sexta-feira, 25 de junho de 2010

Vinho Verde: as vendas em Maio


Três quadros para algumas reflexões.

O quadro de cima indica-nos as grandes tendências: o branco mantém-se estável face a 2009, o que é excelente no ano de crise em que estamos. Importa recordar que são as exportações em crescimento que suportam esta estabilidade: o mercado nacional está muito fraco. Dentro de dias colocarei aqui os dados de exportação que comprovam esta análise. O tinto está muito débil. O rosado e o regional mantém as linhas que já conhecíamos.

Importa notar que a nossa quota de cor é hoje de 85% para o branco, 12% para o tinto e cerca de 2,5% para o rosado.

Vamos ver a análise por segmentos de vasilhame.
A garrafa 0,75 é o nosso vasilhame com maior presença no mercado. Representa 98% do rosado, 92% do branco e 75% do tinto. Estamos a crescer no branco, o que é uma belíssima notícia. O tinto encontra dificuldades.
Os vasilhames tradicionais, litro e garrafão de 5 litros estão claramente a ser descontinuados pelo mercado. Vários motivos. A imagem é um obstáculo: o meu caro leitor quando vai jantar a casa de amigos leva uma boa garrafa de vinho ou um garrafão ?

O segmento de preço é outro: estes vasilhames têm como mercado alvo os segmentos de preço baixo. Ora aqui confrontam-se com vinhos de mesa ( e de outras regiões ) a preços inferiores. De acordo com os dados Nielsen, o Vinho Verde há muito que deixou de ser o vinho mais caro do mercado. Neste momento não só o vinho de mesa mas também outras regiões apresentam preços médios inferiores na prateleira.

Houve em consequência não só uma baixa de vendas mas sobretudo o facto de vários produtores que vendiam Vinho Verde em garrafão terem transferido a sua oferta para o vinho de mesa.

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