segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Vendas e exportações em Outubro

Como é habitual, em Outubro não publico o mapa de stocks porque este é influenciado pelas Declarações de Produção que estavam a entrar à data da sua elaboração. Aproveito pois para fazer a análise das vendas gerais e do mapa de exportações que entretanto nos chegou.

AS VENDAS: NACIONAL + EXPORTAÇÃO

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Excelente o mapa de vendas no branco. Note que este não representa todo o branco. Trata-se do branco, deduzido do Alvarinho e Loureiro que aparecem no mapa separado, em baixo. O gráfico é mais generoso do que o aumento real mas este é, sem favor, excelente, registando um aumento de 6,4%. As vendas de Vinho Verde branco estão muito sólidas. Assim o contexto económico nos ajude e nada impede que mantenhamos o mesmo caminho em 2017. Como verá no mapa mais adiante, é sobretudo a exportação que impulsiona estas vendas, estando o mercado nacional praticamente estagnado,


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As vendas de tinto são o que vimos conhecendo, sem que se sustenha a linha de perda de vendas já identificada em mapas anteriores. Fui analisar os vasilhames e é relevante notar que a garrafa 0,75 tem as vendas estabilizadas. Perde 14.000 litros num negócio de 3 milhões, o que é irrelevante. As perdas estão pois concentradas nos outros vasilhames, sobretudo na garrafa de litro e no garrafão de 5 litros que perdem quase metade das vendas num só ano. São pois, pelo menos, sinais de algum conforto: o que estamos a perder são os segmentos de menor valor que se destinavam a consumo diário e não os casta "vinhão", os quais têm uma procura que eu diria ( sem base estatística ) crescente.

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Muito bonitos estes dados dos Alvarinho e dos Loureiro. Admito que se tivéssemos dados dos lotes Loureiro-Alvarinho, ainda seriam mais expressivos. Este é claramente o segundo segmento da Região. Acima dos vinhos de lote, os vinhos de casta proporcionam maior exclusividade e maior valorização. São essenciais na valorização da própria região e cada vez mais há matéria prima para os produzir.

O MERCADO EXTERNO

Os dados publicados acima referem-se a vinho colocado no mercado independentemente do destino. Têm como fonte a gestão de informação da CVRVV. Os que publico de seguida são os relativos à expedição para a UE e à exportação. Têm como fonte o Intrastat.

Apontamentos:

  • estamos com 48 milhões de euros exportados para mais de 100 mercados, um aumento de 8% em relação ao período homólogo;
  • o preço médio registado é de 2,3 euros/litro, com uma ligeira descida sobretudo impulsionada pelo mercado alemão, de longe aquele onde temos um preço menos interessante;
  • os nossos principais mercados comportam-se de forma mito positiva, com especial relevo nos EUA e Alemanha, nossos principais mercados, ambos com crescimento assinalável;
  • do top 10, apenas a Suiça e a Bélgica perdem vendas,



Dito isto, não esqueça que estão abertas as inscrçoes para as firmas qu queiram participar no programa de marketng a CVRVV ara 2017. Para conhecer este plano clique aqui.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Brasil: o tolo proteccionismo

video

Todos os dias faço isto: assino uma série de certificados de origem de Vinho Verde a exportar para o Brasil.Os certificados são indispensáveis para a mercadoria ser desalfandegada no destino. Assinar um certificado é um gosto: em cada um, estão centenas de horas de quem cultivou a vinha, de quem fez o vinho, de quem foi ao Brasil tratar de o vender, sabe-se lá com que dificuldades até ao dia em que fechou cada um daqueles negócios.

Comecemos então pelas boas notícias. Cada certificado de exportação corresponde a, no mínimo uma palete, e geralmente várias, ou um contentor, Ou mais. Em 2015 exportamos 3 milhões de euros para o Brasil e em 2016 já íamos em 1,6 milhões em Julho, o que quer dizer que vamos ultrapassar o valor do ano passado. O Brasil está agora a entrar no tempo quente.

Isto são portanto boas notícias. É um mercado importante e o Vinho Verde está lá em força.

E agora: o resto.

As autoridades do Brasil querem dificultar as importações. Já perceberam que hoje isso não se pode fazer proibindo-as ou impondo quotas ou com tarifas alfandegárias. Vai daí encontraram um lindo esquema: para serem desalfandegados, os vinhos têm de ser acompanhados de um certificado de origem assinado à mão, a azul. Repito, à mão e a azul.

