sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A inflação nas uvas da EVAG


O concurso para venda das uvas da EVAG apareceu há alguns anos por dois motivos.

Por um lado, a Estação tem um défice estrutural e, ao colocar no mercado algumas uvas que são reconhecidamente de boa qualidade, estamos a valorizar esse activo. Provando aliás que é possível fazer boa uvas e vende-las a bom preço sem nenhum artifício.

Por outro, o estudo que a Universidade Católica fez há um par de anos tinha esta ideia: leiloar as uvas da EVAG como modo de estabelecer uma tendência para a região e apoiar na valorização das uvas.

No ano passado tivemos 5 candidatos, creio, e as uvas foram para a Cooperativa de Felgueiras por 53 cêntimos o quilo. Um excelente valor pois deu à região um sinal de que é preciso valorizar a produção mas sem perder a cabeça.

Este ano, creio que todos esperávamos um ligeiro aumento e por isso não surpreendeu que a maior parte das propostas estivessem nos 53 a 57 cêntimos. De armazenistas e cooperativas.

O que surpreendeu porém foi o fecho. Repartindo branco e tinto para fornecedores separados, vendemos as brancas a 71 cêntimos e as tintas a 65.

Os valores a que fechamos têm de ser entendidos dentro de um contexto muito próprio que não pode ser extrapolado para a região. As brancas foram compradas por um pequeno produtor de vinhos de topo, muito premiados. As tintas por uma empresa com vocação e competência na produção de excelentes Verdes tintos.

Vale pois a pena reter na mente os números da maioria ( 53 a 57 cêntimos ) e não nos deixemos influenciar pelos valores de fecho.

Embora, como produtores de uvas... estejamos muito satisfeitos !

2 comentários:

Anónimo disse...

Nesta campanha estamos a assistir a um preço da uva meramente espaculativo e por vezes assiste-se um leilão sem regras estabelecidas.
A economia nacional e mundial e as empresas vitivinícolas não comporta esta subida da uva, quando estamos assistir a uma deflação.
Será que R. Vinhos Verdes não irá pagar no futuro esta "loucura".
Como diz o povo nem oito nem oitenta.

Manuel Pinheiro disse...

Concordo com a sua análise de que a Região não suporta este tipo de preços. Embora saibamos que o preço pago à EVAG é superior ao que corre pela Região.

Deve orgulhar-nos saber que a nossa região é a que melhor paga as uvas brancas em Portugal.

Quanto às da EVAG também me preocupa que esta contribua para lançar a mensagem errada para a região. Vou pois colocar à consideração do Conselho Geral uma solução diferente para 2009.