quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

João António Cerdeira






Na guerras do século XIX e anteriores, uma das pessoas mais importantes num exército era o porta estandarte. De tal modo que havia um cuidadoso plano de substituição para o caso de o porta estandarte cair e ser logo substituído.

O motivo não tinha nada de formal como têm os porta estandartes hoje nas cerimónias. É que, na brutal confusão da batalha, todos procuravam o porta estandarte pois ele indicava o lado em que estavam e o caminho que deviam seguir. Ele indicava o caminho.

Quando iniciei esta página, já lá vão uns anos, nunca me passou pela cabeça registar eventos como este.

O vinho é de facto um negócio de pessoas e do território. Neste caso, de alguém que foi tão longe, que nos abriu tantas portas, que nos mostrou que tanto é possível mas que soube manter uma admirável humanidade, uma enorme descrição.

Vale a pena atentar no percurso de quem nos deixa para que cada um de nós possa ser, ao menos um pouco, porta estandarte dos valores que ele defendia.

Como li hoje na página do Soalheiro "o sonho continua".

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