Um colega meu de outra região fez a experiência: assinou a preto. Resultado, o importador não conseguiu desalfadegar até que essa região enviasse uma certidão assinada à mão e a azul a confirmar que os documentos assinados a preto eram originais.

É o único país do mundo que pede tal coisa. E andamos nisto...


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Stocks e vendas em Setembro

Ainda é cedo para termos uma ideia das produções mas diria que a quebra no branco andará perto dos 18 a 20% face ao ano passado. Mas isso se verá mais tarde; para já stocks.

Este é o mapa de stocks a 30 de Setembro ou seja não inclui quantidade alguma dos manifestos deste ano.


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Como venho escrevendo, o stock estava confortável antes da vindima. E estava sobretudo no branco. 

É um cenário que nos permite encarar sem preocupação especial a quebra que a vindima virá a relevar.


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Muito sólidas as vendas de branco. É certo que  gráfico parece indicar um aumento superior mas. seja como for, 6,1% é um valor optimo, ajudado por um verão seco e quente até tarde.

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Melhor, as vendas as castas, Loureiro e Alvarinho. Excelentes resultados, vão terminar o ano muito bem. São produtor de valor, que geram não só negócio mas ainda uma melhor imagem de toda a região.

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Único ponto menos bom é o retratado na imagem acima, o tinto. Mantém.se a queda estrutural que já conhecíamos. Aliviada, é certo. pela maior venda de rosado. Aliás na vindima que hoje termina será também maior a produção de tinto, antecipando-se que seja feito mais rosado.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Novo imposto sobre o vinho em Janeiro ?


Já escrevi sobre este assunto em 2011, e na altura nada sucedeu, mas as notícias de hoje justificam séria preocupação do sector: podemos ter um novo imposto à nossa porta.

Tecnicamente não é um novo imposto. Trata-se do IABA, Imposto sobre  álcool e bebidas alcoólicas que já incide sobre o vinho com a taxa 0 e que passará a ter uma taxa positiva.

A aplicação deste imposto a sector, a ocorrer, vai mudar muito o panorama do negócio. É que o que está em questão não é só o custo do imposto. Muito ao correr da pena, passo a explicar:

  • o custo é a primeira e mais óbvia consequência. Não sabemos qual o valor, mas o produto final vai ficar mais caro;
  • talvez menos óbvio mas definitivamente importante é que o modelo de gestão de stocks e logística do sector vai mudar. Passaremos a operar com um produto sujeito a IEC  e a ter como principal interlocutor a Alfandegas ( AT ); os vinhos passarão a ter de passar por entrepostos fiscais em regime de suspensão, qualquer falta de rigor nos stocks passa a ser uma fraude fiscal;
  • coloca-se em óbvia questão o futuro do IVV, dado que o produto passará no seu volume principal a ser controlado pelo Ministério das Finanças;
  • importa recordar o que se passou quando o IABA passou a incidir sobre as aguardentes: centenas de produtores fecharam. Não tenho dúvida nenhuma que o mesmo vai suceder agora, em maior volume. Sobretudo no centro e norte do país, há muitas pequenas e médias empresas familiares que operam em mercados de entrada de gama e com alguma informalidade. Informalidade de procedimentos, não fuga ao fisco. Ora estas estão completamente incapazes de se defender de um sistema que as multará quando tiverem pequenas diferenças de stock, pequenos atrasos na emissão de documentos e mapas.

Encaro, não o escondo, esta notícia com a mais elevada preocupação.

Sempre tentei, e tentarei, não misturar política e considerações pessoais nesta página. Porém não posso deixar de expressar a minha preocupação: para onde vai o país, cada vez mais afundado neste rumo de sofreguidão fiscal em que cada eleição coloca no poder alguém que nos promete alivio fiscal e o que faz é exactamente o oposto.

Lembro-me a este propósito de Durão Barroso que em 2002 foi eleito para praticar um "choque fiscal" e que semanas após a posse descobriu que o Estado estava "de tanga", foi ao parlamento dize-lo e aumentou impostos. Depois dele todos o fizeram: Santana, Sócrates, Passos e Costa todos igualmente prometeram o céu mas só entregaram impostos e sacrifico.

Dizia-se que Portugal viveu acima das suas possibilidades. Eu diria que o Estado Português gasta acima das nossas possibilidades.

Novo imposto sobre o vinho em Janeiro ?


Já escrevi sobre este assunto em 2011, e na altura nada sucedeu, mas as notícias de hoje justificam séria preocupação do sector: podemos ter um novo imposto à nossa porta.

Tecnicamente não é um novo imposto. Trata-se do IABA, Imposto sobre  álcool e bebidas alcoólicas que já incide sobre o vinho com a taxa 0 e que passará a ter uma taxa positiva.

A aplicação deste imposto a sector, a ocorrer, vai mudar muito o panorama do negócio. É que o que está em questão não é só o custo do imposto. Muito ao correr da pena, passo a explicar:

  • o custo é a primeira e mais óbvia consequência. Não sabemos qual o valor, mas o produto final vai ficar mais caro;
  • talvez menos óbvio mas definitivamente importante é que o modelo de gestão de stocks e logística do sector vai mudar. Passaremos a operar com um produto sujeito a IEC  e a ter como principal interlocutor a Alfandegas ( AT ); os vinhos passarão a ter de passar por entrepostos fiscais em regime de suspensão, qualquer falta de rigor nos stocks passa a ser uma fraude fiscal;
  • coloca-se em óbvia questão o futuro do IVV, dado que o produto passará no seu volume principal a ser controlado pelo Ministério das Finanças;
  • importa recordar o que se passou quando o IABA passou a incidir sobre as aguardentes: centenas de produtores fecharam. Não tenho dúvida nenhuma que o mesmo vai suceder agora, em maior volume. Sobretudo no centro e norte do país, há muitas pequenas e médias empresas familiares que operam em mercados de entrada de gama e com alguma informalidade. Informalidade de procedimentos, não fuga ao fisco. Ora estas estão completamente incapazes de se defender de um sistema que as multará quando tiverem pequenas diferenças de stock, pequenos atrasos na emissão de documentos e mapas.

Encaro, não o escondo, esta notícia com a mais elevada preocupação.

Sempre tentei, e tentarei, não misturar política e considerações pessoais nesta página. Porém não posso deixar de expressar a minha preocupação: para onde vai o país, cada vez mais afundado neste rumo de sofreguidão fiscal em que cada eleição coloca no poder alguém que nos promete alivio fiscal e o que faz é exactamente o oposto.

Lembro-me a este propósito de Durão Barroso que em 2002 foi eleito para praticar um "choque fiscal" e que semanas após a posse descobriu que o Estado estava "de tanga", foi ao parlamento dize-lo e aumentou impostos. Depois dele todos o fizeram: Santana, Sócrates, Passos e Costa todos igualmente prometeram o céu mas só entregaram impostos e sacrifico.

Dizia-se que Portugal viveu acima das suas possibilidades. Eu diria que o Estado Português gasta acima das nossas possibilidades.



O meu artigo de 2011 pode ser lido aqui.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Imagens da Vindimas 2016 ( II )

Já não me lembrava de uma vindima em tempo de verão. Tenho dado voltas pela região e as uvas são de belíssima qualidade por todo o lado. Esta é a semana grande !

A casa de Oleiros, em Travanca Amarante e uma das mais antigas quintas da região, produz vários vinhos com as castas típicas do Entre douro e Minho. ( fotos: Manuela Camizão )

Vindima do Arinto


A vindimar em tempo de verão !

A poucos quilómetros encontra se o Vinho do António, uma produção acarinhada pelo António Barbeitos, autor das fotos. 2016 é um ano curioso em que os produtores tem especial orgulho em fotografar os cachos. São uvas fabulosas, que parecem pintadas à mão.






Barcelos, terra muito bonita e que merece uma visita é um tradicional produtor de vinho e de leite. A vindima está em pleno. Há vários produtores, estas fotos sendo da Adega Cooperativa, do enólogo e viticultor José Miranda.

Festa de vindimas


Loureiro, no tractor do agricultor em bonitos tinões tradicionais de madeira

Ponte da Barca tem uma adega cooperativa muito movimentada. Fotomontagem da Adega.



Se a vindima é dura para quem faz uva, não é é menos para os enólogos q que além de trabalharem noite e dia, não raro são chamados para fazer milagres.

Para o testemunhar, o enólogo Pedro Bravo de Faria fez esta foto ao início de dia pelas 07:00 quando entrou na adega.



terça-feira, 27 de setembro de 2016

Almaty. Cazaquistão

Com muito orgulho partilho esta foto do José Castro, o "globetrotter" da Vercoope, em Almaty, capital do Cazaquistão a apresentar o Vinho Verde Via Latina.


