terça-feira, 12 de janeiro de 2016

As vendas no fecho do ano ( I ): o branco

Farei vários textos à medida que os dados forem aparecendo. aqui fica o primeiro, com os dados gerais ( sem destinos ) emitidos a partir dos mapas da CVRVV.

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Os grandes segmentos não evoluem muito: somos uma região de brancos. Comparei este mapa com o de 2011 e não há grande mudança: o tinto perdeu mercado, o loureiro e o alvarinho ganharam. Mas é uma evolução muito pequena porque o branco é tão prevalente que seria necessária uma evolução enorme num segmento pequeno para afectar esta massa de 80% do negócio.

Um alerta pois a quem está a reconverter vinhas e por isso tem de analisar prospectivamente o mercado para os próximos 20 anos: a menos que ache que haverá uma inversão, o nosso mercado é de brancos. 

De seguida veremos cada segmento.


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As vendas do branco estagnaram em 2015. Não é surpresa nem é mau, já o venho apontando deste o início do ano.Em 2015 tínhamos um stock muito limitado. À boca da vindima havia pouquíssimo branco em stock. Era pois previsível que os aumentos verificados no primeiro semestre se fossem doluindo ao longo doano. E foi exactamente isso que acontecer. Terminar o ano nos mesmos valores de 2014 é pois um bom resultado.

Correspondeu além disso a um aumento médio do preço de venda em toda a fileira. Aumentou a cotação do granel e aumentou o pvp. Pela primeira vez ( fonte: Nielsen via IVV ) o preço médio do Vinho Verde ultrapassou o dos nossos colegas do Alentejo, o lider nacional.

Passamos pois 2015 a vender o que havia e valorizamos o produto. Bem !

Só uma nota final. Trata-se das vendas de branco ordenadas por segmento de vasilhame. Fico surpreendido com o que ainda se vende em garrafa de litro e em garrafão. Comparando com os anos anteriores, vem descendo mas é curioso que, sendo clara, porém a descida é lenta. E o mesmo no tinto: em 2015 vendemos 435 mil litros de branco e garrafão e 495 mil de tinto !


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