quarta-feira, 2 de julho de 2008

A reforma da OCM em prática


O IVV, Instituto da Vinha e do Vinho acaba de publicar um documento interessante, designado por "PROGRAMA NACIONAL DE APOIO E ARRANQUE DE VINHA" que inclui as primeiras regras práticas para a aplicação da OCM.

Porque são pontos importantíssimos para a região, cito aqui os relativos ao novo Vitis.

"O modelo de base para aplicação desta medida será o que vigorou no período de 2001 a 2007 para o programa VITIS onde se reestruturou aproximadamente 14% da área de vinha.

Este novo programa pretende continuar com este esforço, aproximadamente 3.715 ha / média ano. Este ritmo permitirá atingir uma taxa de reconversão em 2013, de aproximadamente 25% da superfície total de vinha.

O nível de apoio comunitário será de 50% e nas regiões de convergência esta taxa será de 75% dos custos.

Nível da ajuda: aproximadamente 9.000€/ha (média nacional).

Entrada em aplicação: Agosto de 2008

A renovação das vinhas é um rumo essencial para a região. Não nos enganemos em pensar que o stock baixo de hoje é devido a anos de má produção. Há um efeito conjunto da alta de vendas e o arranque/abandono. A região arrisca-se em breve a não ter uvas. Ou melhor, a ver o vinho subir de preço de tal modo que deixará de ser competitiva.

O nível de stocks que hoje temos já fez aumentar o granel para preços que estão no dobro do ano passado. E certamente as uvas serão pagas a valores superiores também aos da última vindima. Não tenho dúvida nenhuma que nos próximos anos a produção de uva branca de qualidade em vinhas bem instaladas e com elevada produtividade será um negócio rentavel.

O investimento na vinha, com o apoio deste programa Vitis, é o rumo certo para desenvolver a região. Estamos a trabalhar com a DRAPN para desenvolver acções de informação e apoio aos produtores interessados em investir e já soube de três adegas cooperativas que irão fazer o mesmo. Bom sinal. A região mexe!
Para ler o docuemnto completo, clique aqui.

Sem comentários: