sexta-feira, 10 de outubro de 2014

José Afonso Pinheiro


Gosto de Monção e Melgaço, vou lá com frequencia, onde reencontro amigos, boa gastronomia, bons vinhos e ar puro. Este verão, estava a polémica do Alvarinho ao rubro lá fui eu com uns amigos almoçar, desta vez ao D Maria.

Porque a polémica do Alvarinho estava de facto quente nessa altura, não me surpreenderia se tivesse algumas reacções mais frias ( como vim a ter mais tarde de gente que aliás não produz vinho ).

O que se passou fica-me na memória. Entrei na sala do restaurante e vi o José Afonso Pinheiro, que se levantou da mesa onde estava, me deu as boas vindas a Monção e me disse logo que já que ali estava iria provar o vinho da sua produção. Ele sabia que o momento não era fácil mas que as relações entre as pessoas estão num nível diferente do debate das ideias, por muito duro que este seja,

O vinho tem destas coisas. É um negócio de pessoas, de Mulheres e Homens, é um negócio ligado ao território, é um negócio de paixões.

Lembro-me que o José Pinheiro, então Grão Mestre da Confraria me dizia que era preciso documentar quais os mercados de exportação e perceber como crescer em cada um destes, em vez de perdermos o tempo com discussões. Não mo disse no meio de polémica nenhuma. Por acaso sei a data exacta em que ele me disse isso, 13 de Junho de 2009 por ocasião da visita do Ministro da Saúde do Brasil, o Monçanense José Gomes Temporão, à sua terra natal. Se a região lhe tivessa dado ouvidos à data, talvez hoje estivéssemos a discutir outras coisas.

No dia em que a Região fez 106 anos havia no Porto cerimónias comemorativas, que me impediram de estar em Monção.

A vida.
Sempre que for ao D. Maria hei-de pedir Alderiz.

( foto: FB "Alvarinho-Monção e Melgaço" )


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