sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Observando a vizinhança

Comunicam os nossos vizinhos do Conselho regulador das Rias Baixas: "El Consejo Regulador de la Denominación de Origen Rías Baixas dio por concluida oficialmente la vendimia 2012. Se trata de una cosecha “escasa” en cuanto a cantidad, aunque excelente en cuanto a calidad con 17.567.877 kg de uva recogidos en las 4.048 hectáreas inscritas"

Temos pois um elemento interessante para o nosso debate interno sobre produtividade. A produção nas Rias Baixas foi este ano de 4,3 toneladas/hectare.

3 comentários:

JPedro Araujo disse...

E por cá querem 13T/ha. Ok.

Manuel Pinheiro disse...

Joao Pedro, muito obrigado pelo comentário. Nota que produções médias não são máximas. A nossa média é muito próxima da Galega. E calculo que as máximas também o serão. O que nós temos, isso para mim é claro, é uma média muito baixa fruto de uma viticultura muito ineficiente.

Um segundo comentário. Este sábado ouvi uma apresentação de setúbal pelo Jaime Quendera que disse várias coisas interessantes. A primeira é que naquela região, os viticultores exigem dos técnicos que as novas vinhas produzam mais de 12T/ha. Logo à partida.

E em segundo lugar uma coisa que ainda há dias ouvi tambem do Professor Rogério de Castro. É que não podemos continuar a dar de barato que quantidade significa perda de qualidade. Temos de almejar ambas.

Admito, é claro que a viticultura no caso de uma "Quinta" pode, se calhar deve, ter uma gestão diferente da que tem um viticultor que vende a totalidade para vinificação.

JP Araujo disse...

Caro Manuel,
Tens razão em relação ao destino das uvas na propriedade. Quem quer produzir uvas com qualidade para vinhos de grande qualidade sem artifícios "enológico" deve ter atenção ao rendimento por ha, mas com racionalidade.
Em relação ao Snr Prof Dr Rogério de Castro, os resultados dos vinhos dele bem demonstram o que diz(Sem mais comentários).