quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Tá na garrafa que é verde - ponto da situação

Começam na próxima semana as acções nos pontos de venda. Prova de vinhos em dezenas de lojas. Até hoje recebemos 1088 mensagens via internet e via sms e estão entregues muitos prémios. Temos feito pequenas correcções às mensagens de resposta pois detectamos que os clientes não estavam a enviar os sms com o formato solicitado, certamente por lapso de leitura do selo.

É um investimento novo, do qual estamos a aprender. É um tipo de campanha que pode ter muito sucesso para uma marca, emvora tenha de ser um produto com vasta distribuição nacional.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mercado Norte Americano


“The Artisan Collection” é um importador norte-americano que vende mais de 1 milhão de garrafas por ano. Em 2010 pretende adicionar um Vinho Verde ao seu portfolio e prevê importar cerca de 30.000 garrafas. A CVRVV, em coordenação com o importador, organiza uma prova de Vinhos Verdes no próximo dia 2 de Dezembro, 4.ª feira, às 9h00.

Os Agentes Económicos interessados em submeter os seus vinhos à prova deverão entregar, na CVRVV, duas garrafas por referência e respectivas fichas técnicas, até às 16 horas do dia 30 de Novembro, 2ª feira.

A prova não prevê a presença física dos Agentes Económicos, uma vez que será uma prova cega.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Novos horários de atendimento

Fizemos recentemente duas modificações no horário de funcionamento e de atendimento ao publico. O horário tradicional da CVRVV desenvolvia-se das 09:00 às 12:30 e das 14:00 às 17:30.

Procedemos a duas alterações:

  • o horário normal de trabalho prolonga-se mais meia hora de manhã ( até às 13 ) e em menos meia hora à tarde, encerrando às 17;
  • o horário de atendimento ao público passa a ser ininterrupto entre as 09:00 e as 17:00.
Estas alterações tiveram dois objectivos: por um lado maximizar o tempo de atendimento aos Agentes Económicos. Com a abertura à hora de almoço possibilitamos o atendimento nesta altura em que o trânsito é menor. Por outro lado, o encerramento de toda a casa meia hora mais cedo ao fim da tarde permite em simultâneo libertar a equipa mais cedo e realizar um interessante poupança, notória sobretudo no inverno.

A este propósito li há dias um interessante artigo sobre poupanças de custos em empresas de aviação civil. A JAL, linhas aéreas do Japão, encomendou talheres com menos 1 cm pois concluiu que estes pesam menos e assim poupa combustível. E a nossa TAP deixou de inverter os reactores no fim das aterragens para poupar combustível: usa a pista em travagem tradicional até ao fim.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Adegas cooperativas em debate


A última reunião do Conselho Gera debateu, entre outros, um assunto particularizante delicado:

deve uma marca "Adega Cooperativa de ... " ser usada apenas para vinhos elaborados nessa cooperativa ou ser permitido o seu uso para qualquer vinho de que a cooperativa seja titular, independentemente de o ter produzido ?

Na primeira opção, estamos a reforçar a imagem de genuinidade destes vinhos, a ideia de que uma cooperativa é uma associação de viticultores que em conjunto vinificam e valorizam o seu produto. Esta imagem de genuinidade, de ligação à terra é um activo importante das cooperativas que nem sempre sabemos valorizar. Lembro-.me curiosamente de umas capas de arquivo que a FENADEGAS tinha em tempos ( ainda terá ) e que diziam "Adegas Cooperativas: vinhos autênticos" . O problema desta opção é, claro está, a menor flexibilidade de gestão. num ano de fraca colheita, a adega não pode usar a sua marca "Adega" plenamente.

Na segunda opção estamos a reforçar essa flexibilidade mas reduzimos a zero a tal genuinidade. A ser aberta, permite por exemplo que uma adega que esteja fisicamente fechada adquira vinho a um terceiro, o mande engarrafar e venda, sem que este seja proveniente dos sócios ou tenha em momento algum passado pela cooperativa. Não é difícil imaginar este cenário no momento de crise de uma cooperativa e a lei permite-o ...

Claro que uma parte do problema é a escolha das marcas. E não é só um problema das cooperativas. Os nossos engarrafadores usam intensamente marcas que se encontram agarradas a um local ou a uma entidade, o que causa dificuldades logo na primeira curva. Curiosamente não é assim por exemplo no Douro. É importante que os gestores adeqúem a marca usada, ao perfil de produto que nela oferecem ao cliente. Criar uma marca muito localizada e depois querer crescer indefinidamente é a receita certa para ter problemas.

A opção do Conselho, que se encontra em processo de redacção, é no sentido e que as marcas com a designação de cooperativa devem ser usadas apenas para os vinhos produzidos por essa cooperativa e só em caso excepcional, limitado e documentado poderão ser usadas para outro vinho.

Nota: o desenho é um carvão da Adega Coop. de Ponte da Barca, muito bonito embora não 100% rigoroso. Desconheço o autor e por isso ,com pena, não o menciono.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Empreendedorismo

Ninguém imagina o número de convites que recebemos para conferências sobre empreendedorismo, seminários sobre empreendedorismo, acções de formação sobre empreendedorismo.

Num país em que 50% da economia é o Estado e em que 1 em cada 3 pessoas vive de subsídios e abonos, a criação de acções para incentivar OS OUTROS a serem empreendedores é afinal uma nova forma de subsídiodependência...

Gostava que alguém fizesse um estudo sobre quanto dinheiro do contribuinte se estoura em coisas destas.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Os vinhos dos vizinhos

Dei um salto à Beira Interior. Moimenta da Beira, Vilafranca das Naves, Castelo Rodrigo, Pinhel. Vi muita vinha e várias adegas. Vale a pena dar lá um salto. É uma zona linda, com muito para conhecer, boa gastronomia e bons vinhos.

Não é segredo que este ano desenvolvemos várias acções de fiscalização que, com sucesso, identificaram os trânsitos de uva que se estavam fazer desde aquela região. Com a colaboração - exemplar - do IVDP, as nossas equipas estudaram rotas, analisaram procedimentos e fizeram um número de apreensões que não têm ímpar no passado.

Visitando aqueles vinhedos percebemos bem o que se passa. Uma região com uma excelente aptidão vitícola, com parcelas bem dimensionadas, com uma antiga cultura de vinha mas ... sem marcas. As cooperativas estão muito fragilizadas e os comerciantes compradores de uvas também pouco acrescentam. A uva é pouco valorizada, pelo que a venda para fora é um recurso inevitável. Falaram-me em 20 cêntimos/quilo para uva branca de boa qualidade. Os encepamentos são bem diferentes dos nossos.

Algumas marcas, como a Quinta do Cardo, dão uma imagem do fantástico potencial desta Região, mas naturalmente não podem alavancar toda a viticultura. A região é apoiada pela CVRBI que tem uma equipa pequena mas muito dedicada.

