quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Tá na garrafa que é verde - motivação

É a primeira vez que fazemos uma campanha deste tipo, pelo que aproveito para reflectir sobre vários pontos que nos vão sendo colocados, seja quanto à linha estratégica, seja quanto à linha gráfica e ao tão comentado "tá".

A campanha representa um investimento ligeiramente superior a 100.000,00 euros e tem um duplo objectivo.

Em primeiro lugar, levar o cliente a relacionar-se com o selo e assim leva-lo a distinguir o Vinho Verde dos "vinhos similares" que estão a aparecer no mercado. O aparecimento de vinhos e mesa "parecidos" com o Vinho Verde é um fenómeno que tende a crescer, seja porque o vinho de mesa tem novas funcionalidades, seja ainda ( e sobretudo ) porque o Vinho Verde vê o seu custo aumentar e se abre um segmento de mercado abaixo deste. Há garrafas e rótulos de "mesa" intencionalmente próximos dos Verdes. Com esta campanha, queremos que o cliente se relacione com o selo, perceba que ele está lá e que tem um significado. Mesmo que seja apenas para ver o numero, o cliente perceberá que Vinho Verde é o que tem selo. E não vão ser poucos os que rodam uma garrafa de vinho de mesa, julgando que era Verde, à procura do selo.

Em segundo lugar, claro, aproveitar a oportunidade para impulsionar as vendas nestes dois últimos meses do ano. O Natal não é uma época baixa para nós, sendo que o primeiro trimestre do ano é pior. Porém, tratando-se de um fundo externo, estávamos obrigados a fazer o investimento até 31/12, o que é mesmo assim uma excelente oportunidade.

O concurso é apoiado por uma série de acções em seu redor. Uma campanha de imprensa, com a imagem acima, que vai aparecer em diários, semanários, jornais desportivos e revistas semanais. Vamos ter além disso displays sonoros nas prateleiras de 135 grandes e médias superfícies e provas de vinhos em várias dezenas de pontos de venda.

É pois uma campanha integralmente vocacionada para o cliente final. Duas marcas fizeram campanhas deste tipo recentemente: o Casal Garcia e, ainda em curso, o Grão Vasco. Procuramos integrar algumas "lições" destas campanhas e não temos dúvida que é um esforço que impulsionará as vendas. Mas avaliaremos mais tarde com números na frente.

O "tá" é sempre motivo de discussão. Geralmente os técnicos defendem, e os políticos discordam. Os primeiro argumentam que a campanha tem de ser de percepção imediata, por impulso, pelo que tem de usar uma linguagem directa, sendo que o "tá" é mais informal e aberto do que o formal ( e gramaticalmente correcto ) "está". Um outro ponto levantado foi o da cor da garrafa, ligeiramente esverdeada no anúncio. Quanto às garrafas, é já do nosso tempo, que a CVRVV deixou de anunciar com a garrafa Reno e passou a usar a Bordalesa. A cor não é um elemento aqui muito decisivo. Se fosse azul, alguém se lembraria de apontar que era a garrafa de uma marca...

Está pois a campanha na rua. Julgo aliás que é a primeira vez que um DOC faz uma campanha deste tipo no nosso país. No fim divulgamos quantos sms's recebemos. Boas vendas !

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