sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Vindima 2015 em curso

Foto do Egídio Santos que,... anda por aí a vindimar imagens.
Como é habitual, farei na segunda um balanço semanal da vindima com base nos fechos de sábado. Porém tenho andado muito pela região, falado com muita gente boa e daqui retiro vários apontamentos:


  • QUALIDADE - estamos a ter excelentes uvas por toda a região. Incomparáveis com o que se recebeu no ano passado. Há matéria prima para se fazerem grandes vinhos. 2015 pode ser um ano para recordar pela qualidade dos vinhos;
  • QUANTIDADE - Estamos claramente acima do ano passado. Chegaremos ao aumento previsto de 15% e até um pouco mais. Muito mau seria ter vinho a mais: a região precisa de estabilidade, de evoluções serenas e não se sobressaltos de preços seja em que sentido for. Ao contrário do sul da região, onde há mais uva do que o esperado, em MM há mais do que no ano passado mas não foi a enchente que se esperava;
  • AGENDA - os mapas de recolha diária que temos permitem acompanhar de perto a evolução das entregas a cada dia. Esta está a ser a semana mais forte de entregas até agora. Admito que a próxima semana ainda tenha alguma força e, a partir de 5/10 se diminua muito, faltando depois algum tinto e Espadeiro. Em Monção Melgaço já há adegas terminadas e a entrega de branco termina quase toda este fim de semana.
  • PREÇOS - como sabemos a vindima é uma operação em duas partes: 10% consiste em colher uvas e vinifica-las e 90% consiste em falatório. Temos pois de descontar alguns dos valores elevadíssimos da uva que alguns falam, ex. 60 cêntimos, Infelizmente não há instrumentos de acompanhamento rigorosos mas eu diria, numa análise necessariamente empírica, que há uma valorização face ao ano passado, que é genérico o pagamento acima dos 40 cêntimos mas que, apesar de haver muita gente a pagar 45 e 50, a média da região se situará perto dos 45, se tanto. Seja como for, é uma valorização com várias consequências:
    • a produção tem de se mobilizar para investir mais. O VV é a região que melhor paga as uvas brancas em Portugal;
    • as marcas e empresas que se situam na entrada de gama vão ter um ano dificílimo com margens muito esmagadas; é natural que haja alguma valorização na prateleira;
    • a CVRVV não se pode eximir desta evolução e tem de acompanhar mais de perto as marcas com preços mais baixos para garantir que estas cumprem com rigor os procedimentos previstos na lei.
Segunda-feira publico números. Vemo-nos por aí. Boa vindima.

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