De acordo com do dados Nielsen, as indicações/DOCs mais fortes da Região são "Castelo Rodrigo" com 0,08% de quota nacional e Pinhel com 0,07%.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Tá na garrafa que é verde - motivação

É a primeira vez que fazemos uma campanha deste tipo, pelo que aproveito para reflectir sobre vários pontos que nos vão sendo colocados, seja quanto à linha estratégica, seja quanto à linha gráfica e ao tão comentado "tá".

A campanha representa um investimento ligeiramente superior a 100.000,00 euros e tem um duplo objectivo.

Em primeiro lugar, levar o cliente a relacionar-se com o selo e assim leva-lo a distinguir o Vinho Verde dos "vinhos similares" que estão a aparecer no mercado. O aparecimento de vinhos e mesa "parecidos" com o Vinho Verde é um fenómeno que tende a crescer, seja porque o vinho de mesa tem novas funcionalidades, seja ainda ( e sobretudo ) porque o Vinho Verde vê o seu custo aumentar e se abre um segmento de mercado abaixo deste. Há garrafas e rótulos de "mesa" intencionalmente próximos dos Verdes. Com esta campanha, queremos que o cliente se relacione com o selo, perceba que ele está lá e que tem um significado. Mesmo que seja apenas para ver o numero, o cliente perceberá que Vinho Verde é o que tem selo. E não vão ser poucos os que rodam uma garrafa de vinho de mesa, julgando que era Verde, à procura do selo.

Em segundo lugar, claro, aproveitar a oportunidade para impulsionar as vendas nestes dois últimos meses do ano. O Natal não é uma época baixa para nós, sendo que o primeiro trimestre do ano é pior. Porém, tratando-se de um fundo externo, estávamos obrigados a fazer o investimento até 31/12, o que é mesmo assim uma excelente oportunidade.

O concurso é apoiado por uma série de acções em seu redor. Uma campanha de imprensa, com a imagem acima, que vai aparecer em diários, semanários, jornais desportivos e revistas semanais. Vamos ter além disso displays sonoros nas prateleiras de 135 grandes e médias superfícies e provas de vinhos em várias dezenas de pontos de venda.

É pois uma campanha integralmente vocacionada para o cliente final. Duas marcas fizeram campanhas deste tipo recentemente: o Casal Garcia e, ainda em curso, o Grão Vasco. Procuramos integrar algumas "lições" destas campanhas e não temos dúvida que é um esforço que impulsionará as vendas. Mas avaliaremos mais tarde com números na frente.

O "tá" é sempre motivo de discussão. Geralmente os técnicos defendem, e os políticos discordam. Os primeiro argumentam que a campanha tem de ser de percepção imediata, por impulso, pelo que tem de usar uma linguagem directa, sendo que o "tá" é mais informal e aberto do que o formal ( e gramaticalmente correcto ) "está". Um outro ponto levantado foi o da cor da garrafa, ligeiramente esverdeada no anúncio. Quanto às garrafas, é já do nosso tempo, que a CVRVV deixou de anunciar com a garrafa Reno e passou a usar a Bordalesa. A cor não é um elemento aqui muito decisivo. Se fosse azul, alguém se lembraria de apontar que era a garrafa de uma marca...

Está pois a campanha na rua. Julgo aliás que é a primeira vez que um DOC faz uma campanha deste tipo no nosso país. No fim divulgamos quantos sms's recebemos. Boas vendas !

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Nova campanha Vinho Verde

Eleições na CVRVV

Teve início o processo eleitoral para a renovação dos órgãos sociais da CVRVV. É um processo longo que terminará lá para Janeiro.

Primeiro as boas notícias. É um orgulho que a nossa CVR esteja já em novas eleições. Termina em Dezembro o primeiro mandato ao abrigo da nova lei. Somos a primeira CVR certificada do país e vamos já em velocidade de cruzeiro. A reforma institucional, que a maioria das regiões ainda vivem e algumas ainda não começaram, está para o Vinho Verde como um ponto na história.

Não é mérito meu ou de alguém em especial. É do esforço conjunto de muitas boas vontades, às quais não é isenta a excelente equipa de profissionais que tem a nossa comissão.

Vamos renovar os três órgãos sociais que compõem a CVRVV: o Conselho Geral ( 20 conselheiros ), o Conselho Fiscal ( 3 conselheiros ) e a Comissão Executiva.

A primeira fase, também a mais longa, é a que decorre agora. A realização das assembleias de sector, que irão eleger o novo Conselho Geral. Deram já entrada as candidaturas das associações e cooperativas, cujos processos estão a ser revistos e que darão origem lá para Dezembro, à convocação das assembleias de sector, nas quais serão eleitos os 20 Conselheiros. Estes serão depois empossados e, possivelmente no início de Janeiro, irão ser chamados a eleger os outros dois órgãos sociais.

O processo é dirigido por uma “Comissão Eleitoral” que inclui um representante da produção e outro do comércio e conta com o apoio dos serviços a CVRVV. É importante que o processo eleitoral seja transparente e participado. Se necessitar de alguma informação, não hesite em me contactar ou ao Departamento Jurídico da CVRVV.

Veremos pois. Serenamente. Este blog não será local de campanha. Formulo porém um voto: de que este processo seja aproveitado para debatermos a região, os nossos vinhos, a nossa gente e o nosso futuro. Que se discuta ideias e não apenas lugares.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Os S. Martinhos


Há o dia do vinho. É dinamizado pela Viniportugal e ocorre ali pelo dia 1 de Julho ou próximo.

Há o S. Martinho, para o qual ainda hoje (!) me convidaram para a festa hoje do "dia do Viticultor".

Depois há o dia do enólogo, disseram-me ontem de um canal de tv. Que parece que é hoje mas afinal não é. E depois há o dia do enoturismo que foi assinalado no passado domingo 8.

Ena, tantos !

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Ventos de mudança ?

O fim das eleições legislativas deve ser encarado com sobriedade. Não há comentador que não sublinhe o facto de que o défice público está muito alto e o Estado vai ter de tomar medidas duras para o combater. E num ambiente económico bastante desfavorável.

"Os ministros das finanças da união europeia chegaram hoje a um acordo para aumentar os impostos sobre o tabaco", anunciava hoje o Jornal de Negócios, adiantando uma justificação, "A decisão ajudará a rechear os cofres públicos, exauridos pelas medidas de combate à crise e de estabilização do sector financeiro, desincentivará o consumo e aproximará a fiscalidade aplicada nos diversos Estados-membros, reduzindo as vantagens associadas ao contrabando."

Isto diz muito respeito ao vinho. A nossa taxa de IEC é zero. É zero em Portugal mas não é assim em toda a Europa. No norte da Europa é elevada e mesmo em França tem algum significado. A determinação da taxa é uma competência do Estado Português, dentro dos limites comunitários. Veja então as duas dimensões do problema.

A nível nacional, taxar as bebidas alcoólicas é sempre uma proposta demagógica bem vinda. Imagine o argumento: "está o país em crise, alastra o desemprego e será que os bebedores de vinho não podem pagar mais 5 ou 10 cêntimos por litro para ajudar os desempregados ?". Impor uma taxa de 5 cêntimos por litro ao consumo nacional, garante ao Estado uma receita de 25 milhões de euros ( dados IVV: consumo anual de 500M litros ). E mesmo contando que as Alfândegas terão bastantes custos para montar um sistema de controlo, o argumento da receita é fortíssimo.

