quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Mais uma corrida para Lisboa - a 2ª esta semana !

( imagem do comboio foguete Porto-Lisboa que funcionou entre 1954 e 1967 com equipamento FIAT; demorava 4h30 )

Na segunda foi uma reunião com o Ministro da Agricultura, para tratar de vários assuntos. Uma excelente reunião, registo, onde fomos bem recebidos e tratamos vários assuntos com sucesso.

Um destes é problema dos direitos alfandegários que o Brasil ameaça aumentar sobre os vinhos. O Ministro anunciou o calendário de medidas que vai tomar para tentar evitar este problema e que ( não leve a mal o leitor ) não citarei aqui. Um problema no nosso relacionamento com o Brasil é que as negociações têm de se desenvolver sempre ao nível da União Europeia, ou seja ,não podemos pedir ao Brasil para criar para Portugal condições que não criaria para os restantes europeus. E por outro lado o vinho é apenas uma parte do dossier. Naturalmente que os Brasileiros querem exportar fruta, bio-combistíveis, etc etc. e também eles querem que a UE reduza as suas taxas sobre estes produtos.

Outro, o do acesso das empresas do nosso sector a uma linha de crédito com juro bonificado, irá ter boas notícias nos próximos dias.

Em quase duas horas de trabalho, muitos foram os assuntos tratados. O último destes tem a ver com uma data próxima, 7 de Dezembro, dia em que decorrerá uma festa do vinho no Terreiro do Paço.

Hoje, mais outra corrida. Desta vez para reunir com todas as CVR's e a Direcção da Viniportugal. na ausência do presidente. Vou transmitir o nosso apoio à organização mas também a nossa grande apreensão quanto a vários pontos do plano e orçamento da Viniportugal. Julgo que é da alguma imprudência a Viniportugal marcar a assembleia geral sem a devida preparação, mas logo veremos.

Por vezes vejo a região alheada destes problemas, o que me parece errado. Desde logo pelo aspecto orçamental. Quer saber em quanto é que a sua empresa contribui para o sistema ? é simples: multiplique o número de litros que vende por 2$70 e obtem o total. Dessa valor, 70% é para suportar o IVV e 30% para a Viniportugal. Fica assim a saber qual é o seu contributo exacto.

Depois por um segundo ponto, porventura mais importante. A exportação é essencial para nós. O Vinho Verde exportou em 2007, 23 milhões de euros / 11 milhões de litros. Ora, não só a promoção é importante, como é essencial que seja a promoção como nós queremos.

Neste contexto, custa-me a perceber que o presidente cessante da viniportugal ande a viajar pelo mundo num momento em que a sua presença é requerida pelas mais importantes questões estratégicas. Não terá a Viniportugal profissionais que o possam fazer ao menos nesta altura ? sem mais...

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