segunda-feira, 19 de maio de 2008

Regressa o fundamentalismo

( para ler o editorial do Público de 15/95/2008 clique na imagem acima )


O fundamentalismo anti-alcool será uma das batalhas mais importantes dos próximos anos. É por causa deste fundamentalismo que teremos regras de negócio mais apertadas: limites aos pontos de venda e à publicidade. É por causa deste fundamentalismo que pagaremos em breve mais IVA e IEC. Escreva o que eu digo !

Já estamos aliás nesta situação ridícula: se o produtor tiver em mãos um estudo universitário sério que identifique os efeitos benéficos e os efeitos maléficos do consumo de vinho, a lei permite que divulgue o estudo mas só com a parte negativa !

O editorial do Público do passado dia 15 ( ver imagem ) vem dar mais um exemplo. A julgar pelo sítio internet dos responsáveis pelo combate às drogas em Portugal, mais vale injectar heroína do que beber um copo de vinho. Sobre a idoneidade desta gente, estamos conversados.

A isto acresce esta mudança essencial do equilíbrio político da União Europeia: a presença dos países do Norte, com hábitos de alcool pesado, de consumo intenso e de grandes práticas proibicionistas vem sobrepor-se à tradição do sul da Europa.

A melhor forma de os combater não é porém a revolta ( que se compreenderia ) mas sim a formação. Formar os lideres de opinião e, sobretudo os clientes. Apostar no consumo moderado e regular de produtos de qualidade, valorizar o vinho como produto de cultura.

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