terça-feira, 15 de setembro de 2009

Vindima em curso


Começa a vindima e o telefone já se ressente disso. Chamadas constantes. Alguns apontamentos:
  • sim, a ASAE está com a CVRVV a fazer fiscalização em conjunto e irão continuar. É uma acção que estava prevista no plano de fiscalização;
  • está terminada a segunda precisão de colheita. É curioso que a previsão de colheita ( feita por inquérito a 25 técnicos das principais empresas, adegas e DRAPN ) indica uma colheita próxima da do ano passado, mas todos os dirigentes indicam que a colheita será menor. Será que os dirigentes percebem mais que os técnicos ou haverá alguma tendência para a especulação ?
  • desagrada-me muito quando detectamos infracções com alguma gravidade, este ano já duas, mas será que os colegas não percebem que têm de ser rigorosos e cumprir os procedimentos definidos há muito ?

2 comentários:

Manuel Faria disse...

De uma assentada várias adegas cooperativas estão a ser visitadas pelas equipas de fiscalização.Na realidade nem todas serão propriamente modelos de virtudes,Dr. Manuel Pinheiro,mas quem anda nestas coisas do Vinho Verde saberá de onde emana o mal que subverte o negócio e empobrece aqueles milhares de agricultores que teimosamente continuam a produzir uvas nesta Região.As Adegas Cooperativas já têm problemas bastantes para enfrentarem e dispensavam bem esta campanha inexplicável de suspeição.Claro que tudo isto se tornará mais compreensível quando se conhece quem representa o sector da produção na Comissão Executiva de que V/ é o Presidente.

Manuel Pinheiro disse...

Bom dia, porque prezo aquela liberdade que nos foi dada no 25 de Abril, publiquei a mensagem que lê em cima. E com gosto comento.

É verdade que "de uma assentada" várias adegas cooperativas estão a ser fiscalizadas. Também é verdade que, da mesma "assentada" os comerciantes estão a ser fiscalizados.

Tratamento igual pois.

Ainda na semana passada me ligou um armazenista, revoltado, dizendo que não tinha tempo para atender as brigadas de fiscalização e que estava a ser perseguido. Após o controle, li o auto e percebi logo porque é que ele não tinha tempo...

Perceba, meu caro amigo que as adegas ou armazenistas não são controlados por serem suspeitos. São controlados porque é assim - controlando todos sobretudo os grandes - que se garante a genuinidade dos nossos vinhos.

E estranho é quando alguém é controlado e se queixa disso !

Não acho, sinceramente, que haja um "mal que subverte o negócio". Não acho que haja bons e maus e não faço julgamentos pessoais, embora compreenda o seu texto. Há e comportamentos conformes à lei e outros que são violadores. Para combater estes, apresentei ao Conselho Geral um plano de fiscalização que está a ser executado com rigor e que, naturalmente, já detectou infracções.

Tenhamos porém calma e bom senso. A meia dúzia de telefonemas diários que recebo a protestar pelo excesso de fiscalização, só me confirmam que estamos no caminho certo.

Termino agradecendo o seu contributo: raro é quem escreve com o nome próprio !