A nível europeu, o argumento é triplo. Por um lado, argumenta-se que o álcool deve ser taxado como meio de combate ao alcoolismo. É argumento dos países do norte, cada vez mais fortes na UE. Por outro lado, há o mesmo argumento fiscal nacional. Em terceiro lugar há a pressão dos países com taxas já elevadas que querem que os restantes subam as suas para combater as compras transfronteiriças. Os Britânicos por exemplo, que regressam ao seu país no domingo com as malas cheias de vinhos Franceses comprados num fim de semana em Calais.

Não se admire pois se nos próximos dois anos tivermos de falar com o Senhor da foto sobre este assunto. E se não for já no próximo orçamento de Estado, não é mau.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Mercado Nacional - Nielsen


Mais alguns dados do mercado nacional publicado pela Nielsen, cujo excelente boletim Scantrends pode consultar aqui.

É fácil concluir que o inverno vai ser frio. É urgente que as empresas da região não dependam apenas do mercado nacional.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Mais Alvarinho

Os nossos vizinhos espanhóis estão a tentar retirar o Alvarinho da lista de castas que podem ser usadas nos vinhos de mesa. Corrijo, não são bem os espanhóis, é o PP da Galiza. A ver se os colegas das outras regiões estão de acordo. Veja aqui o artigo sobre o assunto.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Em Vindima IV

Praticamente fechada a vindima já temos como certo que a produção será ligeiramente superior à de 2008. As principais adegas e armazenistas que acompanhamos diariamente durante as últimas semanas estão quase todas fechadas e com valores acima dos do ano anterior.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Em Vindima III


Termina hoje o período oficial da vindima e já se contam pelos dedos de uma mão as adegas que estão a receber uva.

Poucos assuntos são tão difíceis de tratar como o da fiscalização. É uma área apaixonante mas estranha, cheia de mal entendidos. Cheia de gente que fala de cátedra sobre assuntos que desconhece em absoluto ou outros que bem podiam abrir a boca e nada dizem. Ou que só fazem comentários em privado mas nada dizem nos locais certos. E ainda outros que mais valia estarem calados, em alternativa a falarem sobre os vizinhos.

E tem por base dois mitos tremendamente enganadores: "nada se fiscaliza" e, " se a fiscalização fosse a 100%, as boas empresas não teriam problemas". Há colegas nossos que acreditam firmemente que tudo fazem bem e é só pela existência de fraudes que as suas empresas não suportam a concorrência.

O momento da vindima é o ponto alto deste debate.

Vamos então tentar algumas reflexões sobre esta área.

1. O QUE A FISCALIZAÇÃO NÃO É - MITOS E IDEIAS INFORMAIS

Não é um acto pessoal e subjectivo. Ouço muito dizer que é preciso fiscalizar fulano e sicrano. Errado. A fiscalização e controlo devem incidir sobre comportamentos de risco, determinados objectivamente e procurar maximizar a sua eficiência. Há um importante trabalho de casa preparatório às acções: estudar e caracterizar os comportamentos, determinar como é violada a lei e intervir eficazmente sobre esta. Uma das acusações que mais nos fazem é a de perseguição. Este ano já a ouvi nove vezes ( sim eu contei ). O número de vezes que qualquer agente é controlado pelas nossas brigadas é determinado objectivamente e está fundamentado. Obviamente nem todos os agentes são controlados o mesmo número de vezes. Factores como a dimensão, o histórico e o tipo de operações que realiza, determinam que alguns agentes sejam visitados diariamente e outros com menor frequência.

Não é uma ferramenta comercial. É curioso notar que muitas das denúncias que nos chegam provém de pessoas/empresas que se queixam dos seus directos concorrentes. E muitas vezes queixam-se de comportamentos que nada têm de violador da lei. Para que seja credível , a fiscalização tem de se ater aos comportamentos violadores da lei. Deve além disso ser eficaz pois os recursos são parcos e não faz sentido fazer acções cuja possibilidade de detectar uma infracção sejam mínimas. Muitas vezes falo com colegas que atribuem à existência de fraude os seus problemas comerciais. Lembro sempre o caso do vinho sem rótulo. Nos anos 90 dizia-se que "o problema da região" era o vinho sem rótulo. Com o esforço de muitas entidades, a quantidade de vinho sem rótulo disponível nos restaurantes desceu drasticamente. E porém esses queixosos não viram a sua vida melhorar. Conte com a boa regulação do mercado para o ajudar, mas não confie nela para milagres comerciais.

Não é informal nem espontânea. Quantas vezes ouço dizer que para detectar a fraude basta "andar por aí" ou "por todo o lado". Ou então "no dia em que vocês quiserem." Engano. Em primeiro lugar a preparação das acções. Há um enorme trabalho de casa que determina como se faz uma acção, que pode demorar muito tempo e envolver várias entidades. Depois a eficácia da detecção da fraude. É que uma coisa é estar num café e alguém dizer que "há negócios de papel" e outra muito diferente é identificar infracções com solidez que permita que sejam tomadas medidas concretas, apreensão de viaturas, mercadorias, instauração de processos , sem que haja o risco de mais tarde tudo cair em tribunal. Por exemplo, a detecção de trânsitos irregulares que temos feito com muita eficácia nas últimas semanas obrigou a:
  • reuniões preparatórias com várias entidades
  • visitas discretas a locais de partida das uvas
  • montagem da operação a cada dia/noite com a identificação de viaturas e percursos em num processo que pode levar muitas horas até ao final com sucesso. Num dos casos, demoramos 18 horas desde a primeira identificação até à operação final, tudo isto com várias equipas na estrada.
Não é um espectáculo público. Muitos colegas solicitam que a CVRVV dê publicidade aos autos de infracção e às acções de apreensão que são feitas. Compreende-se o motivo: para desencorajar eventuais infractores. Porém não o devemos fazer. Por um lado pelo respeito para com o princípio da inocência. A apreensão de uma mercadoria significa que há fortíssimos indícios de uma infracção grave. Porém, será um juiz de direito que se irá pronunciar. Publicitar o simples acto de apreensão é sujeitar os intervenientes a uma condenação pública sem defesa. Por outro lado, pela própria defesa do bom nome da região: se publicitássemos os resultados obtidos, a comunicação social daria de nós a imagem de uma região em fraude. Poderíamos estar semanas a montar uma operação complexa, realiza-la com sucesso e o que viria nos jornais nunca seria "Vinho Verde: fiscalização com sucesso" pois isto não é notícia. O que viria é simples "Fiscais detectam mixórdia no Vinho Verde". Já tivemos esta experiência no passado. Por exemplo, suponha que montamos uma operação de controle das fronteiras do Minho para evitar a exportação de uvas. Convidamos os jornalistas e a operação corre bem. Título da notícia ? "Contrabando no Alvarinho". A fiscalização não tem e ser espectacular: já fará muito se for eficaz.

