terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Exportações até Outubro


Este é o mapa até Outubro. Dispensa comentários. A ser assim, fecharemos o ano com o nosso recorde de exportações batido mais uma vez. Isto merece uma foto !




segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Vendas em Novembro

Estamos a terminar um ano que nos pode e deve encher de orgulho. Isto por um motivo simples. É que temos um mercado nacional dificílimo, onde perdemos vendas, mas fomos buscar à exportação o mercado de que precisávamos. O Vinho Verde sempre foi um vinho exportador mas em 2014 estamos a afirmar isto como talvez nunca antes o tivéssemos feito: o país atravessa grandes dificuldades no retalho alimentar e no meio disto nós aumentamos vendas. Começo a acreditar que bem antes do fim da década vamos chegar aos 50% de exportação.


As vendas de branco crescem sustentadamente, embora sem que justifiquem grande foguetório. Esta linha suporta-se sobretudo na exportação, como verá, e sobretudo no primeiro semestre, sendo que o segundo foi mais discreto.

A verdade porém é que estamos a trabalhar com um stock baixíssimo: à boca da vindima praticamente não havia vinho, pelo que pouco mais se poderia ter vendido.


No tinto e rosado, o mapa que já vínhamos assistindo. O tinto sem grande alteração e o rosado continua a crescer de forma admirável. A continuar assim, mais dois anos e vendemos tanto rosado como tinto.

No plano de actividades para 2015 temos um projecto para questionar e repensar o tinto. E não é nada cedo para o fazermos.


Nos restantes segmentos, nada de novo face aos meses anteriores: aumentamos vendas em todos os produtos.

O Loureiro afirma-se, é a casta com maior encepamento na região, e o varietal mais vendido e segue de vento em popa. O Alvarinho cresce. Cresce no DO, no IG e cresce no Minho branco, que aqui não aparece identificado mas no qual grande parte são os lotes de Loureiro-Alvarinho e Trajadura Alvarinho.

Todos este segmentos crescem, todos crescem mais do que o VV branco do primeiro mapa e todos tem um PVP médio superior aquele. Bons sinais pois, a região ganha valor num ano em que não tem volume para vender.

Terça-feira, exportações: um aumento de 15% para o melhor ano de sempre.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Stocks em Novembro

Há bastante tempo sem escrever, ora por não conseguir colocar o trabalho em dia, ora por haver assuntos ( ex. Alvarinho ) que prefiro não abordar aqui, vou tentar nas próximas semanas emendar a mão e colocar artigos com maior periodicidade. Obrigado aos reclamantes: é bom saber que alguém lê esta página !

Dados de Novembro, que apresentei ao Conselho Geral há poucos dias.

O mapa de existências, abaixo, conta já com as DCP's fechadas que, sem surpresa, revelaram uma baixa de produção.


O único valor de gera alguma preocupação é o branco ( a somar ao mosto branco ) pois o stock não é nada elevado. Como é habitual alerto, sobretudo os colegas de comentário mais precipitado, para que é preciso saber onde se encontra este vinho. Veja o mapa seguinte.


O que se conclui é pois que o volume existente na produção é muito baixo uma vez que está repartido por, pelo menos, 10.000 pessoas. Fui analisar os mapas de igual data nos últimos três anos e constato que o volume de vinho feito pelos produtores individuais diminui significativamente. Não é um movimento sazonal, é uma tendência muito clara.

Ou seja, há uma concentração cada vez maior na operação da vinificação e o negócio tradicional de alguns armazenistas que levantavam pequenos lotes de vinho na produçao é cada vez mais limitado.

Por um lado, claramente melhoramos a qualidade da vinificação e somos mais competitivos no que se refere ao custo de vinificar pois este tem enormes economias de escala. Por outro,  a produção é um momento ainda mais determinante para o negócio. Quem vinificou ou garantiu fornecimentos está mais protegido; quem não o fez, irá encontrar um mercado de granel muito mais concentrado e naturalmente mais exigente em preço.

Amanhã, as vendas...


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Vendas até Setembro

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Aqui esão os mapas de vendas acumuladas aé Setembro. Como é habitual neste período, não coloco os stocks pois começam a ser influcenciados pelas DCPs. Colocarei o stocks pós vindima já com as DCP's incluídas, no início de Dezembro.

