quinta-feira, 16 de outubro de 2014

OE 2015: cerveja ataca o Governo

Não é a primeira vez que o fazem e não é a primeira vez que o fazem com esta dureza. Já se tornou uma birra anual: de cada vez que sai uma proposta de OE, a associação dos cevejeiros vem toda janota criticar o Governo por não aumentar os impostos do vinho. É que, podiam argumentar com os valores do secor cervejeiro, os impostos que já pagam, os postos de tabalho que criam, mas não. O ponto forte da argumentação é que o vinho devia pagar mais impostos. Todos os anos a mesma lenga lenga e 2014 não é excepção.

Leia aqui o que dizem as cervejeiras.

Calculo que se juntem, tristes, ao fim do dia a beber uns finos tépidos e uns tremoços carregados de sal e a congeminar comunicados para ver se convencem o Governo a aumentar os impostos dos outros.

Quanto à opinião que as cervejeiras têm do vinho, são bem esclarecedoras as palavras do anterior presidente da Unicer, Pires de Lima, citadas pela Rádio Renascença "O vinho dá emprego a toda a gente, as empresas de vinho são todas umas pobrezinhas. Todos eles precisam de ser ajudados, protegidos, acarinhados, amamentados – quer dizer, nunca mais crescem!"

João Abecassis vai no mesmo sentido, ao que parece.

E de que se queixam as cervejeiras ? queixam-se de suportar um imposto de 7 centimos por litro de cerveja. Sim, é disso que se queixam, mais concretamente queixam-se de suportar 1,4 centimos de imposto por cada mini.

Já agora, de acordo com o Público, no fecho de 2013 a Unicer registou vendas de 460 milhões de euros e teve um resultado líquido de 27 milhões de euros.

Eu não quero que aumentem os impostos das cervejas nem os de ninguém Não vivo nem me alegro com o mal alheio. As cervejas são um negócio sério, gera valor e emprego, e por isso devem ter condições de competitividade. Esta consegue-se com menos impostos e não agravando a carga fiscal das restantes empresas.

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