quarta-feira, 11 de junho de 2008

Rendimentos por hectare

Reunido com a equipa da Escola de Gestão do Porto que está a fazer com a ANCEVE um interessante e detalhado estudo sobre a situação das empresas da região, a conversa começou nas empresas e no marketing e cedo se concentrou na viticultura e na sua rentabilidade.

Quando os estudos apontam para um custo da uva na ordem dos 35 cêntimos por hectare, o produtor que produza boa uva não pode continuar a receber menos disso. Ano após ano.

Curiosamente recebi no mesmo dia um estudo sobre os rendimentos por hectare na região, elaborado pelo nosso departamento de sistemas de informação.

Prepare-se para os números relativos a 2007:
  • 22.000 hectares de vinha
  • 28.000 DCP's
  • rendimento por hectare médio, 4.200 kgs
  • relação redimento médio/ máximo, 39%
A dureza dos números suscita-me um par de observações e tres recomendações.

Em primeiro lugar quanto à rentabilidade. Como pode a viticultura ser rentável quando só aproveita a 39% o seu potencial produtivo ? Ou menos, tendo em conta o argumento de alguns "bons" viticultores segundo o qual o limite legal é muito baixo para as vinhas novas, bem implantadas e tratadas.

Segundo: afinal onde é que estão esses manifestos que declaram produções enormes ? ( em posts futuros observaremos o dito papel )

E quanto as recomendações ?

Viticultura, viticultura, viticultura. A revolução da região tem de passar por aqui. Não pelo agricultor probrezinho, choroso ou reclamante mas sempre subsídio-dependente. Sim, pelo empresário vitícola que produz uvas de qualidade, adaptadas ao mercado, e ao qual temos de arssegurar pagamento e rentabilidade. Não é para o bem dele: é pela sobrevivência da região !

1 comentário:

sequeira braga disse...

Meu caro
deixe-me acrescentar, é a sustentabilidade do negócio que está em causa. Todos temos a perder se não se fizer algo, não apenas alguns...