O mapa de branco é positivo ( tendo em conta o clima económico que vivemos ) registando um aumento de vendas de 3,2%. Note que, se comparar este texto com os anteriores, mantemos o aumento de vendas embora com menos expressão, o que nos indica que o crescimeno foi mais forte no primeiro semestre e tem-se vindo a diluir ao longo do ano. Estamos sempre a falar de crescimentos acumulados comparados ano a ano, pelo que a sazonalidade está descontada.


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O segundo mapa refere-se aos tintos e rosados. A tendência é a que vimos verificando, embora com maior expressão no rosado nos últimos meses. A manter-se esta tendência, é impressionante a evolução do rosado que, em breve, igualará o tinto em vendas.

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O último mapa apresenta-nos os restantes brancos, um conjunto de tendências que já se foram consolidando ao longo do ano. O Loureiro tem as vendas estáveis, sendo o segmento de maior relevo neste universo.

O Alvarinho cresce. Não há uma marca ou produtor cujos negócios expliquem só por si esta evolução. Diria que a polémica em redor da casta teve um efeito comercial positivo. As dezenas de artigos publicadas na comunicação social regional e sobretudo nacional afirmaram o Alvarinho como um vinho de excelência e isso teve um efeito positivo nas vendas, seja de Alvarinho DO, seja de IG. Ambas a crescer muito bem.

A última categoria é a do IG Minho, que esconde afinal uma questão essencial: os lotes com Alvarinho. É este segmento o que está a fazer crescer a categoria. Dentro de dias iniciaremos a segunda ronda de negociações para procurar soluções consensuais para a questão Alvarinho e espero vivamente que estes números sejam tidos em conta.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

OE 2015: cerveja ataca o Governo

Não é a primeira vez que o fazem e não é a primeira vez que o fazem com esta dureza. Já se tornou uma birra anual: de cada vez que sai uma proposta de OE, a associação dos cevejeiros vem toda janota criticar o Governo por não aumentar os impostos do vinho. É que, podiam argumentar com os valores do secor cervejeiro, os impostos que já pagam, os postos de tabalho que criam, mas não. O ponto forte da argumentação é que o vinho devia pagar mais impostos. Todos os anos a mesma lenga lenga e 2014 não é excepção.

Leia aqui o que dizem as cervejeiras.

Calculo que se juntem, tristes, ao fim do dia a beber uns finos tépidos e uns tremoços carregados de sal e a congeminar comunicados para ver se convencem o Governo a aumentar os impostos dos outros.

Quanto à opinião que as cervejeiras têm do vinho, são bem esclarecedoras as palavras do anterior presidente da Unicer, Pires de Lima, citadas pela Rádio Renascença "O vinho dá emprego a toda a gente, as empresas de vinho são todas umas pobrezinhas. Todos eles precisam de ser ajudados, protegidos, acarinhados, amamentados – quer dizer, nunca mais crescem!"

João Abecassis vai no mesmo sentido, ao que parece.

E de que se queixam as cervejeiras ? queixam-se de suportar um imposto de 7 centimos por litro de cerveja. Sim, é disso que se queixam, mais concretamente queixam-se de suportar 1,4 centimos de imposto por cada mini.

Já agora, de acordo com o Público, no fecho de 2013 a Unicer registou vendas de 460 milhões de euros e teve um resultado líquido de 27 milhões de euros.

Eu não quero que aumentem os impostos das cervejas nem os de ninguém Não vivo nem me alegro com o mal alheio. As cervejas são um negócio sério, gera valor e emprego, e por isso devem ter condições de competitividade. Esta consegue-se com menos impostos e não agravando a carga fiscal das restantes empresas.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

RTP: a Verdade do Vinho no Vinho Verde

Agendar: amanha, 14 de Outubro pelas 22:48 horas, encontramo-nos com a RTP 2 para a Verdade do Vinho.

Todas as semanas a RTP leva-nos por uma viagem de sabores e aromas ao longo do país com a Sónia Araújo e o Luís Baila. Esta semana, os Vinhos Verdes.




sexta-feira, 10 de outubro de 2014

José Afonso Pinheiro


Gosto de Monção e Melgaço, vou lá com frequencia, onde reencontro amigos, boa gastronomia, bons vinhos e ar puro. Este verão, estava a polémica do Alvarinho ao rubro lá fui eu com uns amigos almoçar, desta vez ao D Maria.

Porque a polémica do Alvarinho estava de facto quente nessa altura, não me surpreenderia se tivesse algumas reacções mais frias ( como vim a ter mais tarde de gente que aliás não produz vinho ).

