quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Vinho Verde: vendas em 2014

São bons, sem excepção, os nossos mapas de vendas em 2014.

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O branco está com vendas muito sólidas, suportadas sobretudo na exportação, como veremos num texto a publicar dentro de dias. Estamos a crescer em todos os principais mercados de exportação.

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O segundo quadro mostra-nos o tinto e o rosado. O crescimento do rosado vem de há vários anos, é muito sólido e ainda não parece ter encontrado um tecto de resistência. Há uma força grande seja das grandes locomotivas da regão, seja de pequenos produtores, que impulsiona muito este produto. É justo dizer que temos condições excelentes para produzir grandes rosados. Curiosamente nos últimos anos o rosado deixou de asfixiar tinto, que cresce, moderadamente mas cresce.

São produtos completamente diferentes, com diferentes canais, mercados, posicionamento e até diferente sazonalidade.

Muito embora não possa divulgar dados por marca, note que o crescimento do tinto não se está a dar em produtos inovadores que fogem ao perfil do tinto e que vêm sendo muito bem pontuados pela imprensa. Estes vinhos são interessantes sem dúvida mas têm ainda volumes pequenos que não influenciam um mercado de 5,3M litros. O crescimento de vendas dá-se pois em marcas de grande volume e note que temos uma marca com 1M litros, duas na casa do meio milhão e várias nos 200/300.000 litros.

O terceiro quadro, em baixo, apresenta os brancos de casta e o IG Minho.
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O loureiro vai bem. Tem as vendas sólidas, está a ser replantado intensamente nas reconversões de vinha. É uma casta fabulosa e representa um volume de negócio já bastante relevante. Também para o viticultor é uma casta interessante, produz bem, é bem remunerada.

De seguida o Alvarinho, aqui representado pelo DO e pelo IG em linhas separadas. O Alvarinho aumenta vendas nos dois segmentos. Há um efeito de maturidade comercial da casta, que é hoje reconhecida e valorizada como "marca" pelo cliente, há o efeito positivo do debate Alvarinho que decorreu ao longo do ano e há, no IG, o lançamento de vários novos vinhos sobretudo de pequenos produtores.

Num quadro em que tudo são notícias positivas, um ponto amerecer reflexão é a linha representativa do IG Minho.Tal como em mapas anteriores, considerei apenas o 0,75 para eliminar o efeito de algum granel que circula na região. E as vendas têm um comportamento admirável. O que está a dar corpo a este negócio são sem dúvida nenhuma os lotes com Alvarinho, sobretudo os Loureiro Alvarinho. Note que hoje este tipo de lote é comercializado por empresas de toda a região, de Monção/Melgaço e de fora.

São pois bons mapas, a região atravessa robusta um periodo de enorme dificuldade no mercado nacional.

Nos próximos dias publico os mapas de exportação.

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