sexta-feira, 10 de julho de 2015

Stocks e vendas em Junho

Aqui ficam os dados mais recentes, relativos ao fecho de Junho.

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As existências são o que sabemos: baixas. Aliás estão a decorrer poucos trânsitos. O vinho que está na produção individual é muito pouco: 1 M de branco e 1,5M de tinto. Parece muito mas é residual pois estão repartidos por milhares de produtores, uma gota aqui, outra ali.

Não impede que daqui até à vindima se façam negócios mas serão. no seu todo. de pequeno volume.



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As vendas de branco estão muito robustas. Note que o gráfico distorce, beneficia o aumento, mas o algarismo é exacto, são 8,3% de aumento. É um valor excelente e não podia ser maior porque o stock é o que é. Começamos o ano com aumentos maiores, estão-se a diluir e vamos manter este rumo. Certamente terminaremos o ano com aumentos inferiores a estes 8,3%


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As vendas de tinto e rosado não estão famosas. O tinto está a perder mercado. É certo que o stock é baixo, mas esta perda inverte uma tendência que era interessante, até surpreendente.

No rosado não é fácil explicar. Este segmento vem crescendo sustentadamente há longos anos. Cresce a produção, o stock e a venda. Este ano porém parece ter encontrado um patamar. O verão nos dirá se é um fenómeno passageiro ou se realmente tivemos mais expectativa do que o mercado oferecia.


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Neste mapa, dos segmentos de maior valor, vemos as tendências que já se vinham afirmando em meses anteriores. Nada de novo portanto.

Os mapas que tem em cima foram apresentados ao Conselho Geral da CVRVV esta semana. Uma das preocupações que tenho afirmado, e que a região tem de assumir, é que este momento de escassez tem de ter resposta numa valorização do vinho e da uva que incentivem a novos investimentos em viticultura.

Num próximo texto escreverei sobre o controlo da vindima, um elemento importante para induzir esta valorização que tem de acontecer, mesmo sendo um ano de ligeiro aumento de produção.

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