O que se passou fica-me na memória. Entrei na sala do restaurante e vi o José Afonso Pinheiro, que se levantou da mesa onde estava, me deu as boas vindas a Monção e me disse logo que já que ali estava iria provar o vinho da sua produção. Ele sabia que o momento não era fácil mas que as relações entre as pessoas estão num nível diferente do debate das ideias, por muito duro que este seja,

O vinho tem destas coisas. É um negócio de pessoas, de Mulheres e Homens, é um negócio ligado ao território, é um negócio de paixões.

Lembro-me que o José Pinheiro, então Grão Mestre da Confraria me dizia que era preciso documentar quais os mercados de exportação e perceber como crescer em cada um destes, em vez de perdermos o tempo com discussões. Não mo disse no meio de polémica nenhuma. Por acaso sei a data exacta em que ele me disse isso, 13 de Junho de 2009 por ocasião da visita do Ministro da Saúde do Brasil, o Monçanense José Gomes Temporão, à sua terra natal. Se a região lhe tivessa dado ouvidos à data, talvez hoje estivéssemos a discutir outras coisas.

No dia em que a Região fez 106 anos havia no Porto cerimónias comemorativas, que me impediram de estar em Monção.

A vida.
Sempre que for ao D. Maria hei-de pedir Alderiz.

( foto: FB "Alvarinho-Monção e Melgaço" )


terça-feira, 7 de outubro de 2014

Custos na viticultura


Conversa muito interessante com um viticultor que, de Excel em punho, me provou que este ano teve um custo médio de produção de 23 centimos/kg para uma produção de 9 toneladas/hectare. Contou com todos os bens e serviços excepto amortização do terreno e instalação.

Um número muito abaixo do que esperava e certamente bem mais baixo do que será a média da região. O valor mais frequente é de 35 a 38 centimos/quilograma.

Uma constatação que faço repetidamente e que me parece incompreensivel é o número de viticultores ( aqui incluo também engarrafadores ) que não dispõem de uma conta de custos rigorosa que permita determinar o custo de produção de cada quilograma de uva.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A vindima: ponto da situação


Cá estamos, com os brancos já muito avançados, talvez um pouco para entegar no vale do Sousa, e os tintos em pleno. E o tempo voltou a piorar...

A vindima de 2014 começou com 7 a 10 dias de adianto face à anterior. Do acompanhamento que temos feito às 50 maiores empresas e adegas vinificadoras que representam no conjunto cerca de 86% do volume da região, dispomos do seguinte apontamento quanto ao vinho branco:


  • produção deste universo em 2013 no fecho da vindima, 39M litros
  • produção deste universo a 4/10/2014, 30M litros.

Recordamos a previsão de produção do IVV, segundo a qual haverá uma baixa de cerca de 10% da produção. Não é fácil avançar números finais, pois os resultados das vinhas são muito díspares, por exemplo a EVAG teve uma ótima produção mas há muitos colegas com produções substancialmente inferiores.

Este ano é isto. Já merecemos um grande ano de uvas para compensar o que temos penado nestas últimas vindimas.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

"A verdade do vinho" na RTP 2


Não podíamos estar em melhores mãos. Sónia Araújo e Luis Baila atavessam o país, vinha a vinha e pova a prova. A "Verdade do Vinho" é o novo programa da RTP2 que nos vai levar a conhecer os vinhos, as regiões, os enólogos e enólogas e os mil e um aspectos mais curiosos e mais divertidos do vinhoPotuguês.

Apontar: na RTP 2, a partir de 30 de Setembro. ( logo que saiba o horário aviso ! )

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Controlo da vindima

Como é habitual, temos na região um programa específicio para garantia da qualidade e rastreabilidade das uvas e mostos da vindima que os produtores preenderão certificar como Vinho Verde.

Ao contrário do que por vezes ouço comentar, a região pode e deve orgulhar-se do sistema de controlo que foi sendo desenvolvido ao longo dos anos. A diferença de preço entre o granel da região e o granel de mesa, bem como a diferença de preço entre as uvas brancas da região e as suas congéneres do resto do país demonstra bem que o mercado não é aberto, bem pelo contrário.




O programa de controlo da vindima foi apresenado ao Conselho Geral em Julho passado e o relatório de avaliação será apresentado em Dezembro, como é habitual.

A imagem acima representa as acções principais em curso.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Em cima da vindima: stocks, previsões e... chuva

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A VINDIMA

Cá estamos em cima da vindima e à chuva. É o segundo ano consecutivo em que o S Pedro nos faz uma destas.

