quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Vinho Verde - mapas em Novembro

Aqui estão os mapas de Novembro, com o ano praticamente fechado, e agora com os valores da produção já quase finais.

Começando pelo mapa de existências para o qual chamo a especial atenção do leitor. Por deficiência técnica, o mapa de anterior estava incorrecto, estando este já corrigido.

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Este mapa conta já com todas as declarações de produção entregues até ao fim de Novembro, ou seja já com a praticamente a totalidade da produção. A disponibilidade de branco aumenta um pouco face ao ano anterior, mas sem grande reflexo. O aprovisionamento está pois garantido, com estabilidade de preço.

O tinto tem um comportamento curioso, este ano produziu-se pouco. Um dia escrevo um livro sobre isso.

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Como indicado anteriormente, passamos a separar as vendas por segmentos em dois gráficos. Em cima o branco, confirmando os dados anteriores: vamos fechar o ano ligeiramente abaixo do ano passado, praticamente nos valores de há dois anos. Esta estabilidade nas vendas precisa de ser interpretada, pois consegue-se com uma ligeira descida no mercado nacional, compensada com o maior volume de exportações. Em si uma boa tendência, mas não esquecer que a maior parte das empresas estão apenas no mercado nacional ou exportam muito pouco. Deste modo, a descida em Portugal, compensada com um aumento na exportação traduz-se inevitavelmente numa concentração de quota a favor das empresas exportadoras.

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Nos restantes segmentos, mantemos a descida no tinto, já identificada em mapas anteriores. Como se verifica no mapa de stocks ( e ver a produção em baixo ), não há um lago de tinto, mas há uma tendência clara no mercado, a requerer atenção. Sobem o rosado e o regional, sendo que o crescimento do rosado vem de longe, é bem sustentado e por isso muito interessante.

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Em cima, na tabela, os dados da produção de 2011, já praticamente finais e que têm como fonte as declarações de Colheita e Produção entregues até ao fim de Novembro.

Produzimos um pouco menos branco que no ano passado. Esta discrepância leva-nos a repensar o sistema de previsão de colheitas, que tem hoje por base um questionário feito a técnicos da região e que pode claramente beneficiar de alguma evolução já a aplicar para 2012. No tinto perdemos alguma produção, o que evitou que se formasse um stock excessivo. Em 2011 coincidiram duas evoluções: a depreciação do Verde tinto, já de há vários anos, e a apreciação do mesa tinto. Abriram-se pois oportunidades de negócio, havendo pelo menos dois operadores da região com alguma dimensão que comercializaram vinho de mesa tinto logo no início da vindima.

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