segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Vinho Verde: as vendas até Novembro

Está o ano praticamente feito. Temos sempre um pico de vendas no Natal e é certo que no hemisfério sul é verão, mas as grandes linhas do ano estão determinadas.

As vendas de branco progridem exactamente como se esperava. Começamos o ano em cheio, com vendas mito fortes no primeiro semestre mas depois estas foram-se desvanecendo fruto de um factor que é nosso, a escassez de stock. Certo é que os preços médios foram subindo, compensando esta baixa de vendas. Não publico aqui dados desta valorização, os quais foram divulgados em estudos privados, bem como na habitual sessão da Nielsen organizada pela CAP em Novembro.

Uma referência a esta reunião anual promovida pela CAP e pela APED que conta com apresentações a cago da Nielsen e dos compradores da distribuição. Sempre com a sala cheia mas geralmente com poucos produtores da nossa região.


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No branco, 0,2% não é um crescimento anémico. Pelo contrário, é a venda de tudo o que estava em stock.

O tinto não teve um comportamento tão bom. As vendas estão curtas há vários anos e este ano voltaram a cair. Não é um problema porque o stock também é baixo ( ver texto anterior ) mas estamos a perder negócio. Curiosamente há novidades a aparecer, seja em vinhos inovadores ( Aphros, Soalheiro, Anselmo por exemplo ), seja em vinhos tradicionais com forte capaciade comercial como é o caso do Vinhão de Monção, a sair em breve. Mas serão, uns e outros, capazes de inverter esta tendência ? tenho dúvidas.


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Boas notícias, aliás optimas notícias são as que temos dos segmentos de castas, Alvarinho e Loureiro, ambas crescendo solidamente pelo terceiro ano consecutivo. No final do ano faremos um balanço mais consubstanciado mas claramente são as castas ( e não as sub-regiões ) que estão a constituir o segmento de valor na região.


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