A tabela acima é reprodução do documento do IVV. Se quiser ler o texto completo, encontra-o aqui.

A previsão para a nossa região é fundamentalmente coincidente com os números da CVRVV e aponta para uma colheita ligeiramente inferior à do ano passado, algo próximo de 71M litros na totalidade da produção. Não é um ano fabuloso. Se correcta a previsão, iremos repor stocks e não mais.

Já vou tendo algumas vindimas e já me habituei que ninguém concorda com as previsões oficiais. Quando há aumento, ouço à boca cheia que vamos ter mais 30 ou 40% e que vai se um dilúvio de vinho. Em anos como este diz-se o contrário: que não haverá uvas, que vai ser uma inflação horrível. Cada pessoa tem a sua visão pesosal, das suas vinhas ou até os seus interesses. Naturalmente há quem tenha interesse em inflaccionar ou deflaccionar o preço da uva. Há porém duas verdades que não vale a pena discutir: a previsão na nossa região é feita após inquérito a 50 técnicos ( este ano foram 49 ) e tem portanto uma base alargadíssima e, não menos importante, nos últimos anos a previsão tem-se mostrado muito próxima do resultado final.

Eu aceito como boa a opinião dos técnicos. E sendo assim será uma campanha curta. Curta mas a região se Deus quiser não acaba em 2014 ( embora aqui suspeite que há alguma dissonância entre Deus Nosso senhor e o S Pedro, encontrando-se este recentemente na oposição ).

OS STOCKS

A campanha curta não é ajudada por um stock que também não é generoso. Veja o quadro seguinte. 


Uma obsevação aqui quanto ao branco. Estive a estudar em detalhe o stock e onde se encontra. A maior parte ( 18M ) encontra-se já nos engarrafadores, pelo que dificilmente circulará. E os 2M litros que estão na produção encontram-se repartidos por 7000 produtores, pelo que não é ecomómico ir busca-los.

Temos pois que o stock, está lá mas não vai gerar negócios. Quem se queira abastecer em quantidade tem de ir à vindima.

O CONTROLO DA VINDIMA

amanha ...

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Preparar a vindima: stocks em Julho

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A pouco mais de um mês da vindima, este é o mapa dos stocks. Dois pontos a salientar. Por um lado a baixa gradual do stock de brancos, a que se deve somar a baixa do stock de mosto branco.

Por outro, o aumento do stock de rosado. É certo que o stock disponível deve ser analisado face ao volume de negócio, mas de notar que o stock tem aumentado bem mais do que este negócio. Conforme verá no mapa de vendas que publicarei nos próximos dias, o stock de rosado aumenta 69% enquanto as vendas aumentam 38%. Seja como for é uma ótima oferta que certamente ajuda a valorizar uvas tintas que, de outro modo, não encontrariam mercado através dos tintos tradiconais.

terça-feira, 22 de julho de 2014

IVV distribui direitos de plantação

Devem da entrada no IVV - Instituto da Vinha e do Vinho até 30 de Agosto as candidaturas para o direitos de plantação referentes a 1640 hectares provenientes da reserva nacional.

Salvo caso dos jovens agricultores, as candidatuas devem ser apresentadas para áreas enre 1 e 5 hectares. A atribuição dos direitos terá um custo de 300 euros por hectare.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Hoje há 80 anos


A imagem data de 4 de Julho de 1934, faz hoje 80 anos, e apresenta os membros da Direção do Grémio do Minho, atual Casa do Minho, em Lisboa, e da Comissão organizadora da Semana dos Vinhos Verdes.

Na foto identificam-se Francisco da Conceição Rosa, José Augusto da Cunha, Prudente da Rocha, Engenheiro Raul Dantas, Engenheiro Luís Cincinato Cabral da Costa, José de Azevedo, Álvaro de Lacerda, Pedro Bandeira, Ernesto Ferreira e Dr. Francisco Veloso.

Fonte: Arquivo Nacional da Torre do Tombo citada pelo Blogue do Minho, cujo texto reproduzo.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Vinho Verde: vendas em Maio

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As vendas até Maio. Levamos 370.000 litros de avanço ( 2,3%) face a 2013, o que não é nada mau. Reuni na semana passada com vários produtores que sentiram no mercado nacional o efeito do péssimo tempo, sabendo-se que as nossas vendas crescem muito bom a chegada do bom tempo. 