Não tem por objectivo combater boatos. Podem andar os boatos à vontade pois a fiscalização não os controla nem reprime. Por vezes acho que há colegas nosso que sofrem de um grave mal: têm tempo livre.

Também não é pêra doce ! Ontem mesmo, as nossa brigadas começaram a trabalhar às 08:30. Além do trabalho normal, iniciamos uma operação especial pelas 21:30, que se prolongou até às 14:30 de hoje, dado que tivemos sucesso. ( pense nisto quando voltar a criticar os nossos fiscais )

2. QUESTÕES QUE NOS COLOCAM

Porque é que a ASAE e a GNR estão a fiscalizar a região ? em primeiro lugar porque é uma das suas missões, estão legalmente habilitadas e obrigadas a faze-lo. Em alguns casos é a CVRVV que as chama quando há forte indício de contra-ordenação ou crime. Sendo uma entidade privada com poderes limitados e fiscalização, há actos que não podemos praticar como por exemplo fazer paragem a uma viatura na via pública.

O que sucede quando se detecta uma carga de uvas de fora da região ? havendo prova, a carga é descarregada numa adega/vinificador, é vinificada separadamente e fica à ordem do processo, cabendo ao tribunal mais tarde determinar o seu destino. Em alguns casos é também apreendida a viatura que fica do mesmo modo à ordem do processo.

Como é feita a fiscalização nas restantes regiões ? nós e o Douro temos um sistema comparável, embora os vizinhos tenham meios com muito mais significado. Temos feito muito trabalho em articulação e o apoio que temos recebido do IVDP é exemplar. Quanto às restantes regiões, desconheço que tenham programas específicos de controle da vindima.

A fiscalização tem efeito prático ? descontando o efeito dos boatos ( ver em cima ) que esses a fiscalização nunca evitará, o efeito é fácil de determinar. Se não existisse controlo, então as uvas circulariam livremente e o preço destas estaria entre os 18-20 cêntimos da beira interior e os trinta e tal do Douro. Porém a nossa uva branca encontra-se sistematicamente na casa dos 50 cêntimos, vinte cêntimos pois de diferença nos melhor dos casos. É pois fazer a conta: o efeito do cumprimento da lei ( voluntário + o induzido pela fiscalização ) vale na nossa região vinte cêntimos vezes 90 milhões de quilos. Como dizia o Engº Guterres... é fazer a conta !

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O marketing em debate


Preocupa-nos o facto de as acções de marketing em mercados externos contarem sistematicamente com poucas empresas. Conversando com as empresas que se inscrevem nestas acções e lendo os relatórios de avaliação que nos enviam de cada uma das acções, constato que o resultado é positivo, ou seja: os que se inscrevem ficam satisfeitos.

Um dos problemas que detectamos é que são muito poucas as empresas que têm uma aposta de longo prazo na exportação. E são poucas também as que têm quadros formados para dar boa resposta na exportação. É preciso fazer trabalho de casa: definir mercados alvo, estudar a rede de importação e distribuição nesses mercados; definir o produto adequado, o preço adequado ( vamos vender para um importador da emigração ou local ? ) e implementar uma estratégia que é necessariamente de médio prazo.

A Viniportugal já realizou boas acções de formação sobre exportação e nós iremos realizar uma em breve. E aproveitaremos para apresentar uma nova campanha, uma boa surpresa que apoiará os nossos produtores na concorrência com os vinhos de mesa...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Comunicação social


Há dias apareceu no JN um péssimo artigo sobre o sector cooperativo. Além de incorrecções e de aquilo a que agora se chamam "inverdades" o artigo dava uma imagem generalizada de má gestão, de desorganização e até de desonestidade.

Tenho defendido desde o primeiro dia que a imagem que damos de nós na comunicação social é algo de muito importante e deve ser bem ponderada. Os jornais não são só lidos pelas pessoas a quem queremos mandar umas "bocas". São lidos também pelo nosso gerente bancário e sobretudo pelos nossos clientes. E nenhum analista de risco aprova um empréstimo a uma entidade noticiada como em crise profunda. E nenhum cliente quer comprar vinhos de um fulano que é noticiado como falido.

Custa-me a perceber como é que há colegas nossos que acham razoável dar de si e da região uma imagem de fraqueza.

A comunicação social é um parceiro fantástico do negócio. Saibamos trabalhar com ela. Tal como a produção de vinho recorre um enólogo, também o trabalho com a imprensa deve ter o apoio de um assessor tecnicamente capacitado. Como funciona este sector na sua firma ?
  • tem um calendário anual de acções para a comunicação social
  • tem em conta a comunicação nacional e regional / genérica e dos vinhos ?
  • cria pequenos eventos especificamente para gerarem notícias ?
  • vai produzir um pequeno lote muito especial, que não gera negócio mas que vai garantir várias notícias nos meios do sector ?
  • tem uma boa base de dados de jornalistas que contacta ao longo do ano ?
Este ano a nossa tarefa está facilitada pois teremos grandes vinhos. A mensagem da CVRVV tem sido precisamente neste sentido. Porque não dar uma notícia Vossa fazendo o balanço da vindima ( grande qualidade... ) e pré-anunciando quais serão as novidades para 2010 ?

Clique aqui para ouvir a reportagem da TSF sobre a qualidade dos vinhos verdes de 2009.
Clique aqui para ver a nossa nota de imprensa.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Novos investimentos na Região

Óptimas notícias, conseguimos aprovar no IVV um financiamento e 104.000,00€ para promoção. Trata-se de uma candidatura que tem como objectivo fazer acções no ponto de venda para formação do cliente, bem como promoção directa das vendas.

E, GRANDES NOTÍCIAS, fomos pré-seleccionados para apresentar um projecto no valor de 2,7M€ para a promoção do Enoturismo na região. Não esta garantida a provação mas é meio caminho andado.

sábado, 26 de setembro de 2009

Regularização de vinhas

Uma portaria a publicar nos próximos dias vem reduzir de 2000,00€ para 1.000,00€ a a taxa de regularização de vinhas por hectare. Uma óptima notícia.

A CVRVV e a DRAPN vêm dizendo desde há muito que o valor inicial era completamente irrazoável, mas demorou muito até se conseguir esta correcção.

Caso esteja a tratar de uma legalização, espere alguns dias, até que entre em vigor.

Reflexão pessoal: para Portugal ser um país melhor, o ideal não era escolher entre o J Sócrates e a MFLeite. O ideal mesmo... era que houvesse eleições todos os anos !

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Em Vindima II

Mais uma vez telefonemas pela noite dentro. Para cá e para lá: localizações, estradas, objectivos.

Ontem estive com um colega a acompanhar as brigadas no trabalho nocturno. Um trabalho muito duro, longas horas sem parar e sempre em tensão. Telefonemas, informações, a articulação com o IVDP, a GNR e a ASAE a horas em que o país já dorme há muito.

E uma vez mais tivemos sucesso. Melhoramos muito os procedimentos de controlo e os resultados estão a aparecer.

Em defesa da boa imagem da região, ( e para não prejudicar a fiscalização em curso ) há informação que não podemos publicar, nem aqui nem em lado algum. Será feito no final.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vitis: prorrogado o prazo

Foi prorrogado até ao fim de Outubro o prazo de apresentação de candidaturas ao programa Vitis.

