sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vinhos: campanha de fiscalização na estrada

As equipas da CVRVV estão de novo na estrada. Desde o início deste mês estamos a visitar os restaurantes da região, procurando aferir como se encontra apresentado e como é servido o Vinho Verde. É uma operação longa, que vai incluir centenas de estabelecimentos em quase 50 concelhos. Longa e exaustiva. Mas é essencial.

Uma das infracções que detectamos com mais frequência é a apresentação ao cliente de vinhos de mesa como se tratassem de Vinhos Verdes. Esta prática constitui crime p.p. pelo Dec-lei nº 213/2004 de 17 de Agosto. Quando detectam uma situação destas, as nossas brigadas elaboram um auto descritivo, apreendem e selam o produto e o processo segue para as autoridades públicas.

Apresentar ao cliente um vinho que não é Vinho Verde como se o fosse constitui pois uma violação da lei. Uma violação grave que é enquadrada pelo direito criminal. É também uma tremenda falta de lealdade para com o cliente. O cliente deve ser o cento da nossa atenção. Se pede Vinho Verde, é isso mesmo que lhe deve ser servido.

Para o restaurante, reconhecer o Vinho Verde é muito fácil: Vinho Verde é o vinho que se apresenta em vasilhame de vidro com fecho inviolável e que ostenta o selo de garantia emitido pela CVRVV. Tudo o resto não é Vinho Verde.

Aproveito para esclarecer aqui algumas dúvidas que nos são colocadas pelos restaurantes:

- não há Vinho Verde à pressão. O vinho que se apresenta no mercado em barris é facturado como vinho de mesa, o que é perfeitamente válido - não é porém Vinho Verde nem pode ser apresentado ao cliente como tal;
- é possível vender Vinho Verde a jarro ou a copo, desde que o vinho servido provenha de garrafas ou garrafões de Vinho Verde devidamente rotuladas e seladas;
- não é Vinho Verde o vinho comprado a produtores ou comerciantes na região, se não estiver devidamente rotulado e selado;
- se o restaurante adquire vinho de mesa a granel para engarrafar nas suas instalações, deve cumprir todos os requisitos legais para exercer a actividade de engarrafamento de vinhos. Não é fácil...

É importante que se perceba que a denominação de origem "Vinho Verde" não é de uso livre e a CVRVV não permitirá que tal suceda. Só os produtores da região que cumprem todos os requisitos de qualidade e legais a podem usar e só estes podem beneficiar comercialmente do valor da marca Vinho Verde.

É importante que se perceba também que não é verdadeiro o argumento de algumas empresas que afirmam junto dos restaurantes que lhe vendem vinho de mesa e não Vinho Verde para pouparem a taxa cobrada pela CVRVV. A taxa de Certificação cobrada pela CVRVV é de 3 cêntimos por litro ! O verdadeiro motivo não é pois este custo mas sim que esses vinhos de mesa não cumprem os requisitos legais e de qualidade que lhes permitiriam ostentar a denominação Vinho Verde. Ora estes requisitos representam custos pois claro.

O Vinho Verde é um produto genuíno do nosso país. Gera riqueza exportadora e postos de trabalho. Importa defender este património único do nosso país !

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