Elaborei este gráfico de detalhe para compararmos tinto e rosado pois realmente há aqui um padrão que importa ter em conta e nem eu me tinha dado conta de como a aproximação do rosado ao tinto está a ser tão rápida. Naturalmente que o rosado é muito puxado pelo Muralhas e pelo Casal Garcia mas hoje temos já largas dezenas de marcas com oferta em rosado. Fui rever o nosso top de vendas 2013 e, do top 10, cinco marcas têm rosado.



O loureiro desce um pouco, mas sem grande significado. A subida do alvarinho é muito interessante. Sugerem-me que o debate público sobre alvarinho que tem sido feito ajuda nas vendas. Duvido. A verdade porém é que estamos com um aumento de vendas que se vem manifestando muito consistente mês após mês. É um bom sinal.


O mapa do IG Minho é também bastante bom. Como sabemos, o que está a movimentar as vendas do segmento em branco são os lotes com alvarinho, a que se soma o próprio alvarinho..

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Vinho Verde: stocks em Maio

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Começamos a semana com a análise dos dados de Maio. Os stocks mantém a tendência dos meses anteriores. No branco temos um pouco menos vinho e um pouco mais mosto. É menos do que nos últimos dois anos mas em 2008 estávamos abaixo.

O sinal positivo é que o granel está bastante valorizado e assim faz chegar um bom rendimento ao produtor. Tanto ouço em críticas à nossa região ( geralmente de quem está cá dentro ) e raríssimo é ver testemunhada esta realidade que os números afirmam: o granel de Vinho Verde está a ser vendido a valores que geram uma rentabilidade claramente interessante para o produtor, ou pelo menos o produtor cuja estrutura de custos é competitiva.

Nada de especial a assinalar nas restantes categorias, podemos encarar o resto do ano com confança. Assim a meteorologia ajude, o que este ano não se afigura simples...

Amanha os dados de vendas.

domingo, 1 de junho de 2014

Os melhores Vinhos Verdes 2014

Se não pode articipar nesta festa do Vinho Verde, ou se esteve e a quer recordar, aqui fica o programa do Porto Canal.


sábado, 17 de maio de 2014

Apareceu na CVRVV


Um produtor de Vinho Verde chegou para uma reunião nesta lindíssima Lambretta 150. Se é produtor de Vinho Verde, é certo que tem bom gosto no vinho, mas no transporte que bela surpresa !

quinta-feira, 15 de maio de 2014

terça-feira, 13 de maio de 2014

João Geirinhas sobre o Vinho Verde

Porque comentários seriam desnecessários reproduzo, com orgulho, o texto que acabo de ler no Facebook do João Geirinhas.


Consumo de álcool per capita


Apanhei isto na net e já o vi publicado pelo Dinheiro Vivo. É um mapa da Organização Mundial de Saúde pelo que, aparentemente, credivel. E é mau. Para nós muito mau.

O alcoolismo é péssimo para nós. O consumo moderado e responsável é uma base esencial para  desenvolvimento do sector.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Vinho Verde: vendas em Abril

Vejamos o acumulado de vendas a Abril comparado com os dois anos anteriores para o mesmo período.

O branco, em baixo, está bastante robusto: o aumento face a 2013 é de cerca de 3,5%. O gráfico não o revela, mas é um valor que beneficia mais das exportações do que do mercado interno que não dá ainda grandes mostras de retoma. Por referência ao texto anterior ( os stocks ), diria que o aumento de vendas a manter-se neste ritmo não será limitado pela disponibilidade dos stocks. Note que no gráfico a linha apresenta uma inclinação de quase 45º mas realmente sobrestima o aumento.

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Nos restantes segmentos nada de inovador. Claramente procisamos de saber ler ( e reagir ) aos números do tinto, por muito que o rosado nos anime na certeza de que identificamos uma nova e promissora linha do negócio.

O Loureiro e o Alvarinho, as castas com maior presença nos varietais comportam-se de forma positiva, o que é excelente num ano em que o mercado nacional está muito sensível ao preço.



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Por último, o quadro que passei a incluir em 2014 pois o IG Minho está claramente a ver alterada a sua posição no mercado. Em baixo as vendas de branco e de Alvarinho, ambas relativas apenas ao vasilhame de 0,75 litros.

Vale a pena reflectir sobre estes dados até na perspectiva do debate sobre Alvarinho em curso na região, em duas dimensões.

