sexta-feira, 3 de junho de 2011

O mistério da multiplicação...


Correndo as estradas do nosso belo país para Norte e Sul, deparei-me nas últimas semanas com dezenas de locais à borda da estrada onde se anunciam as verdadeiras cerejas de Resende. Vi-as desde Melgaço até Coimbra. E vi-as em vendas de estrada, vi-as também na distribuição moderna e até uma lindas e caras numa loja gourmet.

Concluo pois que a capacidade de Resende para produzir cereja se compara apenas à capacidade de Modena para produzir vinagre: não há mini-mercado baratinho que não tenha um pacote plástico de vinagre balsâmico de Modena. Haverá obviamente por aí um pipeline que distribui o Vinagre por toda a Europa.
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Cada vez mais acredito na tradição europeia de oferecer ao cliente produtos "Certificados", que podem merecer a confiança do consumidor e que geram valor para quem os produz. O resto nem sequer é liberalismo. É apenas um comércio de rapina que nada semeia.

Há dias, numa interessante conferência promovida em Ponte de Lima pela Escola Superior Agrária do IPVC, um orador dos horto-frutícolas explicava precisamente isto: a protecção do cliente faz-se com produtos devidamente etiquetados, que cumpram as normas de higiene e segurança.

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