domingo, 21 de julho de 2013

O Verde tinto

Não há produto da região mais difícil do que entender o Verde tinto. Possivelmente por não ser um só produto mas um conjunto. Há um enólogo da região que tem uma frase curiosa: "o Verde tinto não tem preço - ou é tão bom que ninguém discute o preço ou tão mau que ninguém o compra.". E se é verdade que há tintos fabulosos que atingem preços elevadíssimos no mercado regional, temos porém um enorme lastro desigual que leva por exemplo a que o último artigo na CNN muito elogioso para os brancos, se refira ao tinto como "tastes like battery acid".

Leio sempre com muita prudência alguns exemplos de tintos "inovadores" que aparecem com parangonas na imprensa pois em geral são quantidades ínfimas que podem cair bem neste ou naquele jornalista mas que não têm qualquer efeito estatisticamente relevante.

A produção de tinto vai continuar a descer pois as reconversões estão a ser feitas esmagadoramente para branco e a produção crescente de rosado está a absorver mais uva.

O quadro seguinte mostra-nos a evolução das vendas de tinto nos útimos anos no periodo do primeiro semestre. As linhas representam os varios tipos de vasilhame.

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Como em tudo o que diz respeito ao tinto, também o quadro não é fácil de analisar.

Alguns apontamentos:
  • as vendas de tinto que este ano aumentam-no fazem-no à custa da garrafa de litro e do garrafão e não da 0,75. 
  • o tinto tem um mercado regional e de baixo preço com significado que é precisamente o que é servido pela garrafa de litro e pelo garrafão;
  • não há qualquer sinal consistente de inversão de queda nas vendas de tinto engarrafado.

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