quinta-feira, 14 de maio de 2015

Vinho Verde: vendas em Abril


Comecemos então pelo branco, o segmento que representa 85% do negócio da região. Aumentamos 15% dos primeiros quatro meses do ano. Como verá num texto próximo, é um aumento sobretudo na exportação mas também alguma coisa no mercado nacional. São, objectivamente, notícias boas. São óptimas aliás. O problema é que este aumento não é sustentável no tempo. Tenhamos bom senso: não há 15% de stock acima do ano passado. Se começamos o ano de forma excelente, o mais natural é que este aumento se vá diluir gradualmente no segundo semestre e, tudo correndo bem, fecharemos com bons números, certamente acima de 2014 mas bem abaixo deste apetitosos 15%.




As vendas dos segmentos de casta branco estão muito fortes. Este é o caminho certo: estamos a valorizar o produto, reforçando mais  os segmentos de valor, as castas, do que o grosso do pelotão. O aumento dos Alvarinhos, DO e IG é algo que vimos em todo o 2014 e agora se reforça. É curioso que este aumento foi contemporâneo da "polémica Alvarinho". Já o escrevi, no meu entender esta polémica acabou por reforçar a notoriedade do produto e assim o impulsionar comercialmente.

Referência muito forte para o Loureiro. É comercialmente a nossa casta numero um e está a brilhar. Neste quadro vemos a evolução das vendas do monocasta loureiro que é impressionante: mais 31%. Não vemos aqui mas é igualmente impressionante o comportamento dos lotes com Loureiro, seja no Do, seja no IG. O Loureiro está a afirmar-se como um campeão de vendas.

Referência menos boa apenas para o IG Minho, fruto creio de um problema comercial localizado que esperamos ver resolvido. Oportunamente voltaremos a isto.



Por fim, mas não menos importante , o quadro com os vinhos de côr, o tinto e o rosado. O tinto volta a descer. 2014 não correu mal mas o tinto tem um problema de baixa estrutural, que este ano se agrava. Esta evolução ainda é mais clara confrontando o tinto com  rosado, este que é um jovem campeão do Vinho Verde e que parece ainda estar longe de atingir um tecto. Por este caminho, o único tecto é mesmo a disponibilidade de matéria prima.

Sem comentários: