terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Americanos no Vinho Verde


O reforço muito substancial do nosso investimento em promoção para o ano de 2012 e seguintes terá um efeito muito claro no mercado Norte Americano que bem se nota já pela agenda destes próximos meses: são muitas vindas cá de jornalistas, somelliers, importadores, a presença da região em provas nos EUA, o site americano, o Facebook, o Tumblr, enfim, uma série bem concertada de pontes para crescermos naqueles 50 Estados.

Tenho tido a feliz oportunidade de acompanhar vários Norte Americanos, que visitam a nossa região. Nos dois casos recentes, trata-de de gente que conhece muito de vinhos, que já viajou pelo mundo dos vinhos. São jornalistas e "formadores" que irão transmitir a nossa imagem naquele país.

Alguns apontamentos das visitas que temos feito com eles pela região:

  • a região é linda, facilmente o visitante é seduzido pela sua beleza natural. Um passeio a pé em Ponte de Lima, em Monção ou Amarante é um sucesso garantido. A ligação do vinho ao território e em particular às características únicas da nossa paisagem é uma alavanca de imagem ( e valor ) fabulosa;
  • em prova, os Alvarinho e os Loureiro surpreendem com muita facilidade. A região é conhecida sobretudo pelos vinhos mais standard, que representam o grosso do volume de negócio, pelo que os visitantes são agradavelmente surpreendidos com a prova de vinhos que desconheciam;
  • estas viagens são preparadas para dar a conhecer a nossa oferta de brancos, rosados e espumantes, mas não podemos evitar que os visitantes tenham curiosidade em conhecer o tinto. É uma curiosidade que se desvanece no momento da primeira prova.
  • É fundamental que os produtores tenham o domínio da língua inglesa. Não é arranhar: isso são os gatos. É falar fluentemente, é perceber as piadas e as pequenas subtilezas, é ser capaz de descrever a cor, o aroma e o sabor dos seus vinhos e debate-lo com o visitante. É, finalmente fazer perceber ao visitante a paixão que cada produtor tem no seu vinho e qual é o seu projecto de futuro. Na CVRVV começou há uma semana o primeiro curso de inglês técnico vitivinícola, uma orientação de formação em línguas que manteremos. Há uma ligação directa entre a capacidade de comunicação do produtor e o valor que o visitante dá ao seu vinho. Se o produtor não comunica bem, então não faz sentido receber visitas, mais vale enviar amostras directamente para o cliente;
  • Há que adequar a gastronomia ao vinho. Se o rótulo nos diz que este vinho acompanha bem com peixe e aves, então faz algum sentido organizar uma almoço de cabrito ?
  • Esqueça a tecnologia. O visitante já viu cubas melhores e maiores, já viu prensas mais modernas e não morre de amores para conhecer o seu sistema electrónico de controle de temperatura. Se dedicar mais tempo a mostrar a vinha, a contar a história única do seu projecto e a apresentar calmamente cada um dos seus vinhos, nem precisa de passar pela adega.
  • No fim da visita, algumas ideias:
    • dê-lhes o seu contacto e fique com o deles para lhes escrever depois a agradecer a vista e a oferecer mais informação; surpreenda-os enviando o mail logo de seguida, de modo a que eles o vão abrir ao fim do dia no hotel;
    • pense bem no que lhes vai oferecer. Cabe na mala ? é igual ao que todos os outros visitados vão oferecer ? um livro, um produto regional, um vinho ? se oferecer uma caixa de 6, é certo que eles a vão deixar no hotel.

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