sexta-feira, 9 de maio de 2014

Vinho Verde: vendas em Abril

Vejamos o acumulado de vendas a Abril comparado com os dois anos anteriores para o mesmo período.

O branco, em baixo, está bastante robusto: o aumento face a 2013 é de cerca de 3,5%. O gráfico não o revela, mas é um valor que beneficia mais das exportações do que do mercado interno que não dá ainda grandes mostras de retoma. Por referência ao texto anterior ( os stocks ), diria que o aumento de vendas a manter-se neste ritmo não será limitado pela disponibilidade dos stocks. Note que no gráfico a linha apresenta uma inclinação de quase 45º mas realmente sobrestima o aumento.

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Nos restantes segmentos nada de inovador. Claramente procisamos de saber ler ( e reagir ) aos números do tinto, por muito que o rosado nos anime na certeza de que identificamos uma nova e promissora linha do negócio.

O Loureiro e o Alvarinho, as castas com maior presença nos varietais comportam-se de forma positiva, o que é excelente num ano em que o mercado nacional está muito sensível ao preço.



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Por último, o quadro que passei a incluir em 2014 pois o IG Minho está claramente a ver alterada a sua posição no mercado. Em baixo as vendas de branco e de Alvarinho, ambas relativas apenas ao vasilhame de 0,75 litros.

Vale a pena reflectir sobre estes dados até na perspectiva do debate sobre Alvarinho em curso na região, em duas dimensões.

Por um lado porque a venda de Minho Alvarinho aumenta. Até abril colocamos no mercado 134.000 litros de Alvarinho Minho e 331.000 litros de Alvarinho DOC. Tendo em conta as taxas de crescimento respectivas, no fim do ano o Alvarinho IG vai representar metade do Alvarinho DOC.

Por outro pois que o aumento de vendas do Minho branco é motivado sobretudo pelos Alvarinho Loureiro que são vendidos por este segmento.

E tudo isto com a lei actual, a tal que se quer manter intocada. A ponderar a quem serve manter tudo como está...

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