Como esta campanha bem o demonstra, a nossa região precisa imperiosamente de reconverter as vinhas, pelo que devemos aproveitar esta oportunidade.

Leia aqui a alteração à Portaria.

NOTA: erro meu, escrevi "Setembro" inicialmente neste texto. Está corrigido. Obrigado aos leitores que me alertaram.

Vinho Verde nos EUA

Vendas em Agosto

Aqui temos os dados de vendas de Agosto. Estamos a perder 8% no branco e 10% no tinto, face a igual período do ano anterior. Para analisarmos melhor esta descida no branco, elaborei o segundo gráfico, só referente a este tipo de vinho, mas organizado por tipos de embalagem


Percebemos agora onde se dá esta queda. Estamos a perder 6% na garrafa 0,75, 24% no litro e 34% nos 5 litros.

O aumento de preço, a escassez de produto teve um efeito devastador nos segmentos de menor preço no ponto de venda. Uma DO não é concorrente em preço com os vinhos de mesa, está claro.

Mas não desespere. Se no 0,75 perdemos 6%, verá com os dados Nielsen que publicarei nos próximos dias que estamos ... a ganhar quota de mercado !

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Convite - Venha provar Vinhos Verdes


Consumidores à descoberta do Vinho Verde

Prova interactiva no Dolce Vita pretende desvendar aromas e sabores

Dias 25 e 26 de Setembro, às 18h30, no Dolce Vita Porto

Dias 9 e 10 de Outubro, às 18h30, no Dolce Vita Tejo

Provar vinho de olhos vendados, distinguir os vinhos tintos/rosados/brancos, analisar visual e gustativamente vários vinhos e identificar e descobrir diferentes aromas presentes são alguns dos objectivos desta iniciativa organizada pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) que decorre nos dias 25 e 26 de Setembro, no Dolce Vita Porto, e nos dias 9 e 10 de Outubro, no Dolce Vita Tejo.

As provas estão marcadas para as 18h30 e pretende-se que sejam o mais dinâmicas e descontraídas possível. A acção arranca com um enólogo/animador que vai conduzir os convidados pelas várias fases de uma prova técnica de vinhos.

Despertar os sentidos é o desafio que a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) propõe. Com uma acção que se pretende informal e interactiva, os participantes vão ter a oportunidade de conhecer melhor o universo do Vinho Verde através de provas que vão permitir despertar e estimular a visão, o paladar e o olfacto. Serão provados os Melhores Vinhos Verdes 2009 – premiados pela última edição do concurso da Região dos Vinhos Verdes.

Participe. Inscrições gratuitas pelo telefone n.º 226077302, e-mail marketing@vinhoverde.pt ou através do site www.dolcevita.pt

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O vinho de mesa com indicação de casta


Mais de um ano após se iniciar este debate a nível nacional, o IVV apresentou uma proposta de Portaria para regulamentar os vinhos de mesa com indicação de casta. Já escrevi sobre este assunto antes: para ler estes textos, clique em "vinhos de mesa" na coluna da direita em baixo.

A questão que se coloca agora é a de saber se / como estes vinhos vão ser controlados.

Pela proposta do IVV ficamos a saber que... vão ser pouco controlados e malzote.

Fundamentalmente, o IVV propõe que o produtor "declare" que tem a casta X na sua vinha e se faça confiança nesta afirmação.

Apoio as vantagens desta nova categoria de vinhos mas temo que estejamos a seguir pelo caminho errado. Sendo certo que serão as melhores empresas, as que apostam na qualidade, as que investem no futuro, as que mais caro pagarão este erro.

Clique aqui para conhecer esta proposta e a posiçao da CVRVV.
Clique aqui para ler o artigo que publiquei na Revista de Vinhos sobre este assunto.

E pergunto, que interesses justificam que a certificação destes vinhos seja aberta a uma miríade de empresas privadas, as que certificam os enchidos e os queijos ?! que são certamente empresas serias, mas que conhecimento têm do nosso sector ? E vamos assistir a uma mudança histórica no Douro: o IVDP vai deixar de ter o monopólio da certificação dos vinhos na região.

Quando vejo pessoas com grande experiência nos vinhos defender isto, já nem sei o que diga...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Marketing

Entra agora no segundo ano a Pós Graduação em Marketing de Vinhos da escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. É um curso muito interessante com uma sólida formação teórica mas combinada com uma vertente prática por recurso a mais de uma dezena de formadores que vêm directamente das empresas. É pois um investimento na formação, mas também no estabelecimento de uma boa rede de contactos.

As inscrições estão abertas até ao dia 12 de Outubro.

Saiba mais clicando aqui e aqui.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Em vindima


O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura…
E que a doçura
Que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova…

Miguel Torga

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Vindima em curso


Começa a vindima e o telefone já se ressente disso. Chamadas constantes. Alguns apontamentos:
  • sim, a ASAE está com a CVRVV a fazer fiscalização em conjunto e irão continuar. É uma acção que estava prevista no plano de fiscalização;
  • está terminada a segunda precisão de colheita. É curioso que a previsão de colheita ( feita por inquérito a 25 técnicos das principais empresas, adegas e DRAPN ) indica uma colheita próxima da do ano passado, mas todos os dirigentes indicam que a colheita será menor. Será que os dirigentes percebem mais que os técnicos ou haverá alguma tendência para a especulação ?
  • desagrada-me muito quando detectamos infracções com alguma gravidade, este ano já duas, mas será que os colegas não percebem que têm de ser rigorosos e cumprir os procedimentos definidos há muito ?

sábado, 12 de setembro de 2009

Casa do Valle

O Casa do Valle Grande escolha 2008 é o vinho do mês "para a mesa" na Revista de Vinhos.

Muito bem !

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A inflação nas uvas da EVAG


O concurso para venda das uvas da EVAG apareceu há alguns anos por dois motivos.

Por um lado, a Estação tem um défice estrutural e, ao colocar no mercado algumas uvas que são reconhecidamente de boa qualidade, estamos a valorizar esse activo. Provando aliás que é possível fazer boa uvas e vende-las a bom preço sem nenhum artifício.

Por outro, o estudo que a Universidade Católica fez há um par de anos tinha esta ideia: leiloar as uvas da EVAG como modo de estabelecer uma tendência para a região e apoiar na valorização das uvas.

No ano passado tivemos 5 candidatos, creio, e as uvas foram para a Cooperativa de Felgueiras por 53 cêntimos o quilo. Um excelente valor pois deu à região um sinal de que é preciso valorizar a produção mas sem perder a cabeça.

Este ano, creio que todos esperávamos um ligeiro aumento e por isso não surpreendeu que a maior parte das propostas estivessem nos 53 a 57 cêntimos. De armazenistas e cooperativas.

O que surpreendeu porém foi o fecho. Repartindo branco e tinto para fornecedores separados, vendemos as brancas a 71 cêntimos e as tintas a 65.