Por um lado porque a venda de Minho Alvarinho aumenta. Até abril colocamos no mercado 134.000 litros de Alvarinho Minho e 331.000 litros de Alvarinho DOC. Tendo em conta as taxas de crescimento respectivas, no fim do ano o Alvarinho IG vai representar metade do Alvarinho DOC.

Por outro pois que o aumento de vendas do Minho branco é motivado sobretudo pelos Alvarinho Loureiro que são vendidos por este segmento.

E tudo isto com a lei actual, a tal que se quer manter intocada. A ponderar a quem serve manter tudo como está...

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quarta-feira, 7 de maio de 2014

Vinho Verde: stocks em Abril

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Aqui estão os stocks em Abril. A medida que o ano avança temos motivos de alguma serenidade. O stock é justo mas não estamos perante a escassez que alguns anunciavam ( para valorizar o ganel, porventura...).

Os números são claros: dispomos de práticamente do mesmo vinho do ano passado. No branco somado ao mosto branco temos 1 milhão de litros.

Onde está este branco ? Veja na tabela em baixo.

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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Alvarinho na Assembleia da República

Nada tenho escrito aqui sobre o Alvarinho, embora esteja a decorrer desde Dezembro último um debate na região sobre as suas regras de produção e rotulagem. É um assunto importante.

Entretanto fez-se um debate no Conselho Geral, constituiu-se e reuniu uma comissão técnica, fizeram-se debates nas autarquias, houve notícias de jornais, alguns discursos mais ou menos inflamados.

Não tenho escrito, não é por me faltarem as teclas, mas tão só porque a CVRVV e o seu presidente devem ter uma posição clara que é a de facilitar o diálogo, estabelecer pontes e reafirmar a capacidade da região em resolver os seus próprios problemas. A CVRVV deve ser um interlocutor leal e credível para todos, identificando denominadores comuns e não ateando fogos. Ter uma noção de rumo e não se assustar com cada onda.

Só por isso não escrevi nem o farei tão cedo. Mas fa-lo-ei.

Entretanto, aqui ficam os vídeos do debate do passado dia 2 na Assembleia da República, data em que se analisaram duas propostas de resolução ( do PSD e do PS ) com textos muito próximos, sendo que ambas defendem a manutenção do status quo legal no que ao Alvarinho diz respeito.

As votações terão lugar dentro de dias.

Intervenção do PSD, Carlos Abreu Amorim

Para abrir clique aqui.

Intervenção do PS, Jorge Fão



Intervenção do CDS, Abel Batista


Abel Baptista intervém sobre proteção da designação "Vinho Verde Alvarinho" from cdspp on Vimeo.

Intervenção do PCP, João Ramos



Intervenção do BE, Luis Fazenda

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Stocks e vendas em Março

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Venha aí um bom ano de vinho e seremos todos felizes. Se vier uma baixa produção, teremos um problema em mãos. As disponibilidades são suficientes mas à justa. Ironia é que ainda há algum vinho na produção ( a bolsa do vinho está com 14 páginas de listagem de vendedores ! ) mas trata-se de lotes muito pequenos ( inferiores a 2.000 litros na maior parte dos casos ) pelo que não é económico recolher tal vinho na produção. Se estes produtores que ficam com uma ou duas pipas em casa se entendessem ou se entregassem/vendessem uvas, já tinham sido pagos e teriam menos um problema em mãos.

A fragmentação dos produtores de uva é uma inevitabilidade que decorre da fragmentação fundiária. Pelo contrário, a pragmentação dos produtores de vinho é perfeitamente desnecessária e só decorre da vontade de cada um

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Três meses decorridos no ano e estamos com um aumento de 7,8% nas vendas de branco. É cedo, claro, e ainda há muito mês para percorrer, mas o ano começa muito forte.

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 O IG Minho acompanha a tendência de aumento do Verde. Neste caso contamos apenas com a garrafa 0,75 para expurgar o efeito da venda a granel que é possível no Minho. Note que o gráfico é animador mas os volumes ainda são pequenos.

Seja como for, a tendência é clara e traduz uma alteração estrutural face ao que vínhamos vendo em anos anteriores: há indiscutivelmente novidades na oferta e no mercado do reguinal Minho.


Nos restantes segmentos as notícias são em geral positivas, estamos estáveis no tinto e muito positivos ns restantes produtos, novamente sublinhando o rosado que está muito consistente, gradualmente a valorizar mais uvas tintas.