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Apontamentos de vindima


Foto: Pedro Marques, Adega do Passal, PM

Apontamentos, como é habitual, ao longo da vindima:


  • as uvas são de excelente qualidade. Rara é a entrega onde não é assim; vai ser um ano de grandes vinhos;
  • os mapas de mostos que vamos actualizando diariamente indicam que a produção acumulada na passada sexta-feira corresponde à de sete dias antes no ano passado, 14 milhões de litros. Dado que a colheita anda atrasada pelo menos uma semana, diríamos que o resultado está igual a 2015. Arriscaria a afirmar que as vinhas novas, as primeiras a vindimar, estão em geral com bons resultados. A ser assim, só daqui a uma semana é que vamos começar a ver uma queda nos valores comparativos com 2015. A previsão dos técnicos, feita em Julho, de uma perda de 10 a 15% continua pois válida;
  • a operação de controlo está a decorrer exactamente como previsto ( é certo, com os habituais desabafos "eu sou a única pessoa na região que é controlada, os fiscais não saem daqui dia e noite" ) e está a testemunhar a chegada de uvas de excelente qualidade às adegas;
  • esta semana e a próxima serão as semanas mais intensas da vindima;
  • novo apontamento de hoje a oito.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Imagens da Vindima 2016

A vindima é um momento intenso, só entendível por quem lá anda, inevitavelmente sem horas: os produtores, os fornecedores de todos os bens e serviços, as empresas de apoio, uma enorme comunidade. Reproduzo aqui algumas fotos publicadas na Internet por produtores e colegas.

A Quinta de Santiago, produtora de Alvarinho em Monção é quase sempre quem abre a vindima na região. Este ano não foi a primeira mas esteve lá perto.

Foto: Joana Santiago
Mesmo ao lado, produz-se o Foral de Monção, na Quinta das Pereirinhas. O João Pereira, produtor reparte a sua vida por vários pontos do Minho, mas ainda teve tempo para fazer estas fotos. Muito significativa a segunda, a recordar que o vinho não é industria, mas sim uma enorme comunidade de gentes e território.


Fotos: João Pereira
A Adega Cooperativa de Monção começou por receber Trajadura e de seguida Alvarinho e finalmente o tinto. Este produtor foi um dos primeiros e trazia a Trajadura. Algumas destas uvas irão para o Muralhas, uma marca grande do Vinho Verde.



A região dispõe de tecnologia de vinificação do que de melhor se faz no mundo, capaz de valoriar ao máximo a qualide e genuiniade da uva. A sala de prensagem da Adega de Monçao é impressionante!

Fotos: Armando Fontainhas
Mais abaixo, em Braga são bloggers que estão a visitar a região e a ver como se faz o vinho por cá.


Fotos: Bruno Almeida


Nos próximos dias há mais !

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Mercado externo: reflexões a meio do ano

Ao longo do ano o INE vai divulgando os dados de mercado externo desse ano, bem como corrigindo e melhorando os dados do ano anterior. Faço pois uma breve análise dos dois ficheiros recebidos este mês.

EXPORTAÇÕES 2014-2015

  • fechamos o ano com 54,5 milhões de euros para 23 milhões de litros. Um aumento de 7% em valor e 3% em volume; é o décimo quinto ano consecutivo em que aumentamos as exportações;
  • representando 23 milhões de litros, as exportações de Vinho Verde significam 43% das vendas de Vinho Verde do ano. Porém, sabendo nós que as exportações são sobretudo de branco, significam claramente mas de 50% deste segmento;
  • o nosso mercado líder é o dos Estados Unidos. Em 2015 o mercado teve um comportamento excelente, aumentando as vendas em 12% ( valor ) e 30% ( volume ). Os EUA representam  13 milhões e euros, cerca de 23% das nossas exportações;
  • o nosso segundo mercado não podia ser mais distinto, a Alemanha. Colocamos na Alemanha em 2015 cerca de  9,6 milhões de euros. É um mercado que absorve imenso volume, mas com um baixo valor médio. É o nosso preço médio mais baixo de toda a exportação. Em 2015 esteve estagnado em volume e valor.
  • o nosso terceiro mercado somos nós, os Portugueses, e França. 6,1 milhões de euros e crescemos 10%
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Não me alongarei sobre os restantes mercados até porque já tinha feito esta análise de um mapa anterior e aqui lhe deixo o ficheiro que pode abrir e analisar.

