segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Vinho Verde: ano novo - novos vinhos

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Aqui estão os dados praticamente finais da última vindima já com mais de 22.000 produtores tendo a sua produção declarada e devidamente inscrita em contas. No branco fazemos 49 milhões de litros, praticamente o mesmo que em 2009, mas há que ter em conta o mosto branco em que diminuímos cerca de um milhão. O balanço final do branco é pois de um pouco menos que no ano passado, uma boa notícia que permitiu uma boa valorização das uvas brancas para Vinho Verde.

Chegam-nos notícias de que os compradores dos hipermercados estão a pressionar uma baixa de preços com base numa elevada produção. Como se vê pelos números não é isso que sucede.

Não são alheias a esta redução as intensas acções de controlo da rastreabilidade, bem como a autodisciplina da própria região. É um orgulho perceber que a nossa região foi a que melhor pagou as uvas, em média, no nosso país. E é essencial que assim seja para que a viticultura possa ser rentável como justamente lhe é devido.

A produção de tinto aumenta, quase 10% e aqui está um ponto de preocupação. Já o escrevi e não é demais dizer: a região tem um excedente estrutural de tinto. Há que ter em atenção estes números ao plantar novas vinhas.

No total aumentamos um pouco a produção, embora este número careça de significado prático pois o mercado organiza-se por segmentos ( branco, tinto, rosado ) muito mais do que por totais.

O aumento no regional Minho é sobretudo uma questão administrativa. Dado que este ano foi aplicado o cadastro vitivinícola em comunicação informática para o controle dos rendimentos, há produtores cuja produção não pôde ser classificada seja por incompatibilidade de encepamento ( branco/tinto ) seja pelo limite de rendimento ainda mantido nas 10 toneladas/hectare.

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