quinta-feira, 14 de abril de 2016

Stocks e vendas em Março

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Vejamos o fecho do primeiro trimestre. O stock de branco está um pouco acima dos últimos dois anos. Note que ao ler a curva relativa ao branco ( cor verde ) tem de considerar também a azul relativa ao mosto branco.

O stock de tinto está estacionário embora, como verá abaixo, ainda bem pois as vendas não reclamariam mais disponibilidade. O resto sem surpresa, talvez com uma ligeira chamada de atenção ao mosto rosado que volta a aumentar muito, talvez alguma encomenda de uma empresa de maior dimensão.

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As vendas de branco, o produto que representa 85% do nosso negócio no quadro acima. Janeiro foi mau e, desde aí temos vindo a recuperar. No mapa de Fevereiro passado estávamos 5% abaixo de 2015, neste estamos 2% e nada impede que no próximo mês já estejamos em linha com o ano passado. Bastante serenos pois, ainda é cedo e o primeiro quadrimestre já terminará em linha com 2015.

O quadro em baixo representa as vendas de tinto e rosado. A tendência que revela já vem de há vários anos. A continuar assim, estaremos a 1 ou 2 anos de vendermos tanto rosado quanto tinto. Não creio que se deva esperar que  rosado cresça indefinidamente. Aliás já teve taxas de crescimento superiores às de hoje. Quanto ao tinto, já escrevi em textos anteriores, estamos a assistir a uma dramática alteração do mercado para este produto. Oiço sempre com prudência a notícia de que algum produtor está a vender muito bem o seu tinto ou que há uma nova tendência na região. Conforme demonstram os números gerais, a haver boas notícias estas serão a um nível muito pequeno de quantidades que não influenciam a tendência geral. Portanto atenção a quem está a plantar tintos.

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O terceiro quadro é habitualmente o dos "segmentos de valor". Continuamos com um crescimento muito robusto no Alvarinho Do. Recordo que as vendas deste segmento aumentaram muito ao longo do "debate Alvarinho" de 2014 e depois não perderam ritmo. O Alvarinho IG recua um pouco. Creio que haverá aqui algum efeito da incorporação de Alvarinho em lotes de DO Alvarinho/Loureiro e Trajadura.

Recordo que os produtores ujas vinhas se situam fora de Monção & Melgaço não podem produzir Alvarinho DO cm as suas uvas mas podem desde já fazer lotes de Alvarinho com outra casta e classifica-lo em DO, desde que respeitem o novo lote mínimo de 30% para poderem mencionar Alvarinho.

A queda do IG  em garrafa 0,75 ( linha preta ) era esperada e vai manter esta tendência pois todos os vinhos que aqui se encontravam por serem lotes de Alvarinho com outra casta produzidos fora da sub-região vão passar para DO. Manterei esta observação até ao fim do ano mas certamente a partir daí não se justificará mais, pois o IG Minho perdeu o motivo de interesse que tinha que era servir de escape para os lotes com Alvarinho que não podiam ser DO.


Menos bem as vendas de Loureiro. É justo dizer que em 2016 evoluíram de forma tão positiva, que uma ligeira estagnação neste trimestre certamente não gerará grande preocupação.

Diria pois, em conclusão que, não sendo um trimestre fabuloso, e porém um período em que consolidamos vendas, no rumo certo, com excepção do tinto cuja inversão tarde e aparecer.



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