quarta-feira, 12 de abril de 2017

Vinho Verde: Japão à vista !

Temos vindo a trabalhar o mercado do Japão e vários produtores associaram-se à CVRVV neste projecto. O Japão é interessante por ser um mercado de valor. O consumo per capita é baixo ( inferior a 5 litros/ano ) , embora a crescer. Porém o consumidor Japonês é muito conhecedor e procura produtos de qualidade. Isso interessa-nos. Estamos "em quantidade" em mercados como a Alemanha ou os EUA e precisamos de encontrar mercados que valorizem as castas e vinhos mais específicos.

É um mercado culturalmente muito diferente dos ocidentais e é preciso perceber os Japoneses, perceber a sua forma de trabalhar e perceber o seu tempo. Porém é um país muito organizado, onde as práticas comerciais são muito regulares e onde o respeito pelas marcas é total, algo que nem sempre se encontra na Ásia.

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O quadro acima mostra a nossa evolução recente. O mercado ainda é pequeno mas estamos claramente no caminho certo.

Esta semana, uma vez mais, 30 empresas foram com a CVRVV e com o apoio técnico da Opal a Tóquio apresentar os seus vinhos. Uma presença em várias frentes: na feira Wine and Gourmet, numa prova para especialistas e importadores e em vários eventos privados organizados por  vários produtores, que assim maximizaram o efeito desta longa viagem.

Roubadas aos próprios, aqui partilho algumas fotos desta semana de trabalho com o Vinho Verde em cheio no mercado do Japão. Fotos da Carla Cunha ( CVRVV ) e do Gonçalo Furtado ( Opal )

Curso de prova, uma participação atenta e pontual !

Produtores e clientes: momento chave.
Master Class dos Vinho Verde Young Projects:
os protagonistas lá ao fundo no centro.
O senhor da direita vai provar um vinho feito
a 10.900 Kms dali: justifica-se o ar sério !

Deixo para o fim esta foto, com alguma deselegância para com a privacidade a que todos temos direito, mas porque me orgulha particularmente.

Temos bons vinhos, é certo e estamos a fazer tudo para os melhorar a  cada dia. Mas está a aparecer na região uma nova geração de gente, seja na viticultura, na enologia e no comércio, seja nos privados ou nas cooperativas. É uma geração com forte preparação técnica, que tem o mundo aberto na cabeça, que é competitiva, que é inovadora e que dedica mais tempo a fazer ( e a fazer em equipa ) do que nos tradicional corte e cose.

Este é o nosso #dreamteam e com uma equipa destas, tenho a impressão que isto é só o começo...





Um interessante estudo sobre o mercado Japonês aqui.

E outro aqui.


segunda-feira, 10 de abril de 2017

Stocks e vendas em Março: há novidades !

Março fechado, já temos três meses de vendas acumuladas para podermos aferir um pouco do ano.
E que ano promete ser !

Mas comecemos pelo mais sereno: os stocks.

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Nada de novo aqui: há vinho. O stock permite encarar o ano com serenidade e, salvo se a próxima vindima trouxer novidade, encarar uma estabilidade de preços nos mercados de uva e de granel.

As vendas de branco ( quadro em baixo ) estão muito compostas e recuperamos uma ligeira perda que tínhamos tido no início do ano passado. 8% de aumento é um optimo resultado: sem que o mapa nos permita afirmar onde estamos a crescer, é natural que este crescimento esteja sobretudo nos mercados externos. Em breve teremos dados do INE sobre exportações e aí comprovaremos.

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Muito bons, aliás excelentes, são os resultados das categorias de maior valor, as castas, no mapa seguinte.

Estamos com um forte crescimento em todos os produtos. Não é só crescimento mas a intensidade com que este decorre. Comparado com igual período em 2016 estamos 8% acima no Alvarinho, 28% no Loureiro, 60% no Loureiro-Alvarinho e 21% no Trajadura-Alvarinho.


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Claro que isto são números de início de ano. Não espero, nem espere o leitor, que isto se vá prolongar nos mesmos termos nos próximos trimestres.

No que diz respeito aos lotes de castas, uma observação para ajudar a leitura. O lote Trajadura-Alvarinho é naturalmente liderado pelo Muralhas, que é uma grande parte dos números deste segmento. Quanto ao lote Loureiro-Alvarinho duas observações: a primeira é que era um lote impedido pela lei até ao acordo Alvarinho. Está portanto a dar os primeiros passos. A segunda é que, tal como no caso anterior, há aqui uma marca muito forte que é o Quinta da Aveleda. Porém este segmento, Loureiro-Alvarinho tem muitas novas marcas a aparecer, mais do que o Trajadura Alvarinho.

O mapa seguinte tem algo de histórico: o rosado ultrapassa claramente as vendas de tinto. Mesmo juntando o Vinhão ao tinto geral, a soma é ultrapassada pelo rosado.

A ponderar.



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E é isto, as vendas e stocks em Março.

Boa semana !

quarta-feira, 5 de abril de 2017

O que vale o vinhão ?

A partir deste mês, temos os mapas enriquecidos com dois novos segmentos: um no tinto, o vinhão e dois no branco, os lotes Loureiro-Alvarinho e Trajadura Alvarinho. Passarão a estar integrados nos mapas mensais.


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Como antecipação, trago aqui o mapa do tinto e rosado. Trata-se do mapa que foi publicado aqui há dias mas, nesta nova formulação, o Vinhão é destacado do tinto de lote.

Quanto vale então o vinhão ? nos dois primeiros meses, 141.000 litros. Vamos acompanhando ao longo do ano, nomeadamente para percebermos de a sazonalidade do tinto é igual à do vinhão. Para já, num contexto de perda de mercado no tinto, o Vinhão comporta-se muito bem, E é uma quantidade muito significativa no total.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Braga 12/04: prova de Vinho Verde e Gastronomia

Queijos, chocolates e sabores de marisco e caril harmonizam com os vinhos da Região numa prova conduzida pelo enólogo Luís Cerdeira. Venha provar connosco !