorizou a casta;
  • não há qualquer sinal de baixa de preços no ponto de venda, embora se note aqui - e carece de reflexão - que são operadores da sub-região que colocam no mercado os Alvarinhos de preço mais competitivo;
  • e o mercado deu sinais absolutamente surpreendentes:
    • o Vinho Verde Alvarinho ( exclusivo de Monção Melgaço ) aumenta as vendas em 32% 
    • o lote Alvarinho Trajadura aumenta 17%
    • o lote Alvarinho Loureiro começa do zero e representa já 1 milhão de litros/ano.
  • a campanha promocional está em curso e apresenta resultados. É gerida pela CVRVV mediante interacção permanente com os produtores. As primeiras revistas começam a considerar MM como uma categoria autónoma do Vinho Verde. Gradualmente veremos isso acontecer noutros canais.

EM CONCLUSÃO

Como escrevi acima, três anos é só o início. Porem os dados de que dispomos, os dados objectivos, são no sentido de que se estão a desenvolver negócios muito estáveis, com um potencial de crescimento fabuloso e, surpresa, quem está a liderar estes negócios no Alvarinho é Monção e Melgaço.

Admito que não é preciso fazer muito esforço para se perceber que as grandes linhas de evolução se estão a definir: o Alvarinho Trajadura é solidamente património comercial da sub-região; idem claramente para o Alvarinho 100%; pelo contrário, no Loureiro-Alvarinho estou convencido que veremos propostas cada vez mais competitivas a aparecer no resto da região.

Vamos acompanhando, em diálogo com os produtores, fazendo todas as adaptações que se mostrem necessárias.

Foram três anos surpreendentes, Venham os próximos !




quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Belmiro Mendes de Azevedo

Hoje partiu o Engº Belmiro de Azevedo.Conhecido no país e no mundo como empresário, para nós do vinho, era também o viticultor e produtor da Casa de Ambraes no Marco de Canaveses.

Estranha coincidência, a última entrevista que deu em vida foi ao jornal da CVRVV, o Boas Vinhas. Um regresso às origens.

Para os jornais e os comentadores ficarão as opiniões. Para sempre ficará a obra. Aqui deixo as fotografias que lhe fizemos por ocasião desta entrevista ao Boas Vinhas em 2016.

Na sua garrafeira pessoal

Na vinha que estava a reestruturar.
Acompanhava pessoalmente todos os trabalhos

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Vendas em Outubro

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Vendas acumuladas até Outubro. Outubro não foi famoso. Em Setembro estávamos 2,75% acima do ano passado e agora 1,32%.E isto num mês em que o tempo esteve seco e quente. Estamos a subir, é bom, mas não é brilhante.

De seguida o mapa com os vinhos de cor. Mantém a tendência que vimos acompanhando, até reforçada no caso do rosado. Face a igual período no ano passado, as vendas de rosado crescem 26%, igual valor para o casta Vinhão.São números muitíssimo bons e que explicam porque é que estamos a vender cada vez menos tinto mas não há um stock enorme deste vinho.

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Em baixo os "segmentos de valor", as castas. Continuamos com valores muito bons em todos os segmentos. O Alvarinho cresce 5%, o Loureiro 6%, o Alvarinho Loureiro 27% e o Alvarinho Trajadura 15%. São números muito bons que já dificilmente se alteram até ao fim do ano.

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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Aurélio Barroso Carvalho



A morte tem uma capacidade tremenda de nos surpreender e chocar, mesmo quando a sabemos inevitável e sobretudo inadiável. O Aurélio Barroso Carvalho estava há alguns meses a travar uma batalha desigual e hoje partiu.

De seguida a biografia como constava do site da CVRVV à data em que era Vogal da Comissão Executiva..

Filho de viticultores e nascido em Felgueiras, na freguesia da Pedreira, a 27 de Janeiro de 1945, estudou no Colégio de Felgueiras até ao 5.º ano dos Liceus.
Desempenhou vários cargos, de liderança, em diversos organismos dos sectores, dos quais se destacam a presidência da UCANORTE (União das Cooperativas Agrícolas de Compra e Venda), da FENAGRO (Federação Nacional das Cooperativas Agrícolas de Compra e Venda) e da FENADEGAS (Federação Nacional das Adegas Cooperativas de Portugal).
Foi ainda Tesoureiro da CONFAGRI (Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e Caixa de Crédito Agrícola de Portugal) e Presidente do Conselho Fiscal da VERCOOPE (União das Adegas Cooperativas da Região dos Vinhos Verdes). Foi ainda Presidente da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Felgueiras.
Apresentou-se às eleições locais como Candidato a Presidente da Câmara Municipal de Felgueiras e foi seu Vereador pelo período de 1989 - 1997.
Foi ao longo dos anos membro do Conselho Geral da CVRVV participando mesmo na renovação dos novos estatutos agora em vigor e Vogal da Comissão Executiva em vários mandatos.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Vinho Verde: a revolução faz-se tranquila

Como é natural, somos todos sensíveis aos factos que presenciamos, aquilo que vemos na frente, que vivemos de forma marcante. Importa porém ir mais longe na análise. A propósito de um debate sobre preços na região ( tenho um rascunho sobre isto que um dia publico e que vai ser polémico... ), fui avaliar as vendas deste mês e registei um facto curioso. Ora veja.


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Muito compostas as vendas no fecho de Setembro. O branco de lote, que é o nosso maior negócio cresce 2,75% em volume. É positivo, embora não seja surpresa.

Em baixo os "segmentos de valor". Aqui sim, temos um comportamento excelente, aliás em linha com o que se vinha verificando há meses. Não é uma moda, é uma linha estrutural. Estamos a crescer nas castas e crescemos bem mais do que no lote.


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Quer isto dizer que crescemos na totalidade mas sobretudo nos segmentos de maior valor.

A propósito da tal questão do preço, fui avaliar qual o peso destas categorias no total das nossas vendas de branco e cheguei ao quadro que tem em baixo.


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Ora o que este quadro os diz é que estas categorias já representam uma parte significativa do negócio ( 17% ) mas, sobretudo, que demonstram um crescimento muito robusto, certamente acima da média. Ou seja, não sendo fácil aumentar muito o preço do lote, a região está a valorizar-se vendendo mais loureiros, alvarinhos e trajaduras que, naturalmente têm um preço médio superior.

Julgo que a estratégia de valor da região passa por percebermos que é importante lutar pela valorização do Vinho Verde mas ter o bom senso de aceitar que esta será inevitavelmente lenta. Não se valoriza da noite para o dia um produto que vende mais de 60 milhões de litros de branco. Pelo contrário, as castas e as sub-regiões estão apenas a começar e têm imenso potencial. Estes serão os nossos segmentos genéricos de valor: o Vinho Verde da casta X ou Y e o Vinho Verde da Sub-região X ou Y. Cruzados, é claro com as marcas dos produtores e a valorização que o cliente dê a cada marca.

Para as castas, o caminho do Alvarinho e do Loureiro está começado. Outras aparecerão. O Azal, o Avesso certamente.