Se precisar da tabela de base para trabalhar os dados, contacte-me.

EXPORTAÇÕES 2016 ATÉ JUNHO

Analiso apenas volumes pois em dados do próprio ano são informações mais robustas do que os valores:
  • no geral, estamos um pouco acima de 2015, 3% acima mais concretamente;
  • os EUA, nosso principal mercado, estão em valores idênticos a 2015
  • A Alemanha cresce 7%, mais 279 mil litros. Bom.
  • a França cresce 22%, mais 384 mil litros. Foram os festejos do Euro?
  • o Canadá cresce 17% - que festejos é que lá houve ?
  • Brasil, Reino Unido, Suíça e Bélgica estão praticamente com os mesmos volumes do ano passado;
  • muito bem, a Holanda cresce, assim como a Suécia.
  • Luxemburgo e Polónia Fracos

Mais para o fim do ano avaliaremos em detalhe. Tal como em cima, se precisar das tabelas de base p.f. contacte.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Stocks e vendas em Agosto


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Estamos todos em vindima, pelo que o texto desta vez é curto. Os stocks mantém a tendência que fomos vendo ao logo do ano. É um stock confortável, certamente necessitamos da vindima e esta deve ser valorizada, mas sem que haja una situação de escassez.

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As vendas de branco estão um tudo nada acima do ano passado. É sobretudo o mercado externo que suporta este aumento. Dentro de dias publico um texto com estes dados. Em baixo os dados do tinto e rosado, mantendo a tendência a que já vimos assistindo, o tinto perdendo mercado e o rosado crescendo.

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Excelentes dados do Loureiro e do Alvarinho que tiveram um belíssimo ano comercial, aqui bem registado.

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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Venda de Uvas da EVAG



A Quinta de Campos Lima, Lda., sociedade que explora as vinhas da CVRVV sitas aos Arcos de Valdevez – EVAG, pretende colocar no mercado as uvas da próxima vindima.

Sem prejuízo da evolução da vinha ainda a ocorrer bem como de alguma margem de erro na previsão, antecipamos que o resultado da vindima poderá ser:


Castas Brancas:


 - Casta Loureiro...............65 ton
 - Casta Trajadura............ 11 ton
 - Casta Pedernã...............  7 ton
 - Casta Alvarinho.............. 6 ton
 - Casta Asal..................... 3 ton
 - Casta Avesso................. 3 ton
 - Diversas brancas...........  5 ton
            
            TOTAL: .............   100 Toneladas

Castas Tintas:

 - Casta Vinhão................ 14 ton
 - Casta Espadeiro............  2 ton
 - Diversas Tintas.............  6 ton
          
         TOTAL: .............    22 Toneladas



Estes valores são meramente indicativos, podendo apresentar variação em consequência de erro de cálculo da amostra e também de condicionalismos climáticos e fitossanitários que possam ainda ocorrer.


Aos lotes a vindimar serão retiradas algumas uvas para vinificações experimentais já agendadas e que não afectarão com significado as quantidades vindimadas.

Estamos pois abertos a propostas de compra para cada um dos lotes acima indicados.

Solicitamos que tenha em conta:

  • a V. proposta deve ser dirigida à sede da CVRVV no Porto, sendo entregue em envelope fechado com a designação “Concurso para compra de uvas” no exterior, devendo dar entrada até às 12 horas do dia 12 de Setembro, segunda-feira;
  • a proposta deve indicar o preço a pagar por quilograma de uva para o lote a que se candidata ( brancas ou tintas ), devendo candidatar-se à totalidade de cada lote;
  • a abertura das propostas será pública, sendo feita no dia 12 de Setembro pelas 12:30 horas na sede da CVRVV, da qual será elaborada acta;
  • pode apresentar propostas para um ou os dois lotes;
  • em caso de igualdade ou grande proximidade de valores será dada preferência ao/s comprador que se proponha adquirir a totalidade das uvas; em caso de complexidade, não se exclui a possibilidade de serem seleccionadas algumas propostas mais competitivas e os proponentes notificados para as melhorarem para segunda análise;
  • o proponente comprador deve garantir o pagamento integral até 31/12, sendo porém dada preferência às candidaturas que se proponham antecipar o pagamento, nomeadamente liquidando 50% até 31 de Outubro.
  • o transporte das uvas correrá por conta do comprador; 

