quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Vinho Verde: stocks e vindima

Ainda é cedo, faltam algumas semanas, veremos como é que a meteorologia se comporta. Não vinha mal ao mundo se chovesse uns dias. Porém, é uma vindima que podemos encarar com alguma serenidade.

OS STOCKS

Comecemos por analisar os stocks.

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Estamos com um stock de branco bastante confortável. Precisamos da vindima, é evidente, mas longe de estarmos numa situação de escassez.

Na imagem seguinte encontra o stock apenas deste ano, repartido por tipo de produtos e pelos vários detentores. É bom de ver que a maior parte do vinho está nos engarrafadores ou em grandes operadores como adegas cooperativas.

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A quantidade de vinho que está na produção para levantar é na prática zero. Alerto novamente para a correcta leitura dos números pois quem os leia poderá ficar com a ideia de que, estando na produção mais de um milhão de litros, pode ir lá compra-los. Não pode. Este milhão de litros está repartido por quase dez mil pessoas, algumas com quantidades absolutamente ínfimas. É como um fundo de garrafa: está lá vinho, mas não enche um dedal.

Assim se compreende que o mercado de granel esteja tão sereno: a maior parte do vinho já se encontra no cliente final.

PREVISÃO DE VINDIMA

De seguida o mapa com a previsão da vindima. Trata-se de uma colectânea feita pelo IVV a partir das informações de cada região.

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A fonte de informação na nossa região foi o inquérito enviado a técnicos de toda a região e que contou com 175 respostas, no caso do branco. Os dados ( -12 a -15% ) representam a média aritmética que, curiosamente é quase igual à mediana, assim reforçando a robustez do resultado.

Recorde que os dados do IVV somam todos os tipos de vnho ( inc. mesa ) produzido na região.

Tudo indica que teremos uma vindima muito desigual, premiando quem acompanhou e tratou a vinha e penalizando duramente quem o não fez. Os concelhos de viticultura mais tradicional, como Resende serão por isso mais afectados do que outros onde a reconversão da vinha está em força, como Felgueiras ou o Alto Minho. Por este mesmo motivo, na sub região de Monção e Melgaço a perda de produção,  a ocorrer, será muito pequena.

Espera-nos pois uma vindima desigual, inferior em quantidade a 2015 mas que ainda tem tudo para ser de óptima qualidade.

Já agora, e a propósito de um almoço que tive ontem com um amigo, produtor e leitor desta página, aqui ficam as produções de banco ( vinho + mosto ) nos últimos cinco anos.

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Se quiser aprofundar a análise estatística, visite a página de estatística da CVRVV, clicando aqui,

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