quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Cartas no correio


O tempo muda, ainda bem, e nós todos vivemos essa mudança. Vivemos todos, mesmo aqueles que aqui e ali hesitam em reconhece-lo como é natural. Hoje recebemos uma carta que me recordou este constante processo. Nada de especial no conteúdo, é uma entidade que solicita a cedência gratuita de uma sala na CVRVV para realizar uma cerimónia. A resposta será agradecendo a atenção mas recusando pois a capacidade pretendida ( 300 pessoas ) ultrapassa a nossa capacidade nas salas. Também não cederiamos gratuitamente, mas o problema não se coloca.

Se o pedido tivesse vindo por correio electrónico, o mais provável é que a resposta, simples, fosse dada no periodo de uma a duas horas após a recepção. Tenho por hábito ter o computador ligado e respondo tão rapido quanto possível sobretudo a assuntos simples como este.

Porém, certamente por deferência para com a CVRVV ( digo-o sem ironia ), o autor optou por outro meio, muito curioso.
 
Algém certamente terá pensado no que pretendia e introduziu essa mensagem num computador, sendo que deste descarregou para uma impressora, máquina que deposita tinta sobre papel, sendo que a tinta é depositada numa forma tal que se traduz em caracteres que são legíveis em língua Portuguesa. Assim se obteve a "carta", que foi depois assinada com uso a uma caneta de cor azul, após o que foi fechada num sobrescrito, devidamente encerrado.
 
Foi então estabelecido um contrato de transporte com uma empresa especializada no ramo, os CTT. Imagino que para este efeito alguém da empresa que emitiu a carta terá feito o transporte desta até às instalações dos CTT. Estes, com uma estrutura logística bem desenvolvida, transportaram a carta 300 kms até à estação dos CTT mais perto do nosso escritório.

Aqui ela foi empacotada com as restantes cartas destinadas à CVRVV e levantada ao início da manha por uma colega nossa que as trouxe até à Comissão. Chegadas às confortáveis instalações da CVRVV as cartas foram abertas uma a uma e registadas no sistema. Quando chegou a vez desta assim foi e, como eu me encontro fora, foi passada em scanner e enviada para mim por correio electrónico.

Abri a carta, percebi que a resposta era simples e enviei-a para o endereço de correio electrónico que se encontra no rodapé da carta.

Um minuto depois recebo uma mensagem de erro: o endereço está desactivado. E agora o que faço ?

Manda-se um estafeta a Lisboa ?

Uma alternativa é usar esse fabuloso meio de comunicação do século XIX inventado pelo Snr Bell ( ou pelo Snr Marconi, conforme a sua preferência ) e ligar para lá a perguntar qual é o endereço novo.
 
Não, não me passa pela cabeça fazer uma cartinha de resposta.
 
Bem, entetanto volto ao trabalho sério e isto fica para mais tarde, que tenho imensos mails em atraso.

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