Os valores a que fechamos têm de ser entendidos dentro de um contexto muito próprio que não pode ser extrapolado para a região. As brancas foram compradas por um pequeno produtor de vinhos de topo, muito premiados. As tintas por uma empresa com vocação e competência na produção de excelentes Verdes tintos.

Vale pois a pena reter na mente os números da maioria ( 53 a 57 cêntimos ) e não nos deixemos influenciar pelos valores de fecho.

Embora, como produtores de uvas... estejamos muito satisfeitos !

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Festa Vinho Verde & Foz Velha no
RED BULL AIR SHOW

A Região dos Vinhos Verdes e o prestigiado restaurante Foz Velha associaram-se para acompanhar nos jardins da CVRVV o Red Bull Air Show que visita a cidade do Porto no próximo domingo dia 13.

Abriremos as portas pelas 12:00 horas e, ao longo da tarde, desfrutaremos deste espectáculo único ( dos nossos jardins vê 80% da pista ), que poderemos acompanhar com bebidas num serviço de bar permanente que incluirá os melhores Vinhos Verdes, premiados no concurso anual de vinhos, transmitido pela RTP em Junho passado.

Ao fim da tarde, para evitar que regresse a casa no ponto alto do trânsito, degustaremos as propostas que o Chefe Marco Gomes do Foz Velha preparou para acompanhar os grandes vinhos da nossa região.

Partilhe connosco estar tarde inesquecível, inscrevendo-se pelo telefone 226077300 ou pelo correio electrónico susana@vinhoverde.pt, porquanto a entradas serão limitadas para assegurar o maior conforto. A presença tem um custo de 15,00€ p.p, a ser liquidado no momento da entrada ( não existe serviço de Multibanco ).

Marcas da distribuição

Tenho acompanhado com a maior proximidade possível os dados que a Nielsen vai divulgando sobre o mercado nacional de vinhos e dos quais aqui tenho dado conta. Anualmente realiza-se na CAP em Novembro uma excelente reunião na qual é feito o balanço do ano comercial, com a própria Nielsen e com os compradores das principais grandes redes. Uma reunião a manter em agenda.

Trago agora uma publicação gratuita da Nielsen, a SCANTRENDS, que nos permite acompanhar os “grandes números do mercado” e da qual proponho uma reflexão: o peso das marcas próprias da distribuição e o estreitar do espaço de linear das marcas do produtor.

A marca própria vem crescendo, ano após ano, de forma claramente estrutural, não se antevendo que atinja um patamar tão cedo. A noção de “crise” que paira na mente do cliente ainda reforça esta tendência. As marcas próprias representam hoje 32,6% do negócio alimentar, embora nas bebidas alcoólicas estejamos nos 11%.

Estamos a viver uma alteração das regras do negócio. Depois de nos anos 90 termos assistido ao aparecimento de centenas de pequenas marcas, este é o momento da correcção. Cada vez mais teremos nas prateleiras as marcas próprias e mais 4 ou 5 marcas com muita rotação. E pronto.

Clique aqui para descarregar o SANTRENDS de Agosto.

Porque tiro partido desta publicação para este artigo, é de toda a justiça realçar que a Nielsen tem um fantástico manancial de informação comercial e de mercados, actualizado diariamente em milhares de pontos de venda. Caso tenha interesse, com muito gosto lhe faço chegar o nosso contacto naquela firma e uma “cunha “ para que lhe façam uma boa proposta.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Stocks a 31 de Agosto

( clique na imagem para aumentar )


Os stocks em abertura de vindima: estamos praticamente com os mesmo valores de 2008, 36 milhões de litros.

Trata-se naturalmente de um valor limitado, que será suficiente se as vendas não crescerem.

Na produção temos 7,3M litros, mais tinto que branco. Não faça a conta a este vinho pois está repartido por 25.000 produtores. São quantidades irrisórias por cada local. Do mesmo modo atenção com a categoria "adegas cooperativas" pois algumas adegas estão classificadas como armazenistas pois compram vinho.

Para ver a tabela detalhada, clique aqui.

Controle da Vindima


Bela reunião, hoje à tarde, na CVRVV com uma sala cheia de produtores.

Foi apresentado o plano de vindima ( para descarregar este documento, carregue aqui ) e ouvidas algumas propostas e preocupações dos presentes.

Não é uma vindima fácil. Havendo uma aparente falta de uvas, porém os números não justificam um aumento de preços. O stock encontra-se ao mesmo nível do ano passado e as vendas não sobem, aliás descem um pouco.

Vamos reforçar o controlo das entregas em adega e dos trânsitos. Algumas situações verificadas em 2008 não se poderão repetir: talões de pesagem sem numeração sequencial ou com números e datas incoerentes. E quanto aos trânsitos, especial atenção terão os produtores que têm camiões prontos para trânsito já carregados no início da manhã.

A vindima é sempre um momento de stress. São corridas, são telefonemas, são negociações. E cada pessoa na região vive a vindima de modo especial.

Venham pois as uvas: vai começar a vindima da região que melhor paga as uvas brancas em Portugal !

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

O trabalho desconhecido das associações

Quando as coisas correm mais ou menos bem, ninguém precisa das associações. ANCEVE, FENADEGAS, CAP, enfim as associações do sector. Quando as coisas correm bem, ninguém se lembra delas.

Todos se lembram porém da sua associaçãozinha em anos em que o cobertor não chega para tudo. Como é este ano. As firmas começam a fazer as contas à vida e chegam à conclusão de que uma boa forma de reduzir custos é sair da associação. E lá vai uma cartinha.

Hoje recebi uma bela notícia que é um bom exemplo daquele trabalho discreto que as associações fazem, que tem custos, mas que ninguém agradece. Resume-se nisto: o governo Brasileiro recusou a proposta dos produtores daquele país para que os vinhos importados fossem sujeitos a selagem na fronteira.

Lido assim parece uma boa notícia. Dirão alguns: "ah sim, o governo brasileiro estava a pensar obrigar a selar as garrafas ?"

Digo-lhe porém o que se esconde por trás desta "boa" notícia: meses de pressões em Lisboa, em Bruxelas e Brasilia. O nosso Ministro a falar com o Ministro Brasileiro, o nosso embaixador a marcar reuniões com os decisores em Brasilia. O Engº Sócrates a levantar o assunto com o Presidente Lula da Silva. E as associações a pressionar, cartas, faxes mails, audiências. Digo as nossas, porque Portugal é o maior interessado, mas certamente foram também as francesas, as italianas, as espanholas.

Foram meses de trabalho de gabinete de que a história não rezará.

A existência de associações fortes, bem organizadas e capazmente financiadas, com presença nas regiões e em Bruxelas é essencial para a rentabilidade das empresas.

Se não acha isso, pense em avisar o seu importador no Brasil para abrir as caixas e colar um selo em cada garrafa !


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Via Latina nas praias do sol português





















Como tinha indicado num texto anterior, a marca Via Latina, da Vercoope, fez uma extensa promoção nas principais praias do norte e centro do país. Uma equipa jovem montava em cada praia uma esplanada de degustação, convidando os veraneantes a provar os vinhos.