A vinha pode ser visitada a todo o momento, recomendando-se porém um contacto prévio com o Engº João Garrido na EVAG.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

2 de Setembro, Formação: Controlo da vindima

Da abertura ao fecho da vindima, temos em toda a Região uma vasta operação de controlo com as nossas equipas reforçadas por técnicos externos contratados neste período. É uma operação que visa garantir a rastreabilidade e qualidade das uvas utilizadas para produzir o Vinho Verde e cujo resultado facilmente se mede pela valorização que as uvas da nossa região têm em comparação com outras.

A informação actualizada sobre as regras de Controlo de Vindima e dos processos administrativos associados é muito importante. Lembramos que a acção de formação “Controlo de Vindima e DCP's” realiza-se sexta-feira dia 2 de Setembro às 14:30, na sede da CVRVV no Porto. 

O objectivo da formação é o de fornecer informação actualizada sobre o comunicado de vindima, emissão de talões de uvas e controlo, emissão dos DA de uvas e mosto; conceitos: rendimento por hectare, coeficiente de vinificação, MCR; castas na DCP, contas correntes; preenchimento do Anexo II e sua apresentação; casos práticos.

Formador:
Dr. Joaquim da Costa Sá, licenciado em Direito e responsável pelos Departamentos de Verificação Técnica e de Fluxo de Vinhos da CVRVV.

Custo por formando: 25 €, (IVA inc.), incluindo dossier,  certificado e café.
O diploma de participação é válido para crédito de horas de formação profissional.



Caso ainda não tenha feito a inscrição, pode ser feita em: www.vinhoverde.pt/academia/formulario 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Vinho Verde: stocks e vindima

Ainda é cedo, faltam algumas semanas, veremos como é que a meteorologia se comporta. Não vinha mal ao mundo se chovesse uns dias. Porém, é uma vindima que podemos encarar com alguma serenidade.

OS STOCKS

Comecemos por analisar os stocks.

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Estamos com um stock de branco bastante confortável. Precisamos da vindima, é evidente, mas longe de estarmos numa situação de escassez.

Na imagem seguinte encontra o stock apenas deste ano, repartido por tipo de produtos e pelos vários detentores. É bom de ver que a maior parte do vinho está nos engarrafadores ou em grandes operadores como adegas cooperativas.

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A quantidade de vinho que está na produção para levantar é na prática zero. Alerto novamente para a correcta leitura dos números pois quem os leia poderá ficar com a ideia de que, estando na produção mais de um milhão de litros, pode ir lá compra-los. Não pode. Este milhão de litros está repartido por quase dez mil pessoas, algumas com quantidades absolutamente ínfimas. É como um fundo de garrafa: está lá vinho, mas não enche um dedal.

Assim se compreende que o mercado de granel esteja tão sereno: a maior parte do vinho já se encontra no cliente final.

PREVISÃO DE VINDIMA

De seguida o mapa com a previsão da vindima. Trata-se de uma colectânea feita pelo IVV a partir das informações de cada região.

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A fonte de informação na nossa região foi o inquérito enviado a técnicos de toda a região e que contou com 175 respostas, no caso do branco. Os dados ( -12 a -15% ) representam a média aritmética que, curiosamente é quase igual à mediana, assim reforçando a robustez do resultado.

Recorde que os dados do IVV somam todos os tipos de vnho ( inc. mesa ) produzido na região.

Tudo indica que teremos uma vindima muito desigual, premiando quem acompanhou e tratou a vinha e penalizando duramente quem o não fez. Os concelhos de viticultura mais tradicional, como Resende serão por isso mais afectados do que outros onde a reconversão da vinha está em força, como Felgueiras ou o Alto Minho. Por este mesmo motivo, na sub região de Monção e Melgaço a perda de produção,  a ocorrer, será muito pequena.

Espera-nos pois uma vindima desigual, inferior em quantidade a 2015 mas que ainda tem tudo para ser de óptima qualidade.

Já agora, e a propósito de um almoço que tive ontem com um amigo, produtor e leitor desta página, aqui ficam as produções de banco ( vinho + mosto ) nos últimos cinco anos.

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Se quiser aprofundar a análise estatística, visite a página de estatística da CVRVV, clicando aqui,