sexta-feira, 12 de março de 2010

Eleições na CVRVV


E pronto, decorreram, estão terminadas as eleições para os órgãos sociais da CVRVV. Foram reconduzidos a mais parte dos membros do Conselho Geral. Referência para algumas entradas. No comércio entra a associação ACIBEV, representada pela Sogrape e pela Cavipor; a Adega de Ponte da Barca troca da produção para o comércio, o oposto do que fez a Adega de Monção. Na produção entra a adega de Amarante, que já em tempos tinha estado no Conselho Geral. Os restantes órgãos sociais, Comissão Executiva e Conselho Fiscal viram os seus mandatos reconduzidos.

Nem todos os votantes ficaram satisfeitos. O contexto democrático é porém esse, que remédio. Aos órgãos sociais, concretamente às 26 pessoas que nos próximos três anos têm em mãos os destinos da CVRVV, cabe gerir com elevação, procurar consensos, orientar a casa e a região para o futuro.


2 comentários:

Anónimo disse...

Eleições da CVRVV.

Porque será que os resultados eleitorais demonstram que em torno da Comissão Executiva presentemente eleita não existui um consenso por parte dos membros do conselho geral?
Será que membros da referida comissão têm grandes interesses económicos na região?
Alguém saberá dar a resposta?
Cumpts
Afonso Oliveira

Manuel Pinheiro disse...

Obrigado pelo comentário, Afonso.

Alguns comentários à sua consideração.

De facto não há consenso quanto à comissão executiva. Mas também só na Albânia é que as eleições revelavam consenso ! Pela minha parte, eleito com 19 votos favoráveis e 1 branco, não hesito em me considerar honrado, responsabilizado e naturalmente grato. Quanto aos colegas vogais, os resultados foram diferentes. No caso do vogal da produção, eleito por uma larga maioria, teve porém contra si o presidente da Associação de Produtores de Alvarinho. No caso do vogal do comércio, os votos favoráveis foram muito poucos, sendo que a votação foi dominada pela abstenção. Naturalmente que ambos os casos podem merecer leituras políticas, concordo consigo.

É porém claro que os órgãos sociais estão legitimados e devem cumprir com denodo os respectivos mandatos.

Mais fácil é a resposta à sua pergunta final, quanto aos interesses económicos. Na passada semana foram eleitas, não três, mas 26 pessoas para os órgãos sociais da CVRVV. Concretamente 20 para o Conselho Geral, 3 para a Comissão Executiva e 3 para o Conselho Fiscal.

Ora, destes 26, só há dois que não têm "grandes interesses económicos na região". Sou eu e o ROC. E mesmo o ROC é viticultor...

Todos os restantes têm de facto grandes interesses económicos que lhes cabe representar. Sei que o farão de moldo transparente e porém com afinco. Não há vergonha nenhuma em alguém representar interesses económicos, ou há ?

Eu represento um interesse económico: o do Vinho Verde.

O sistema de gestão interprofissional em vigor no nosso país tem precisamente como principio que os "grandes interesses económicos" estejam representados nas entidades certificadoras. Em termos académicos é claramente um sistema neo-corporativo.

Logo após as eleições, um grupo de representantes da produção reuniu-se numa sala e convidaram-me para fazer uma análise do processo eleitoral e ouvir a deles. Quando chegou ao momento de falar dos nomes, disse-lhes quilo que sempre achei: a comissão executiva do futuro deveria ser composta por profissionais, com valências técnicas muito específicas e menos visibilidade política.

Por último Afonso, deixo-lhe um desafio que espero aceite: no próximo post vai poder ler o meu programa estrutural para a região. A sua análise a esse texto será muito bem-vinda. Obrigado !