Este tipo de acção é muito interessante para marcar com boa distribuição nas áreas visitadas, como é o caso.

Aqui fica o registo fotográfico.


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Amândio Barbedo Galhano

Data nascimento: 1908-04-17
Data morte: 1991-03-27
Engenheiro Agrónomo. Foi Director da Estação Agrária do Porto, Vice-Presidente da Comissão Técnica Permanente de Viticultura e Enologia, Delegado Permanente de Portugal no OIV, Director do Laboratório da CVR Vinhos Verdes. Delegado activo de Portugal nos congressos e assembleias gerais da OIV e comissões internacionais de Enologia. A partir de 1950 participa no «Plano de Fomento de Adegas Cooperativas». Contribui de forma decisiva na reivindicação para o Registo Internacional da DO “Vinho Verde”, atribuído pela Organização Mundial da Propriedade Industrial. Pioneiro do progresso qualitativo do Vinho Verde e da expansão deste produto nos mercados internacionais.

Previsão de Colheita

Está disponível a previsão de colheita do IVV para todo o país, que pode consultar clicando aqui.

No que diz respeito à nossa região, o Instituto aponta para uma produção na casa dos 73 milhões de litros, ou seja ligeiramente acima do ano passado, mas 12% abaixo da média dos últimos 5 anos.

Na nossa região, a previsão é feita pelo questionário escrito a cerca de 25 técnicos de várias sub-regiões.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Preço da uva em Espanha

Um produtor f.f. de me enviar este artigo que noticia que os Galegos acordaram um preço indicativo para o Albarino.

Começo a crer cada vez mais que deveríamos ter na nossa região algum tipo de preço indicativo, a estabelecer por uma fórmula que tenha em consideração os stocks, a produção esperada, as quantidades e preços que o mercado pode absorver, bem como os custos razoáveis de produção.

Não me refiro naturalmente a um "acordo de preços" proibido por lei, mas algum referencial que assegure ao produtor que vale a pena investir na vinha.

Haverá por aí apoio da produção e comércio para que se faça este trabalho ?

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O Vinho Verde nas praias

Este ano tivemos três campanhas de Vinho Verde nas praias: a nossa e duas campanhas de marcas, Casal Garcia e Via Latina.

Aqui ficam as fotos da nossa.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Fechado para férias


Fechado para férias. Nas próximas semanas podemos beber Vinho Verde sem a preocupação de escrever disparates. Reabrimos a 24 de Agosto.

Boas férias. Descanse, que é merecido !

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O Vinho Verde no verão Português

Muitas campanhas na rua. A da CVRVV nas praias, sobretudo a centro e sul, bem como nos mupis e na imprensa. Duas outras nas praias, uma do Casal Garcia ( foto nos aeroportos ) e uma outra do Via Latina, que se lança neste tipo de promoção pela primeira vez e em força.

O nosso vinho é sem dúvida o vinho oficial do verão Português. E bem precisamos destes meses para recuperar do primeiro semestre...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Controle da Vindima
- aprovado o plano para 2009 -

O Conselho Geral aprovou o plano de controle da vindima para 2009. Pode consultar e descarregar este plano, clicando aqui.

Como se recorda, em 2008 alteramos profundamente a forma de controlar a vindima, introduzindo vários novos métodos, de que se destaca o acompanhamento das entregas em adega, confrontado os vinhos novos com os talões de pesagem de entrega de uvas e, mais tarde, estes com a DCP elaborada por cada entidade. O programa de 2008 foi avaliado posteriormente, daí resultando uma boa lista de pontos em que atingimos os objectivos, bem como outro em que podemos introduzir melhorias.

O plano agora apresentado e que será implementado de imediato trás várias evoluções, das quais destaco duas com relevo:
  • novas regras de emissão e registo dos talões de pesagem, que se revelou um ponto essencial do controle em 2008 e que podemos melhorar;
  • reforço das equipas da CVRVV presentes na vindima.

Além disto haverá uma reunião prévia aberta aos produtores, a decorrer no dia 8 de Setembro pelas 14:30, para apresentação detalhada deste plano e formação quanto aos talões de pesagem.

Este ano contaremos ainda com acções paralelas a realizar pela ASAE e pela Unidade Fiscal da GNR que, registe-se, respondeu de imediato ao nosso pedido de apoio.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Nos dias que correm, ter trabalho é uma boa notícia.

Pois eu não ando esquecido do blog. Ando é atulhado em trabalho, a correr, a correr, para ter tudo em dia para que na próxima semana possa estar em férias.


Assuntos em cima da mesa são muitos:

  • estamos a preparar uma operação muito interessante que vai libertar os produtores de virem entregar as amostras à CVRVV. Funcionará já a partir de Setembro e estou certo que vai ser uma óptima ajuda para evitar deslocações;
  • estamos a ultimar o planeamento de fiscalização da vindima, este ano com alguma novidades, uma da quais é a intervenção do Comando Fiscal da GNR que aceitou de imediato o nosso pedido de apoio. Amanhã, dia 31 o Conselho Geral analisa a proposta de planeamento e insere-lhe as alterações que melhor entender, pelo que na próxima semana já teremos novidades;
  • estamos com um problema enorme relativo ao cadastro da vinha. É um assunto que tratarei em detalhe mais tarde, mas aqui fica um apontamento. O cadastro da vinha da CVRVV é, tal como o do Douro, o único caso em que a região e o Ministério da Agricultura têm um só cadastro. No nosso caso, o cadastro é (era ) alimentado e actualizado pela DRAPN em ligação permanente com o sistema informático da CVRVV. Ora em Dezembro último, o Ministério da Agricultura "mandou" desligar o sistema da DRAPN e transferir a informação para o IVV, cujo sistema comunicaria com a CVRVV. Comunicaria... mas não comunica. O IVV está a desenvolver os programas informáticos para abrir esta comunicação mas neste momento temos alguns produtores, num número mínimo de 800 mas que poderá ir aos 2500 que vão ver os seus manifestos atrasados, pois trata-se de vinhas que tiveram alterações nos respectivos cadastros que ainda não nos foram comunicadas. Mais adiante escreverei, mas é uma dor de cabeça significativa e, como é tristemente habitual, são os produtores que pagam a factura.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

MMMMMMMMMM

Muito obrigado !

Dez mil leituras desde Maio de 2008. E, pelo que me diz o google analytics, a maior parte do nosso país, alguns leitores na europa, nos EUA e vários no Brasil.

Dez mil ou, como diriam os romanos, MMMMMMMMMM

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Stocks e vendas em 30 de Junho

Mais um mês de stocks. À medida que nos aproximamos da vindima, começamos a ter uma ideia que a colheita não irá diferir muito da do ano passado. A previsão de colheitas ainda demorará mais um par de semanas a ser publicada. O stock encontra-se praticamente aos níveis de 2008 na mesma data, sendo que o tinto está um pouco abaixo. Porém o stock de tinto é superior ao branco na percentagem das respectivas vendas, pelo que não se pode falar num cenário de escassez. Estabilidade talvez seja, genericamente, a apreciação mais correcta.

