terça-feira, 17 de julho de 2012

Vinho Verde: estatística em Junho

Vejamos então como estão os dados gerais no fim do primeiro semestre e quando se prepara já a vindima. Não temos ainda previsão de colheita, mas parece ser unânime que 2012 será menos abundante que 2011 foi em alguns pontos da região, o que não é mau de todo.

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O stock de branco está praticamente ao nível de 2011 na mesma data. Um pouco menos vinho branco, mas um pouco mais mosto. Desce o stock de tinto, mas não estamos em escassez. Talvez se consiga nesta vindima descolar o preço do granel tinto face ao granel de mesa tinto, o que já não era mau. O rosado não é muito, o stock diminui um pouco, sem especial significado.

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O mapa de vendas é mais expressivo mas começa com uma estranha ironia: chegamos a Junho com as vendas praticamente ao nível de 2011, isto à custa do aumento de vendas no tinto, 1 milhão de litros (!) que compensa a perda no branco. Sabendo nós que o tinto se vende quase totalmente no mercado nacional e sobretudo no mercado regional, como perceber isto ? talvez o facto preço ajude a entender pois que o tinto de mesa está a subir e o ciente pode escolher um ou outro independentemente do preço ?

Em valores totais, a região perdeu até Junho 1,5% de vendas. No branco descemos cerca de 4,5%, no tinto aumentamos 5%.

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Nos segmentos especiais, o rosé comporta-se muito bem, estamos 50% acima do ano passado, fruto não só do Muralhas e Casal Garcia que puxam pela categoria, mas também por muitas outras marcas com menor expressão mas que bem contribuem no seu conjunto. Já o escrevi e repito com gosto: o Vinho Verde é o líder nacional nos DOC rosados.

Nas castas, o Alvarinho e o Loureiro com comportamentos opostos. O Alvarinho perde 4% e o Loureiro cresce 6%.

No cômputo geral, o primeiro semestre não surpreende. A baixa total de 1,5% nas vendas não nos deve fazer esquecer a decomposição deste número quanto aos destinos. O mercado nacional desce, não muito longe da casa dos 10%, enquanto o mercado externo cresce muito consistentemente.

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