quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Marcas da distribuição

Tenho acompanhado com a maior proximidade possível os dados que a Nielsen vai divulgando sobre o mercado nacional de vinhos e dos quais aqui tenho dado conta. Anualmente realiza-se na CAP em Novembro uma excelente reunião na qual é feito o balanço do ano comercial, com a própria Nielsen e com os compradores das principais grandes redes. Uma reunião a manter em agenda.

Trago agora uma publicação gratuita da Nielsen, a SCANTRENDS, que nos permite acompanhar os “grandes números do mercado” e da qual proponho uma reflexão: o peso das marcas próprias da distribuição e o estreitar do espaço de linear das marcas do produtor.

A marca própria vem crescendo, ano após ano, de forma claramente estrutural, não se antevendo que atinja um patamar tão cedo. A noção de “crise” que paira na mente do cliente ainda reforça esta tendência. As marcas próprias representam hoje 32,6% do negócio alimentar, embora nas bebidas alcoólicas estejamos nos 11%.

Estamos a viver uma alteração das regras do negócio. Depois de nos anos 90 termos assistido ao aparecimento de centenas de pequenas marcas, este é o momento da correcção. Cada vez mais teremos nas prateleiras as marcas próprias e mais 4 ou 5 marcas com muita rotação. E pronto.

Clique aqui para descarregar o SANTRENDS de Agosto.

Porque tiro partido desta publicação para este artigo, é de toda a justiça realçar que a Nielsen tem um fantástico manancial de informação comercial e de mercados, actualizado diariamente em milhares de pontos de venda. Caso tenha interesse, com muito gosto lhe faço chegar o nosso contacto naquela firma e uma “cunha “ para que lhe façam uma boa proposta.

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