As vendas mantém exactamente as tendências dos meses anteriores, sendo que o branco 0,75 continua a recuperar pouco a pouco e neste momento a perda face a igual período de 2008 é de 1 milhão de litros, ou seja cerca de 5%.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

António José da Costa Leme

Data nascimento: 1923
Data morte: 1998

Presidente do Grémio da Lavoura e da C. M. Esposende. Nomeado vogal da CVR Vinhos Verdes, em 1957. Em 1960 criou a marca comercial “Quinta de S. Cláudio” para o vinho da sua exploração. Pioneiro no desenvolvimento do conceito de ‘Vinho de Quinta’. Precursor do engarrafamento de vinho da casta Loureiro. Presidente da CVRVV entre 1963 e 1974. Presidiu também à Assembleia Geral da AGROS e à Comissão Instaladora da APEVV – Associação Produtores-Engarrafadores Vinho Verde, da qual foi sócio fundador. Agraciado com a medalha de Honra do Município de Esposende, em 2002, pelo alto contributo em prole do desenvolvimento do Concelho

Stocks e vendas em 31 de Maio


Vai baixo o nosso stock. É o valor mais baixo desde há exactamente dez anos. Mesmo os 34M litros de vinho branco, que parecem muito, afinal não o são. É que quase 20M estão nos armazenistas engarrafadores. É pois vinho que já não voltará a circular em granel. E na produção estão 3 milhões de litros, mas naturalmente divididos por mais de 20.000 pessoas, pelo que não é vinho que seja economicamente viável ir comprar para constituir um lote com dimensão.

Vai baixo o stock, a produção não promete ser generosa e os nossos vizinhos espanhóis têm um enorme excedente de vinhos a baixo preço. Vamos pois apresentar em breve um programa de controle da vindima que levará mais adiante as operações que lançamos em 2008 com sucesso. Quem queira comprar/receber uvas tem de garantir o fornecimento solidamente e com a devida antecedência.
O mapa de vendas ( 2º gráfico ) apresenta uma decida com algum significado: as vendas de branco encontram-se cerca de 8% do verificado em igual período no ano passado. É uma descida inferior ao que se verifica em outras regiões e inferior ao que tantas vezes ouvimos comentar, o que se deve a um factor simples: a exportação está a ter um comportamento muito bom.

Para perceber os dados de vendas do branco, há que ter em conta um factor já registado em meses anteriores. É que a redução de vendas é verdadeiramente forte nos segmentos do garrafão e da garrafa de litro por força da saída de várias marcas que passaram a ser comercializadas como vinho de mesa. Peço contrário, o 0,75 Vinho Verde perde apenas 5%, o que não pode deixar de ser considerado um excelente resultado. Veja o terceiro gráfico para comparar as vendas de branco em todos os segmentos com as vendas de branco só no segmento 0,75.

terça-feira, 30 de junho de 2009

As marcas, o leite e o vinho



Abrir os jornais nestes dias dá-nos uma visão dura do que é o mercado do leite. Há um enorme excedente, nacional e europeu, os preços baixaram de tal modo que o produtor tem prejuízo a cada litro que vende e começam as manifestações de rua. Em Portugal e em vários estados membros da UE.

O problema do leite é certamente complexo. Não pretendo, nem seria capaz de o abordar na totalidade, nem V. estaria na disposição de o ler !

Mas há um ponto em que nós, gente do vinho, deveríamos reflectir. E os produtores do chamado "Vinho Alvarinho" muito em especial.

Durante anos, os produtores de leite concentraram-se em fazer um produto mais ou menos genérico, indistinto, com a maior qualidade e eficácia económica possível. E tiveram sucesso. A sua comunicação seguiu o mesmo rumo: durante anos falaram-nos desse produto genérico, o "leite".

Era bom beber leite, era preciso beber leite, o leite era bom para a saúde. Repare na imagem que está em cima. É de uma campanha dos nossos colegas da FENALAC, a federação que agrupa as cooperativas produtoras de leite. A campanha, financiada pela UE, foi apresentada pela FENALAC com os seguintes objectivos:
  • "Impulsionar a imagem do leite junto do consumidor como alimento essencial e insubstituível,
  • Apresentar o leite como alimento multifacetado, adequado aos estilos de vida modernos e às necessidades específicas dos diferentes tipos de consumidores (jovens, mulheres, idosos, etc.),
  • Estimular o consumo de leite por parte dos mais jovens, promovendo a imagem do leite como alimento que nos acompanha desde a infância adequando-se, no entanto, às posteriores fase de vida."
Então o que é que os promotores querem que nós, clientes de leite, concluamos desta campanha ? que o leite é um produto genérico e faz bem.

Optimo, vou ao supermercado e compro o que for mais barato !

O cliente percebeu isto que lhe disseram ao longo de anos e seguiu exactamente este rumo. Considerou o leite como um produto genérico ( uma "commodity" ) em que um é igual ao outro, só diferindo no preço. Do mesmo modo que a electricidade da EDP é igual à da ENDESA, só diferindo também no preço.

E assim hoje, em cima da hora, os produtores de leite vêem-se forçados a ir para a rua reclamar que se consuma "leite português". Qual leite português ? o da marca Continente ? o da marca Pingo Doce ?

A diferenciação ( versus "commodity" ) é um ponto essencial da estratégia que deve nortear o vinho. Diferenciação no produto e, obviamente diferenciação na comunicação que dele fazemos ao cliente. A abertura crescente do mercado dos vinhos de mesa ainda virá valorizar mais esta diferenciação. Temos pois que fazer - todos os dias - o reforço da nossa denominação de origem, o "Vinho Verde" e das nossas marcas. E preciso que o cliente tenha claro que o Vinho Verde é diferente dos outros ( e por isso insistimos na assinatura "não há outro assim" ) e que valorize as nossas marcas em concreto.

Uma análise das tabelas de investimento em comunicação no Vinho Verde permite-nos concluir que a CVRVV e mais três/quatro empresas representam práticamente toda a comunicação que se faz. Ora não pode ser. É preciso falar mais com o cliente. E também falar de forma mais eficaz: fugir ao "anúncio" proposto pelo vendedor de publicidade e definir uma estratégia de comunicação na qual a publicidade é um instrumento que é usado sim, mas de acordo com os meios e calendário que nós definimos à partida. Perdoe-me a franqueza mas o número de páginas de publicidade a vinhos ( de todas as regiões ) que se inserem em publicações menores e sem qualquer retorno, dariam para fazer uma belíssima campanha.

Uma observação quanto ao "Vinho Alvarinho". Se o que promovemos é simplesmente o "Vinho Alvarinho", então que diferença é que fica na cabeça do cliente entre um Alvarinho de Melgaço e um outro de Torres Vedras ? Não estarão as acções do "Vinho Alvarinho" a seguir exactamente o mesmo caminho dos produtores de leite ?

Nota : se tiver mais cinco minutos, ligue o som do computador e veja estas duas campanhas em sentidos bem diversos:

Nota II : este texto é uma opinião pessoal, não tendo quaisquer pretensões na área do marketing para as quais naturalmente não tenho formação. Fica à sua consideração.