quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Vinhos de mesa

Temos de nos preparar para mudanças profundas no mercado dos vinhos de mesa. A partir da próxima vindima os nosso vinhos vão concorrer com os Loureiros e os Alvarinhos de mesa. Começarão por ser poucos. Mas não pararão de crescer.

Mais do que a concorrência, que sei ser positiva e que venceremos sem duvida, preocupa-me é a desordem. Os produtores de Vinho Verde estão sujeitos a um nível de controle e fiscalização sucessiva que não tem qualquer comparação com o que se passa nos vinhos de mesa.

A CVRVV está pois a ter uma atitude muito simples sempre que detectamos vinhos de mesa que não cumprem a lei: participamos às autoridades competentes.

Não é aceitável que os produtores de Vinho Verde fiquem sujeitos a controles, a custos, a burocracia e sejam confrontados com produtores e vinho de mesa que, infringindo a lei, acham que podem andar a eito. Não podem.

Por isso, participamos à ASAE sempre que encontramos vinhos de mesa com rótulos que indicam ano de colheita, marcas de quinta, castas e outras menções não permitidas pela lei. E participamos à Direcção Geral das Contribuições e Impostos quando deparamos com vinho rotulado como "frisante" mas sobre o qual não é aplicada a taxa normal de IVA de 20%.

Ha uma diferença enorme entre mercado livre e caos. Somos pelo primeiro.

E porém, há uma reflexão interna que temos de fazer. Quando uma empresa da região nos procura queixando-se que este vinhos de mesa lhe estão a tirar mercado, o que revela afinal é que a sua rede comercial se limita ao mercado regional. E que o seu posicionamento é baseado mais no preço no que na força das suas marcas.

E isto é uma fraqueza nossa para a qual não vale a pena andar à procura de bodes expiatórios. Então não e verdade que na Galiza há vino sin etiqueta por todo o lado e porém os nosso vizinhos tem empresas poderosas ?

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