Este mapa de Março é um gosto de ler. Aver o que nos reserva o resto do ano.

sábado, 5 de abril de 2014

Preços no mercado Inglês de vinhos

Um par de imagens muito interessantes sobre a estrutura de preços no mercado britânico de vinhos.

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E também esta.

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Pode ler o artigo completo aqui. O texto tem ligações para outros textos sobre o mesmo assunto.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Gatão: o Vinho Verde tinto

O Vinho Verde tinto é o rei em Gatão, uma linda freguesia em Amarante, rendilhada de pequenas vinhas, casas agrícolas e estradas pitorescas.

A junta de freguesia local decidiu valorizar o Vinho Verde, requalificando a escola primária, hoje desactivada, que passa a ser o Centro Interpretativo do Vinho Verde. Uma casa do vinho, onde se fazem provas, formação, apresentações de vinhos e debate. A PROVIVERDE, associação dos produtores daquele concelho é uma das principais animadoras do espaço.


quarta-feira, 2 de abril de 2014

EVAG: formação viticultura

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Dia de trabalho na EVAG na próxima sexta-feira sobre viticultura, aberto a todos os produtores e técnicos. Veja o programa: ainda a tempo de se inscrever !

terça-feira, 18 de março de 2014

Bolsa do Vinho Verde


A imagem acima é um excerto da página de classificados do endereço Winebusiness.com da qual fui buscar a ideia para a nossa Bolsa do Vinho Verde. Esta página de classificados é muito simples, anuncia vinho a granel e uvas para venda, sobretudo na Califórnia, e os respectivos preços. Para consultar, clique aqui. Vale a pena visitar e ver como está por lá o vinho e as uvas na época da vindima. Há muito boa gente que ficará surpreendida com os preços que lá se praticam. Por exemplo hoje está uma partida de 49.000,00 litros de Sauvignon Branc 2013 à venda por 1,7€/litro.

A nossa Bolsa do Vinho Verde teve por objectivo dar liquidez ao mercado de granel (passe o pleonasmo !). Na região temos mais de 15.000 produtores de vinho que vendem pequenas quantidades a granel. Há uma pirâmide de negócio que faz com que inumeras pequenas produções se vão juntando em operadores de granel e acabem nas poucas grandes empresas que fazem compras de granel para engarrafar. Somos, de longe, a região do país que mais movimentos destes tipo gera, anualmente mais de 20.000. Temos mapas mensais de movimentos. Só em Fevereiro por exemplo circularam da produção para o engarrafamento 409.000 litros de branco e 137.000 de tinto. E neste mês estivemos a controlar todos os trânsitos: foi mesmo trânsito de vinho !

A ideia era simples: havendo uma bolsa, os produtores teriam mais facilidade de valorizar e mais mercado para colocar a sua produção e os compradores teriam mais facilidade em descobrir o vinho na teia de milhares de pequenos produtores.

E sim, a bolsa conseguiu resultados, há lotes que entram e saem a cada semana. Como é habitual na nossa terra, há a maledicência do costume, mas os números são claros: há lotes que sistemáticamente entram no mapa e saem uma ou duas semanas depois. Passo a passo, a Bolsa ganha posição como pólo de negócios.

Deparamos agora com dois problemas curiosos e difíceis de resolver.

O primeiro é demonstrativo da estrutura empresarial com que nos defrontamos: a maor parte dos lotes são de bem menos de 5.000 litros. O mínimo que aceitamos é de 1000 litros mas há produtores que pedem e insistem para incluirmos na lista os seus lotes com apenas algumas centenas de litros. Lotes tão pequenos nunca encontram mercado. É economicamente inviável ir levantar 300 ou 400 litros. Inevitavelmente venderão ao desbarato ou deitam fora e depois são tentados a transaccionar o saldo. Depois por esta impossibilidade: é que há na região milhares de pessoas a produzir vinho ( sim, vinho e não apenas uvas ), a maioria das quais sem condições de qualidade que lhes permitam colocar no mercado de granel um produto aceitável. Pergunto se não faria mais sentido a esmagadora maioria destes limitar-se a produzir uvas, vende-las e parar aí a intergração do seu negócio. No que à bolsa diz respeito, convenço-me cada vez mais que temos de aumentar ( e não diminuir ) o lote mínimo. De nada vale ter 15 páginas de lotes para venda se poucos destes são acima de 2000 litros...

O segundo é que de facto há pouco vinho na produção este ano. Para aumentar o número de lotes disponíveis, estamos a escrever e a telefonar aos produtores que têm vinho em casa para venda. Portanto produtores não engarrafadores. Ora, ao elaborar a lista para os contactar concluimos que a região só tem 34 produtores com mais de 10.000 litros em stock; e 117 com mais de 6.000 litros. Ou seja, há pouco vinho na produção. Os volumes grande estão nas cooperativas e já no comércio engarrafador.

Valha-nos o S. Pedro para 2013 !

Para conhecer a lista actualizada da bolsa clique aqui ( demora um pouco a abrir )

segunda-feira, 17 de março de 2014

Vendas e stocks no fim de Fevereiro

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Vamos a ver como evoluem os stocks ao longo do ano. A imagem de Fevereiro ainda não permite grandes conclusões. Veja a este propósito o texto anterior.

O preço do granel está confortável para a produção. O granel de Vinho Verde é hoje um dos mais valorizados da península. Mais um motivo para que haja um forte empenho da região no investimento vitícola. Claramente precisamos de ter mais produtividade na vinha, levando assim mais rendimento ao produtor, sem que se aprecie o preço da matéria prima. É ver a quanto se paga o vinho em redor da região e este argumento fica muito claro...

Amanha publico um texto sobre a bolsa do vinho e os problemas de escoar a pequena produção.

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O mapa de vendas de branco é uma delícia de contemplar ! Sejamos porém prudentes, estamos em Fevereiro, a base de comparação é curta. E mau era que a região passasse o ano com aumentos destes: não haveria produto !


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O mapa dos restantes segmentos ( acima ) deve ser lido com a mesma prudência do primeiro. Claro que é muito bom ver o Alvarinho a aumentar 20% e o rosado a aumentar mais ainda. Se esta tendência se mantiver lá para Maio/Junho, então já serão dados muito sólidos.

Um caso curioso é o mapa seguinte que elaboro pela primeira vez. Ao contrário do Verde, aqui considero apenas a garrafa 0,75 litros para eliminar o efeito do granel, que é autorizado no Minho. E, dito isto, o resultado de vendas é este !

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quarta-feira, 5 de março de 2014

Análise dos stocks

A propósito de uma reunião de viticultores a decorrer esta tarde estive a analisar com alguma calma os stocks nos últimos anos influenciado até pelas notícias recorrentes de que não há vinho disponível no mercado de granel. Não vou reproduzir os mapas de vendas, que encontra em textos anteriores.



As existências estão de facto mais baixas a 31/01, sobretudo tendo em comparação os últimos dois anos. Note porém que se considerar o branco e o mosto branco como uma só unidade, as existências são bastante estáveis, aliás a tendência deste periodo é de crescimento e não de decréscimo.

Para tentar perceber melhor esta queixa de falta de produto fui analisar, para o branco, a diferença entre stocks e vendas.

O gráfico é um pouco manhoso ( leia-o com tolerância ) mas ajuda-nos a aprofundar um pouco mais. A azul encontra o stock a 31/01 dos brancos, com a soma aritmética do vinho branco e do mosto branco presente nas adegas. A vermelho a venda de branco que se realizou nesse mesmo ano civil. Para 2014 estimei uma venda que seja 5% superior à de 2013. É um objectivo que não será fácil de alcançar e que por isso agrava a análise. O mapa permite-nos pois determinar se a 31/01 temos ou não stock suficiente para o ano.


Como é fácil de ver, este problema é recente mas não é novo. Veja que em 2008 a diferença entre o vinho disponível e o que se vendeu ao longo do ano é bem menor. É certo que este ano estamos perante um stock mais baixo que o de 2013 e esperamos vendas maiores. staremos na situaçao de 2009 mas ainda não na de 2008.

Tenhamos pois serenidade, não há um lago de vinho branco mas também não faltará sem se vai apreciar desparatadamente.

No quadro seguinte a evolução dos restantes produtos. Não surpreendem as evoluções. O Minho está a descolar no stock e está a descolar nas vendas. Já vimos em mapas anteriores. A menos que haja alterações nas regras do Alvarinho, vamos continuar a ver o Minho aumentar em volumes de vendas, sobretudo nos lotes Alvarinho-Loureiro e Trajadura. Algum deste vinho será excesso de rendimento por hectare mas não é significativo.



Quanto ao rosado, o que vemos é a evolução esperada, face ao crescente volume de vendas. A região, além de estar a reconverter tinto para branco, está a produzir mais rosado e menos tinto com as uvas de que dispõe.